Casos de Sucesso

Características sócio-econômicas do Brasil estimulam o espírito empreendedor do jovem

Crédito: Anderson Viegas

caracteristicas socioeconomicas do brasil de 2017O Brasil ocupa a terceira posição no ranking mundial de participação de jovens empreendedores na economia, com 25%, sendo superado apenas pelo Irã, com 29% e a Jamaica, com 28%. Os dados da pesquisa da Global Enterpreneurship Monitor (GEM), feita com apoio do Sebrae, Sesi e Senai em 2008 e que traça um perfil do empreendedorismo no País.

A pesquisa aponta que no Brasil assim como nos outros países que estão no topo dessa lista, as características sócio-econômicas acabam levando o jovem a empreender, seja por necessidade, em razão da falta de vagas no mercado de trabalho, ou por oportunidade, quando ele descobre um nicho de mercado em que pode se destacar.

O jovem empreendedor por necessidade tem um nível de escolaridade de 5 a 11 anos. Atua preferencialmente no setor de serviços e de transformação, obtendo uma renda de um a três salários mínimos de média.

Já o jovem empreendedor por oportunidade se diferencia, conforme o levantamento, por possuir uma renda maior (36% até 3 salários mínimos; 34% de 3 a 6 salários), ter mais escolaridade, sendo que 25% estão cursando ou terminaram o nível superior, e iniciam seus negócios em atividades mais especializadas, em razão de sua qualificação.

Em Campo Grande, Jean Pierre Jobim da Silva, de 23 anos, é um dos exemplos de jovens empreendedores que entraram no mercado por necessidade. Com mais de dois anos de experiência como empregado de uma empresa que customizava veículos, ele decidiu trabalhar como autônomo quando saiu do emprego.

Instalando insulfilm em carros, prédios e casas, além de equipamentos de som em automóveis, ele atende em média dois clientes por dia, mas pretende formalizar seu negócio, através do Empreendedor Individual pois acredita que o volume de trabalho aumentará.

Já as jornalistas Juliana Comparin, de 24 anos, e Karolina Dalegrave, de 23 anos, também da Capital sul-mato-grossense, vislumbraram a oportunidade de abrir o próprio negócio ainda durante o estágio que fizeram juntas.

“A vontade veio por meio da oportunidade de trabalhar com assessoria de imprensa e eventos, aliada à permissão de inovar, sendo que quando se é dono do próprio negócio há a possibilidade de criar novas maneiras de trabalho e não ter de seguir padrões pré-estabelecidos. Enxergamos ainda que o mercado necessitava de uma empresa que juntasse os dois segmentos e que oferecesse um excelente atendimento, por meio do acompanhamento de qualquer ação desenvolvida”, explicam as sócias da JK Comunicação.

Para se prepararem para o desafio de se tornarem empreendedoras, as jornalistas revelam que antes da abertura da empresa investiram em capacitação. “Participamos do ciclo de palestras do Nascer Bem e também buscamos cursos na área de comunicação, sendo um deles realizado em São Paulo”, revelam.

Outros que perceberam a oportunidade de um novo nicho no mercado foram o publicitário Thiago Akiro Ogura, de 27 anos, o biólogo Estevão Rizzo, de 29 anos, e o jornalista Lucas Reino, de 29 anos, proprietários da 8020 Marketeria Digital, de Campo Grande.

“Acho que o nicho escolheu a gente. Meu sócio fez o Empretec e queria montar uma empresa, tinha várias idéias, mas nada ainda estava definido. Ele ia muito ao Firula’s Café e ficava no notebook trabalhando lá, um dia a proprietária pediu algumas informações sobre internet, sites, divulgação, etc. O Estevão foi falando sobre possibilidades, falou de mim, e a gente bolou uma proposta de trabalho para fazer o site deles e divulgar mais e criar um relacionamento com os clientes. Com o trabalho feito para eles nós ganhamos visibilidade e novos clientes procuraram os nossos serviços. Acredito que a necessidade desse tipo de trabalho era tão grande que o nicho foi atrás de criar o serviço”, explica Lucas.

