Casos de Sucesso

Costurando roupas, traçando o caminho do sucesso

Não há como negar a diferença de uma roupa feita sob medida e aquelas que encontramos em larga escala nas grandes magazines.

Proprietária do Ateliê Dona Nenzinha, Evelyn Buchara conta que o consumidor consciente, que tem conhecimento do ritmo de trabalho e até mesmo das irregularidades que algumas grandes marcas de moda no Brasil e no mundo fazem com seus trabalhadores para diminuírem os preços dos produtos, é o que busca produtos mais artesanais, produzidos por costureiras. 

Evelyn aposta na energia positiva de quem faz seu trabalho com amor, e afirma manter a clientela com um relacionamento mais interativo. “A costura é semi artesanal e meus clientes dão valor à minha arte exatamente porque eu a valorizo. Acredito que a costura se reinventa quando entra em contato com outras artes e pessoas”, diz a dona de ateliê.

Representante do coletivo República das Arteiras, Ivani Marques conta que a maior parte das pessoas que trabalham com costura tem sua criatividade reprimida por causa da exigência e repetição comuns no mercado em geral. “Essas pessoas preferem costurar dezenas de peças iguais, a preços baixíssimos. Quem faz costura reta não faz overloque ou galoneira”, explica.

O República das Arteiras trabalha para estilistas na confecção e acabamento de alfaiataria, o que requer tempo e habilidade. Para reforçar o orçamento, também fazem os tão necessários ajustes de roupas que salvam muita gente que ganhou ou perdeu alguns quilinhos e querem aproveitar as peças que já possuem. 

O coletivo também se especializou em nichos de mercado; aliás, foi assim que iniciaram o empreendimento, costurando para mulheres que buscam tamanhos de roupas maiores e muitas vezes não são atendidas pela indústria têxtil, que pouco produz modelos plus size.

Flexibilidade na jornada de trabalho

 Evelyn e Ivani encontraram na costura uma oportunidade de ingressar no mercado de trabalho e, ao mesmo tempo, cuidar dos filhos. Trabalhando com horários flexíveis, elas podem acompanhar o crescimento dos pequenos e ao mesmo tempo conquistar a independência financeira produzindo em uma área em que são competentes e fazem o que gostam. Com parcerias com outras costureiras e um serviço de qualidade, as duas estão conseguindo transformar o que era apenas um complemento de renda no começo em um negócio com grandes possibilidades de crescimento.

Exclusividade

Estilista especializado em roupas de festa e novas, Márcio Rocha possui seu ateliê e uma clientela fiel que procura criações especiais para cada evento. Ele diz que a dica para quem está começando é aliar matéria prima de qualidade, ótimo atendimento e confecção das peças no menor tempo possível.

O estilista também conta que é fundamental ouvir o cliente com atenção, para que todos os passos da criação estejam sempre de acordo com as expectativas de quem vai usar suas peças. Assim, Márcio conquista o reconhecimento de sua clientela e aumenta seu faturamento mês a mês.

Em uma área que é preciso se reinventar todos os dias para sobreviver e não ser engolido pelas gigantes do mercado têxtil, os empreendedores estão se adaptando, e já passaram a valorizar mais a formação técnica, coisa que até algum tempo era pouco exigido.

A necessidade de se profissionalizar e não ser mais apenas a “costureira do bairro” faz com que muitos busquem conhecimento em outras áreas, como administração, contabilidade e marketing; tudo isso para potencializar o negócio e garantir um faturamento maior no final do mês.

O que não muda com o passar dos tempos é o orgulho e a dedicação de quem afirma que vive da sua arte. Mas agora, além de uma indicação de um cliente aqui e uma propaganda boca a boca ali, vez ou outra aparecem trabalhos vindos de publicações de Facebook e Instagram. E o mercado só se fortalece.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 









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