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Micro e pequenas empresas podem exportar, sim!

micro e pequenas empresas podem exportar

Os comércios de pequeno porte geralmente focam no mercado regional, mas você já pensou em conquistar outros países com seus produtos? O mercado de exportação para pequenas empresas é uma possibilidade real. Conversamos com Fernanda Barbeta, do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias de MS (CIN/FIEMS) e com a Doutora Monica Filomena Assis, médica veterinária e diretora da Sigo Homeopatia, empresa de soluções homeopáticas para a saúde e produção animal de Campo Grande, que é um exemplo de microempresa que deu certo no mercado de exportação. Elas contaram sobre essa possibilidade de fazer seu negócio se tornar internacional. Confira na matéria que micro e pequenas empresas podem exportar!

Como começar no mercado de exportação?

Antes de se se aventurar no mercado de exportação, é preciso ponderar alguns fatores. “É preciso pensar se seus produtos atendem à ‘dor’ do cliente do país alvo, se o tipo de atividade tem pegada inovadora e sustentável, que são atributos internacionalmente reconhecidos atualmente e saber se vai ter condições de atender à demanda desse país. O empresário tem que ter a consciência de que a empresa tem que ser séria e honesta para cumprir o que prometeu”, afirma Dra. Mônica.

Fernanda Barbeta também ressalta alguns pontos que devem ser considerados para sua empresa iniciar no mercado de exportação. “Capacidade produtiva, formação de preço para exportação, definição de mercados, necessidade de adequação do produto e embalagem e também os documentos do produto e da empresa, relata Fernanda, que reconhece que tantas providências – e exigências – podem assustar alguns empresários, mas que o CIN/MS pode ajudar nesse processo, inclusive, indicando profissionais para auxiliar nas atividades.

Exportação direta X indireta

Sua empresa pode optar por exportação indireta, quando a exportação é feita por meio de outra empresa, ou por exportação direta, que é quando a própria empresa que faz os produtos também os exporta. No segundo caso, Fernanda conta que existem alguns processos necessários: “o primeiro passo é dar entrada no processo de Habilitação de Radar da empresa, perante a Receita Federal e, para empresas de MS, também é necessário se regularizar junto a Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ)”. Em exportações indiretas, a empresa que irá fazer a exportação provavelmente já passou por todos os trâmites necessários.

É importante lembrar também que não são todos os produtos que podem ser exportados. Fernanda explica que, dependendo do país, existem diferentes exigências para alguns produtos: “por exemplo, produtos do setor de alimentos precisam de registro na Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos”.

O mercado de exportação na prática – A história da Sigo Homeopatia

O início da Sigo Homeopatia nesse mercado se deu com a abertura de uma oportunidade e uma vantagem geográfica. “Por estarmos vizinhos às fronteiras de dois países, muitos clientes aqui do Brasil têm propriedade ou conhecem produtores do lado de lá e queriam levar o produto para a Bolívia e para o Paraguai. Foi assim que iniciamos. E ainda estamos no início, sentindo como é o processo”, conta a doutora, que explica que a adequação da empresa para o mercado de exportação foi trabalhosa. “Cada país tem suas próprias burocracias, por isso, temos que mergulhar nas leis e exigências diferentes de cada país para entender e viabilizar o processo”.

Os produtos estão fazendo sucesso nos outros países: “Colômbia, Equador e Guatemala já se interessaram por nossa linha pet. No Paraguai e na Bolívia, a linha pecuária, por uma questão de logística (o país é próximo e a carga é pesada) e por conta da atividade pecuária dos países vizinhos, é a mais procurada”, comenta.

Vantagens e mais vantagens

Conquistar o mercado internacional pode proporcionar inúmeras vantagens para a sua empresa, que vão além dos lucros. “A exportação pode aumentar a produtividade da sua empresa, ajudar a rever e melhorar processos internos. Além disso, diversificar mercados é essencial para que o negócio não fique dependente da economia de apenas um país”, explica Fernanda Barbeta.

Apesar da Sigo Homeopatia ainda estar iniciando nesse mercado, o clima é de otimismo. “Diversificamos os negócios. A indústria farmacêutica veterinária homeopática brasileira é referência mundial neste quesito e a exportação proporcionou um universo maravilhoso de conhecimentos sobre os países para onde exportamos, não só na parte burocrática, mas também a cultura, os costumes e o idioma. Surgiram muitas ideias para novos produtos é até de outras utilizações para os que já temos”, comenta Dra. Mônica.

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