Casos de Sucesso

29 março, 2019 • Casos de Sucesso

Eskina do Frango: 32 anos de pioneirismo e trabalho em família

Quem mora em Campo Grande nem imagina que, cerca de 30 anos atrás, era inexistente um estabelecimento que vendesse frango na brasa, hoje tão comum pela cidade.

Na década de 1980, o paranaense Elias Longo veio de Cascavel para Campo Grande tentar a vida. Chegou aqui aos 22 anos vendendo banana e picolé na rua. Anos mais tarde, já casado, com filhos e empregado em uma grande loja de departamento, percebeu que a cidade não tinha uma casa especializada em frango na brasa, opção que tinha visto em Maringá em uma de suas viagens para a cidade natal.

“Andava pela cidade e só via churrasco, casa de carnes, cortes bovinos. Quando achava frango, era aquele assado naquelas ‘televisões de cachorro’, sabe? Achei uma ideia diferente fazer o frango na brasa e abri um espaço pequeno na Sebastião Lima, só eu, meu cunhado Silvio e a Cida”, relembra.

Cida é esposa de Elias, mãe do Junior e da Josiane, que cresceram trabalhando no negócio da família e hoje fazem planos de expandir a marca para o mercado de franquias.

Mas, para que isso fosse possível, muita coisa aconteceu nos últimos 32 anos. Quatro anos depois de abrir a primeira loja, sentiram segurança para abrir a segunda unidade, localizada na Rua Bahia.

Com a família inteira trabalhando de segunda a segunda, foram muitos os altos e baixos que enfrentaram, sempre com muita união.

“Como a gente trabalha com serviço, sempre que vem uma crise, a gente sente muito rápido. A população não deixa de comer, mas segura um pouco, muda o comportamento e não compra mais pronto, faz em casa pra economizar porque a praticidade tem um preço. Por outro lado, quando a situação melhora, a gente sente rápido também”, comenta Junior.

Foram justamente nos momentos de baixa que a família se reuniu e decidiu quais caminhos tomar. “Começamos com o frango na brasa e farofa, mas a demanda dos clientes e até para dar opções e driblar as crises, ampliamos e hoje trabalhamos com carne suína, cortes de carte bovina, acompanhamentos, como arroz, saladas, maionese e massas. Aqui, todo mundo fala e todo mundo é ouvido. Se a ideia é boa, colocamos em prática”, relata Elias.

A união da família não só fez a força, como também a diferença para o negócio crescer e prosperar. Hoje, são 5 lojas em Campo Grande que geram cerca de 60 empregos diretos. O espírito de família é tão forte que tem funcionário com mais de 25 anos de casa. Fora os freelancers e diaristas contratados para dar reforço aos finais de semana e feriados, quando o movimento aumenta muito.

Nos últimos 10 anos, a empresa tem passado por um reposicionamento no mercado. Na tentativa de registrar, sem sucesso, o nome “Frango na Brasa”, optaram pelo novo nome “Eskina do Frango”, reformando as lojas antigas e construindo as novas lojas já no novo formato.

“Quando começamos, éramos só nós com essa proposta. Pioneirismo é importante, mas não basta. Começaram a surgir muitos negócios parecidos e até com o mesmo nome, então, para criar uma diferenciação em relação a concorrência, para se destacar mesmo, começamos a mudança. Mas tivemos muito cuidado, foi um processo gradual, para os clientes não acharem que tinha sido vendido, saberem que continua sendo nós, que a qualidade é a mesma em todas as lojas”, explica Junior.

Aos 60 anos, Elias ainda vai para a churrasqueira na unidade da Rua Brilhante e não pensa em parar de trabalhar tão cedo.

“Quando abri aqui bem pequenininho, eu tinha um sonho e o sonho é matéria-prima pra Deus agir na nossa vida. A gente tem que começar pequeno, mas pensar grande e positivo, pensar que vai dar certo e trabalhar pra isso! Me sinto feliz e realizado porque, apesar de ainda sermos pequenos, sabemos que temos uma colaboração, uma participação no desenvolvimento do município e do estado”, conta Elias.

Apesar de não ter feito faculdade para entender de gestão, o empresário afirma que aprendeu muito com a vida, com seus próprios erros; e também se espelhou nos fracassos e sucessos de outras pessoas.

“Percebo que os empreendedores de hoje cometem basicamente dois erros. O primeiro é que são muito imediatistas, querem que o negócio dê certo em 6 meses, não esperam o negócio se firmar e desistem na primeira dificuldade. O outro é tirar dinheiro do caixa da empresa em vez de reinvestir na própria empresa, nem fazer uma reserva para quando vier um momento difícil. Empresário é ofício 24 horas, tem que cuidar de perto do negócio e cuidar dos funcionários”, aconselha Elias.

