Gestão Financeira

Como definir a remuneração dos sócios?

Ao abrir uma empresa com um ou mais sócios, é preciso levar em conta muitos fatores e tomar decisões importantes. Como será feita a remuneração dos sócios é uma delas.

Quando uma pessoa resolve empreender, ela o faz, logicamente, para ter maiores rendimentos financeiros. Ela investe seu tempo e seu dinheiro buscando um retorno futuro, melhor do que conseguiria no mercado de trabalho ou no mercado financeiro. Assim, quando se investe no próprio negócio, nunca se deve esquecer das premissas básicas: quanto se quer ganhar (estabelecer metas) e como trabalhar para alcançar este objetivo (planejar).

Convidamos o contador e consultor Cassio Rodrigues Pereira para explicar as opções de remunerações, fazendo as devidas diferenciações e quais os impactos nas finanças da empresas.

O contador explica que existem duas formas mais comuns de remuneração: o Pró-labore e os Lucros Distribuídos. O Pró-labore é como um salário do empreendedor, a remuneração pelo seu trabalho na empresa que deve ser pago mensalmente, e o Lucro é a remuneração pelo capital investido no empreendimento, pago geralmente em períodos anuais, após a apuração do resultado da empresa.

“Daí surge a necessidade de um planejamento minucioso do empreendimento e do monitoramento constante das finanças, uma vez que esse resultado pode ter sido positivo ou negativo e tanto o Lucro quanto o Prejuízo são distribuídos entre os sócios. No Lucro, eles recebem a rentabilidade do Capital investido; quando apuram-se Prejuízos, os sócios, ao invés de retirar dinheiro, precisam investir mais Capital, a fim de cobrir a diferença”, explica Cassio.

Para decidir qual a melhor opção para sua empresa, planejamento é fundamental. Os sócios devem projetar seus resultados mensais futuros, com base nas vendas realizadas e projetadas, os custos e despesas do negócio. Devem ainda, de forma sóbria e responsável, definir quais as retiradas mensais que cada um deverá fazer para cobrir as despesas pessoais (suas e de sua família).

Cada modelo tem regras legais específicas. O Pró-labore deve ser encarado como uma despesa fixa (ou operacional), da mesma maneira que o pagamento de fornecedores, a folha de pagamento, aluguel, impostos, entre outros. “Geralmente, começa a ser pago a partir do primeiro mês de faturamento da empresa, para não diminuir o capital inicial investido pelos sócios para alavancagem do negócio”, destaca Cassio.

A Distribuição de Lucros, como o próprio nome já diz, só é retirada pelos sócios quando houver Lucro Líquido na atividade produtiva. Este lucro é calculado após a apuração contábil do resultado da empresa, que é a diferença entre suas Receitas, Custos e as Despesas. “Em outras palavras é o dinheiro que sobra na empresa depois dela ter pago todos os custos e despesas necessários para sua operação”, simplifica Cassio.

Importante lembrar que para cada modelo de remuneração de sócios existem também regras tributárias diferenciadas. Por isso, é importante que os empreendedores consultem um Contador para entender bem essas diferenças, desde a concepção do Contrato Social (onde são descritas as regras de remuneração dos sócios), até na operacionalização e gestão do negócio – principalmente na apuração dos resultados.

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