Casos de Sucesso

Empresas na web: do crescimento à consolidação

Na tela do nosso computador conhecemos de perto quem são as grandes empresas globais que geram milhões em lucros com negócios na internet, mas quem são as cabeças por trás dos negócios online no Mato Grosso do Sul?

Traçamos um perfil de três empresas com modelos de negócios baseados na internet. Ouvimos suas dicas, seus sonhos e seus desafios, acompanhe:

Emmy

Há 10 anos no mercado, o administrador Súlivan Ruwer, fundador do site Emmy comenta que seu empreendimento começou com um investimento inicial de R$1.500,00. Aos 18 anos, percebeu que havia mercado para mais um site de cobertura de festas e baladas em Campo Grande e deu o primeiro passo para colocar em prática tudo o que aprendia na faculdade.
“No começo o site era só eu, atuando como fotógrafo e administrador. Consegui vender rápido, no 8º mês contratei um fotógrafo e comecei a veicular publicidade do site. De 2002 a 2005 operávamos somente em Campo Grande onde conquistamos uma carteira fiel de clientes”, explica o administrador.

No ano de 2005, com um custo operacional baixo e trabalhando com cinco funcionários, Sulivan resolveu expandir seus negócios. Depois de cobrir uma festa na Chapada dos Guimarães, enxergou em Cuiabá um mercado em potencial e começou a investir na cidade. Meses depois, apesar das barreiras operacionais, também buscou expandir sua cobertura fotográfica para o Rio de Janeiro.

“Em 2006 começamos a perceber que o nosso modelo de negócios para a expansão deveria mudar, por isso fizemos um estudo para abrir um sistema de publicação de fotos colaborativa. Nosso objetivo era dar mais poder aos usuários, então lançamos o sistema em 2009 e hoje contamos com mais de cinco mil usuários registrados de todo o Brasil produzindo tráfego e conteúdo para nós de forma gratuita”, destaca o administrador.

Sulivan confessa que seu desafio hoje é na parte da tecnologia, “eu sinto muita falta de programar, às vezes fico dependendo de terceiros e deixo de desenvolver as coisas na velocidade que eu quero. Apesar disso, como administrador consigo focar meus esforços nas vendas e nos contatos comerciais”.

Compre Direto da China

“Foi uma sexta-feira, em 2008, às seis horas da manhã. Deu um flash na minha cabeça me indicando que deveria começar um site de importação com a China. Entrei na internet e em 30 minutos já estava conversando com um fornecedor de produtos do outro lado do mundo” comenta Edson Fanaia, fundador do site de comércio eletrônico Compre Direto da China.
Com o investimento inicial de R$69,00 para abrir uma loja online “alugada”, Edson fechou contato com um fornecedor que trabalhava com baixa escala de distribuição e registrou os produtos no site. “Minha primeira venda foi um adaptador “bluetooth” para um amigo de Cuiabá, na verdade eu nem tinha feito um teste para ver se o fornecedor entregaria mesmo o produto. Apesar disso deu tudo certo, ele gostou do produto e ficou satisfeito.”

Um ano mais tarde Edson já contava com dois funcionários contratados e uma base de dez mil clientes cadastrados no site. Para atender as demandas do site e profissionalizar ainda mais as operações, Edson abdicou da sua paixão de dar aulas de inglês para se focar no Compre Direto da China. Começou a investir em posicionamento no Google e no controle da qualidade das compras.

Em 2011 o empreendedor conta que seu comércio online teve um grande salto, devido a projeção com sites de compras coletivas nacionais. “Éramos uma empresa de Campo Grande e de repente ficamos conhecidos no Brasil inteiro, o que nos trouxe mais parcerias grandes de um lado e também mais desafios do outro, pois é difícil manter o controle de qualidade com vendas em grande escala”.

Atualmente, com uma base de 50 mil clientes cadastrados, Edson já investe em outro site de importação, o Importa Fácil, e pretende expandir seus negócios atender todos os países que falam português e espanhol.

Pega Plantão

Outro negócio surgido inteiramente na web é o Pega Plantão, um serviço de anúncio e troca de plantões para profissionais da saúde. Formado pelos desenvolvedores Johni Ecco e Fábio Paradiso e pelo designer Ney Ricado, o serviço foi lançado no início de outubro e já foi destaque em um site nacional de tecnologia.A equipe conta que tudo começou com várias conversas com um amigo médico enquanto buscavam um novo negócio para empreender. A ideia foi validada quando, em conversa com outros médicos e profissionais da saúde sobre os plantões, viram que as reclamações eram constantes por todos,  sobre as  vagas de plantão não preenchidas, que não chegam ao conhecimento de outros profissionais. Rapidamente a equipe decidiu transformar estas reclamações em oportunidade de negócio.

“A maioria nos fala que a ideia é brilhante e o sucesso é quase certo. Estamos agora em busca de anunciantes de vagas. Precisamos de uma comunidade grande de anunciantes e plantonistas para que a nossa proposta funcione de verdade”,  comenta o desenvolvedor Johni.

Questionada sobre modelos de monetização, a equipe do Pega Plantão confessa que é cautelosa sobre o assunto, e revela dar mais atenção agora para a satisfação dos usuários.

“O nosso foco atual é concentrar o maior número de profissionais e anunciantes, mesmo que tenhamos que arcar com todos os custos até que o usuário sinta que o Pega Plantão lhe seja útil e fique a vontade para pagar pelo serviço.”

Estação Sebrae Online, Ed. 72
Daniel Belalian

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Comentários

  1. Kleber Pinto disse:

    Ótimas histórias de empreendedorismo e vontade de vencer, acima de tudo. Parabéns pelo artigo e sucesso aos entrevistados. Um abraço,

    Kleber Pinto
    http://midiaria.wordpress.com

  2. André Coelho disse:

    Obrigado pelo comentário e por acompanhar o blog, Kleber.

    Abraço,

    André Coelho
    Unidade de Comunicação
    Sebrae/MS

  3. marlene disse:

    gostaria de receber mais informacoes sobre o pega plantos , se é realmente seguro e onde faz os plantoes, hospitais? quanto paga?




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