Mato Grosso do Sul tem vários casos de sucesso como esse. Conhece um e quer indicar para a gente? Deixe nos comentários!

Quem mora em Campo Grande nem imagina que, cerca de 30 anos atrás, era inexistente um estabelecimento que vendesse frango na brasa, hoje tão comum pela cidade.

Na década de 1980, o paranaense Elias Longo veio de Cascavel para Campo Grande tentar a vida. Chegou aqui aos 22 anos vendendo banana e picolé na rua. Anos mais tarde, já casado, com filhos e empregado em uma grande loja de departamento, percebeu que a cidade não tinha uma casa especializada em frango na brasa, opção que tinha visto em Maringá em uma de suas viagens para a cidade natal.

“Andava pela cidade e só via churrasco, casa de carnes, cortes bovinos. Quando achava frango, era aquele assado naquelas ‘televisões de cachorro’, sabe? Achei uma ideia diferente fazer o frango na brasa e abri um espaço pequeno na Sebastião Lima, só eu, meu cunhado Silvio e a Cida”, relembra.

Cida é esposa de Elias, mãe do Junior e da Josiane, que cresceram trabalhando no negócio da família e hoje fazem planos de expandir a marca para o mercado de franquias.

Mas, para que isso fosse possível, muita coisa aconteceu nos últimos 32 anos. Quatro anos depois de abrir a primeira loja, sentiram segurança para abrir a segunda unidade, localizada na Rua Bahia.

Com a família inteira trabalhando de segunda a segunda, foram muitos os altos e baixos que enfrentaram, sempre com muita união.

“Como a gente trabalha com serviço, sempre que vem uma crise, a gente sente muito rápido. A população não deixa de comer, mas segura um pouco, muda o comportamento e não compra mais pronto, faz em casa pra economizar porque a praticidade tem um preço. Por outro lado, quando a situação melhora, a gente sente rápido também”, comenta Junior.

Foram justamente nos momentos de baixa que a família se reuniu e decidiu quais caminhos tomar. “Começamos com o frango na brasa e farofa, mas a demanda dos clientes e até para dar opções e driblar as crises, ampliamos e hoje trabalhamos com carne suína, cortes de carte bovina, acompanhamentos, como arroz, saladas, maionese e massas. Aqui, todo mundo fala e todo mundo é ouvido. Se a ideia é boa, colocamos em prática”, relata Elias.

A união da família não só fez a força, como também a diferença para o negócio crescer e prosperar. Hoje, são 5 lojas em Campo Grande que geram cerca de 60 empregos diretos. O espírito de família é tão forte que tem funcionário com mais de 25 anos de casa. Fora os freelancers e diaristas contratados para dar reforço aos finais de semana e feriados, quando o movimento aumenta muito.

Nos últimos 10 anos, a empresa tem passado por um reposicionamento no mercado. Na tentativa de registrar, sem sucesso, o nome “Frango na Brasa”, optaram pelo novo nome “Eskina do Frango”, reformando as lojas antigas e construindo as novas lojas já no novo formato.

“Quando começamos, éramos só nós com essa proposta. Pioneirismo é importante, mas não basta. Começaram a surgir muitos negócios parecidos e até com o mesmo nome, então, para criar uma diferenciação em relação a concorrência, para se destacar mesmo, começamos a mudança. Mas tivemos muito cuidado, foi um processo gradual, para os clientes não acharem que tinha sido vendido, saberem que continua sendo nós, que a qualidade é a mesma em todas as lojas”, explica Junior.

Aos 60 anos, Elias ainda vai para a churrasqueira na unidade da Rua Brilhante e não pensa em parar de trabalhar tão cedo.

“Quando abri aqui bem pequenininho, eu tinha um sonho e o sonho é matéria-prima pra Deus agir na nossa vida. A gente tem que começar pequeno, mas pensar grande e positivo, pensar que vai dar certo e trabalhar pra isso! Me sinto feliz e realizado porque, apesar de ainda sermos pequenos, sabemos que temos uma colaboração, uma participação no desenvolvimento do município e do estado”, conta Elias.

Apesar de não ter feito faculdade para entender de gestão, o empresário afirma que aprendeu muito com a vida, com seus próprios erros; e também se espelhou nos fracassos e sucessos de outras pessoas.

“Percebo que os empreendedores de hoje cometem basicamente dois erros. O primeiro é que são muito imediatistas, querem que o negócio dê certo em 6 meses, não esperam o negócio se firmar e desistem na primeira dificuldade. O outro é tirar dinheiro do caixa da empresa em vez de reinvestir na própria empresa, nem fazer uma reserva para quando vier um momento difícil. Empresário é ofício 24 horas, tem que cuidar de perto do negócio e cuidar dos funcionários”, aconselha Elias.

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