Assim como Juliana e Karolina, os sócios da marketeria também se preocupam muito com a capacitação e com a troca de informações com profissionais mais experientes.

“Nós vamos a palestras, captamos informações pela internet, estudamos outros cases. Os conteúdos para essa área é muito nova, então é preciso ficar online e procurando, vendo o que está sendo feito no Brasil e mesmo fora dele. Quando não é nossa área a gente prefere ouvir a opinião dos profissionais especializados, advogados e contadores”, relatam os empreendedores.

Perfil

As histórias de Jean Pierre, de Juliana e Karolina, Thiago, Estevão e Lucas retratam com perfeição, segundo análise do consultor do Sebrae/MS, Wellington Vidaurre, o perfil do jovem empreendedor brasileiro.

“Esses empreendedores fazem parte da chamada Geração Y. Eles já nasceram dominando a tecnologia, e, por isso, têm necessidade de informação mais rápida, além de estarem mais atualizados e antenados com as tendências e mudanças de mercado”, aponta.

Outra característica importante dessa nova leva de empresários, conforme Vidaurre, é o fato de que eles não têm medo de errar. “O erro é encarado por eles não como um fracasso, mas sim como uma oportunidade de aprendizado, da qual eles podem extrair boas lições e evoluir. Até por conta disso, esses jovens são muito ousados e em alguns até em excesso, o que pode acabar os prejudicando depois”, avalia.

A psicóloga Roseli Aguilera concorda com o perfil traçado pelo consultor do Sebrae/MS e acrescenta ainda que um aspecto que precisa ser melhor trabalhado por essa geração de empreendedores é o da contestação ao passado.

“Esse jovem é mais curioso, é mais aberto a novas informações, a busca por novos conhecimentos, por coisas novas, mas ele não pode rotular que tudo o que foi feito no passado é ultrapassado ou ruim”, explica.

Roseli comenta que esse jovem é  focado nos resultados e não no processo como a geração anterior, é que isso, faz com que seja naturalmente um questionador da hierarquia e acabe impulsionando o seu empreendedorismo.

“O jovem entende que se estiver trabalhando em uma empresa que não esteja aberta a mudanças, que vai tolher ou dificultar sua evolução, ele prefere abrir um negócio próprio, onde as regras não vão ser tão rígidas. Ele encara o trabalho não como o objetivo de sua vida, mas como um instrumento para promover o seu desenvolvimento pessoal”, conclui.

Dicas

Quem já está no mercado não se arrepende de sua opção e dá dias aos futuros jovens empreendedores. “Pense muito bem na possibilidade, mas saiba que os ricos de ser dono do seu próprio negócio são muito altos. Se acreditar que possui perfil empreendedor e que tem capacidade e disciplina, se dedique que tudo dará certo”, aconselham Juliana e Karolina.

Já Lucas aconselha prudência. “Apos concluir os estudos, o jovem está empolgado em por em prática todo o conhecimento que acumulou durante o seu curso. O mais apropriado é não se empolgar demais se não possuir conhecimento administrativo suficiente, pois quando os procedimentos gerenciais, cálculos financeiros e jurídicos começam a surgir o risco de desesperar com tanta informação pode levar a desistir de tocar o negócio. O Sebrae sempre é a primeira alternativa para os mais sensatos, como foi o caso do meu sócio Thiago, que ao mesmo tempo que iniciou o MBA dele ao terminar o curso, deu início aos cursos oferecidos pelo Sebrae para abrir a agência, que funciona até hoje, mas pelas mãos dos seus antigos sócios, isso é um bom sinal quando a gente vê esses índices de mortalidade empresarial”.

Tome Nota

Para mais informações sobre empreendedorismo e jovens emprendedores acesse:

http://www.sebrae.com.br

http://www.ms.sebrae.com.br

http://www.mundosebrae.wordpress.com

http://pegn.globo.com

http://www.papodeempreendedor.com.br

http://www.endeavor.org.br

http://www.portaldoempreendedor.gov.br

Crédito: Anderson Viegas

caracteristicas socioeconomicas do brasil de 2017O Brasil ocupa a terceira posição no ranking mundial de participação de jovens empreendedores na economia, com 25%, sendo superado apenas pelo Irã, com 29% e a Jamaica, com 28%. Os dados da pesquisa da Global Enterpreneurship Monitor (GEM), feita com apoio do Sebrae, Sesi e Senai em 2008 e que traça um perfil do empreendedorismo no País.

