Casos de Sucesso

Coxim: empreendedorismo de coração

“Portal do Pantanal”, “Capital Nacional do Peixe”, “Terra do Pé-de-cedro”. Assim como esses títulos, as oportunidades no município de Coxim também são muitas. Localizado a 240 km de Campo Grande, a região, que já foi ocupada por índios das etnias Caiapó e Bororó, representa hoje uma das cidades fortes da economia de Mato Grosso do Sul.

Grandes lavouras de soja, extensos pastos de pecuária, natureza exuberante e a proximidade com a Bacia do Alto-Paraguai – que transformou a cidade no principal ponto de pesca de água doce do país, atraindo milhares de turistas do mundo inteiro – são as atividades mais conhecidas.

No entanto, completando 120 anos de emancipação no dia 11 de abril, Coxim já provou que sua capacidade vai além. Com a 14ª maior população (cerca de 33 mil habitantes) e 19º maior PIB (R$ 672 milhões) entre os 79 municípios do estado, o município representou e ainda representa uma terra de recomeço e oportunidades para muita gente.

Gente como o Willian Grandizolli, que depois de conhecer a cidade numa visita aos avós, quando tinha 12 anos, prometeu para si mesmo que moraria ali. De fato, a paixão pela pesca falou mais alto e, aos 17 anos, saiu de Maringá, no Paraná, para morar em Coxim.

Criativo e talentoso por natureza, trabalhou com pintura de faixas a mão e desenhos. Na época, 1998, poucas pessoas sabiam o que era um computador, mas ele já tinha até feito um curso de designer gráfico. Foi aí que Willian se destacou e, em 2003, abriu a Exata Comunicação Visual.

A empresa foi a responsável por levar as primeiras máquinas de impressão digital, de corte e gravação a laser para a região. Com essa tecnologia, abriu também uma loja de artesanato 3D, a Fazendo Arte, que é administrada pela esposa, Ana Mara.

coxim

“Sou coxinense de coração e tudo que eu tenho devo a essa terra. Eu sei que se eu tivesse minha empresa num grande centro eu faturaria de três a quatro vezes mais, mas eu não consigo abandonar a cidade. Aqui é o meu lugar”, declara.

Um passo de cada vez

Natural de Minaçu, Goiás, Silvanio Alves dos Passos morava no interior da Bahia e era gerente da loja de confecções e calçados do irmão. Com a concorrência aumentando na região, aproveitaram uma oportunidade e trouxeram o negócio para Coxim, em 2001.

Com apenas um concorrente, a Econômica Tecidos abriu as portas no dia 12 de abril, um dia depois do aniversário da cidade. No começo, um negócio bem pequeno, mas que foi ganhando seu espaço. Com o tempo, Silvano identificou uma outra demanda e passou a trabalhar também com confecções e calçados, abrindo, quatro anos depois, a Passos Calçados.

Hoje, a marca tem lojas, além de Coxim, em Costa Rica, Chapadão e também no estado de Goiás. “No começo, eu tirava só o básico para sobreviver mesmo, tudo que tinha de lucro reinvestia no negócio, pra trazer mais novidades, mais opções para a população. Isso que fez a loja ser conhecida na cidade. Depois que o negócio firmou é que comprei casa, um carro melhor. Não tem como pular etapa, tem que trabalhar degrau a degrau mesmo”, afirma Silvanio.

Entre as melhores do País

O ano é 1951. Krum Softov deixa a Bulgária para fazer sonhos, no interior de Mato Grosso do Sul. A filha de Krum, Cátia, de oito anos é quem vende os doces pela cidade de Coxim, já anunciando um futuro empreendedor e de sucesso.

Movida pela paixão por tudo que o trigo pode produzir, Cátia Softov construiu, do nada, um verdadeiro império. A panificadora que homenageia o sobrenome da família está instalada em uma estrutura de 1.700 m2, conta com 15 funcionários e atende mais de 500 pessoas todos os dias.

Além da dedicação e amor pelo trabalho, Cátia coloca seu empreendimento em destaque pela constante inovação. Ela é responsável por criar receitas com produtos regionais que conquistam o público, como o Pão de Pequi com Carne Seca e o Pão Empamonado.

E mais: a Panificador Softov foi eleita uma das 100 melhores panificadoras do Brasil pelo Prêmio Amstel.









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