A pesquisa aponta que no Brasil assim como nos outros países que estão no topo dessa lista, as características sócio-econômicas acabam levando o jovem a empreender, seja por necessidade, em razão da falta de vagas no mercado de trabalho, ou por oportunidade, quando ele descobre um nicho de mercado em que pode se destacar.

O jovem empreendedor por necessidade tem um nível de escolaridade de 5 a 11 anos. Atua preferencialmente no setor de serviços e de transformação, obtendo uma renda de um a três salários mínimos de média.

Já o jovem empreendedor por oportunidade se diferencia, conforme o levantamento, por possuir uma renda maior (36% até 3 salários mínimos; 34% de 3 a 6 salários), ter mais escolaridade, sendo que 25% estão cursando ou terminaram o nível superior, e iniciam seus negócios em atividades mais especializadas, em razão de sua qualificação.

Em Campo Grande, Jean Pierre Jobim da Silva, de 23 anos, é um dos exemplos de jovens empreendedores que entraram no mercado por necessidade. Com mais de dois anos de experiência como empregado de uma empresa que customizava veículos, ele decidiu trabalhar como autônomo quando saiu do emprego.

Instalando insulfilm em carros, prédios e casas, além de equipamentos de som em automóveis, ele atende em média dois clientes por dia, mas pretende formalizar seu negócio, através do Empreendedor Individual pois acredita que o volume de trabalho aumentará.

Já as jornalistas Juliana Comparin, de 24 anos, e Karolina Dalegrave, de 23 anos, também da Capital sul-mato-grossense, vislumbraram a oportunidade de abrir o próprio negócio ainda durante o estágio que fizeram juntas.

“A vontade veio por meio da oportunidade de trabalhar com assessoria de imprensa e eventos, aliada à permissão de inovar, sendo que quando se é dono do próprio negócio há a possibilidade de criar novas maneiras de trabalho e não ter de seguir padrões pré-estabelecidos. Enxergamos ainda que o mercado necessitava de uma empresa que juntasse os dois segmentos e que oferecesse um excelente atendimento, por meio do acompanhamento de qualquer ação desenvolvida”, explicam as sócias da JK Comunicação.

Para se prepararem para o desafio de se tornarem empreendedoras, as jornalistas revelam que antes da abertura da empresa investiram em capacitação. “Participamos do ciclo de palestras do Nascer Bem e também buscamos cursos na área de comunicação, sendo um deles realizado em São Paulo”, revelam.

Outros que perceberam a oportunidade de um novo nicho no mercado foram o publicitário Thiago Akiro Ogura, de 27 anos, o biólogo Estevão Rizzo, de 29 anos, e o jornalista Lucas Reino, de 29 anos, proprietários da 8020 Marketeria Digital, de Campo Grande.

“Acho que o nicho escolheu a gente. Meu sócio fez o Empretec e queria montar uma empresa, tinha várias idéias, mas nada ainda estava definido. Ele ia muito ao Firula’s Café e ficava no notebook trabalhando lá, um dia a proprietária pediu algumas informações sobre internet, sites, divulgação, etc. O Estevão foi falando sobre possibilidades, falou de mim, e a gente bolou uma proposta de trabalho para fazer o site deles e divulgar mais e criar um relacionamento com os clientes. Com o trabalho feito para eles nós ganhamos visibilidade e novos clientes procuraram os nossos serviços. Acredito que a necessidade desse tipo de trabalho era tão grande que o nicho foi atrás de criar o serviço”, explica Lucas.

Assim como Juliana e Karolina, os sócios da marketeria também se preocupam muito com a capacitação e com a troca de informações com profissionais mais experientes.

“Nós vamos a palestras, captamos informações pela internet, estudamos outros cases. Os conteúdos para essa área é muito nova, então é preciso ficar online e procurando, vendo o que está sendo feito no Brasil e mesmo fora dele. Quando não é nossa área a gente prefere ouvir a opinião dos profissionais especializados, advogados e contadores”, relatam os empreendedores.

Perfil

As histórias de Jean Pierre, de Juliana e Karolina, Thiago, Estevão e Lucas retratam com perfeição, segundo análise do consultor do Sebrae/MS, Wellington Vidaurre, o perfil do jovem empreendedor brasileiro.

“Esses empreendedores fazem parte da chamada Geração Y. Eles já nasceram dominando a tecnologia, e, por isso, têm necessidade de informação mais rápida, além de estarem mais atualizados e antenados com as tendências e mudanças de mercado”, aponta.

Outra característica importante dessa nova leva de empresários, conforme Vidaurre, é o fato de que eles não têm medo de errar. “O erro é encarado por eles não como um fracasso, mas sim como uma oportunidade de aprendizado, da qual eles podem extrair boas lições e evoluir. Até por conta disso, esses jovens são muito ousados e em alguns até em excesso, o que pode acabar os prejudicando depois”, avalia.

A psicóloga Roseli Aguilera concorda com o perfil traçado pelo consultor do Sebrae/MS e acrescenta ainda que um aspecto que precisa ser melhor trabalhado por essa geração de empreendedores é o da contestação ao passado.

“Esse jovem é mais curioso, é mais aberto a novas informações, a busca por novos conhecimentos, por coisas novas, mas ele não pode rotular que tudo o que foi feito no passado é ultrapassado ou ruim”, explica.

Roseli comenta que esse jovem é  focado nos resultados e não no processo como a geração anterior, é que isso, faz com que seja naturalmente um questionador da hierarquia e acabe impulsionando o seu empreendedorismo.

“O jovem entende que se estiver trabalhando em uma empresa que não esteja aberta a mudanças, que vai tolher ou dificultar sua evolução, ele prefere abrir um negócio próprio, onde as regras não vão ser tão rígidas. Ele encara o trabalho não como o objetivo de sua vida, mas como um instrumento para promover o seu desenvolvimento pessoal”, conclui.

Dicas

Quem já está no mercado não se arrepende de sua opção e dá dias aos futuros jovens empreendedores. “Pense muito bem na possibilidade, mas saiba que os ricos de ser dono do seu próprio negócio são muito altos. Se acreditar que possui perfil empreendedor e que tem capacidade e disciplina, se dedique que tudo dará certo”, aconselham Juliana e Karolina.

Já Lucas aconselha prudência. “Apos concluir os estudos, o jovem está empolgado em por em prática todo o conhecimento que acumulou durante o seu curso. O mais apropriado é não se empolgar demais se não possuir conhecimento administrativo suficiente, pois quando os procedimentos gerenciais, cálculos financeiros e jurídicos começam a surgir o risco de desesperar com tanta informação pode levar a desistir de tocar o negócio. O Sebrae sempre é a primeira alternativa para os mais sensatos, como foi o caso do meu sócio Thiago, que ao mesmo tempo que iniciou o MBA dele ao terminar o curso, deu início aos cursos oferecidos pelo Sebrae para abrir a agência, que funciona até hoje, mas pelas mãos dos seus antigos sócios, isso é um bom sinal quando a gente vê esses índices de mortalidade empresarial”.

Tome Nota

Para mais informações sobre empreendedorismo e jovens emprendedores acesse:

http://www.sebrae.com.br

http://www.ms.sebrae.com.br

http://www.mundosebrae.wordpress.com

http://pegn.globo.com

http://www.papodeempreendedor.com.br

http://www.endeavor.org.br

http://www.portaldoempreendedor.gov.br


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Comentários

  1. tatiane alves de azevedo disse:

    odiei acho que vcs deveriam melhorar a aprendizagem para poder tentar nos ajudar….

  2. amanda disse:

    vcs tem qi dar uma melhorada..




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