Casos de Sucesso

04 fevereiro, 2019 • Casos de Sucesso

Terceira idade empreendedora

Depois de décadas acordando cedo, batendo ponto, cumprindo uma rotina puxada de trabalho… Finalmente a tão sonhada aposentadoria! Sem hora para acordar e tempo de sobra para fazer o que você quiser. Inclusive nada.

Para algumas pessoas, aposentadoria não é sinônimo de inatividade e pode ajudar a despertar um sonho antigo: o de ter o próprio negócio, seja por necessidade ou apenas a vontade de fazer algo diferente e prazeroso.

Bolos da Vovó

Vários aposentados têm começado a empreender. Para se ter uma ideia, de acordo com o Portal do Empreendedor, existem atualmente no Brasil mais de 520 mil microempreendedores individuais (MEIs) com 61 anos ou mais. Em Mato Grosso do Sul, esse número chega a 7.850 pessoas.

De acordo com Rodrigo Sleiman, analista técnico do Sebrae/MS, há mais dois perfis de aposentados que decidem empreender. “Às vezes, é uma pessoa que trabalhou como funcionário por muito tempo e agora tem uma condição financeira para empreender ou possui o conhecimento técnico da área”, comenta.

O analista aponta que a maturidade emocional dessa faixa etária também permite que tenham um melhor planejamento e se preocupem mais com os propósitos do seu negócio. “Eles são produtivos, não têm medo dos ‘fantasmas’, como tecnologia, carga de trabalho, mudanças… Eles querem empreender. Apesar de terem em comum a idade mais avançada, esse é um público muito difuso. Então você tem pessoas com experiência técnica, outras não, tem pessoas que mesmo na terceira idade entendem de tecnologia e outras não, há também as muito controladas e disciplinadas e outras nem tanto, então eu não vejo que haja um desafio para eles”, afirma.

Válvula de escape

A experiência de muitos anos trabalhando no comércio deu a segurança necessária para Dona Vilma abrir seu próprio negócio. Já aposentada, deixou Brasília para vir a Campo Grande ficar mais perto dos filhos; e a situação de ficar em casa sem nada para fazer foi o gatilho para que ela investisse na loja de bolos caseiros Bolos da Vovó, que fica na Avenida Bom Pastor.

C4 Bordados e Criações

“Lá em Brasília já estava muito forte essa ideia de bolos caseiros, mas aqui em Campo Grande não tinha nenhum lugar que vendesse. Nós fomos os primeiros”, comenta. Com  a loja aberta há seis anos, Dona Vilma afirma que já passou por altos e baixos. “Tem dias que a gente vende menos, outros a gente vende mais, e assim vamos levando. Mas foi muito bom ter aberto a loja, me sinto útil e estou fazendo algo que me dá prazer”, diz.

A empreendedora comenta que, com a aposentadoria e o avanço da idade, você não se sente mais tão livre, não pode viajar tanto quanto gostaria e que abrir um negócio pode ser uma válvula de escape. “É tão bom fazer alguma coisa que você gosta, que te dá prazer, que faça você sair de casa e entrar em contato com as pessoas”, finaliza.

Uma história parecida com a da Dona Vilma é da bordadeira e ex-policial Vera Cella. Em 2015, ela e as irmãs buscaras informações sobre formalização de um negócio e hoje são donas da C4 Bordados e Criações. Especializadas em bordado eletrônico e roupas confeccionadas com a técnica do bordado filé, o grupo recebe encomendas de peças personalizadas e participa de feiras de artesanato pela cidade.

Vera admite que a mudança de carreira, de policial para empreendedora e bordadeira, foi uma dificuldade. “Antes vivia sempre na correria. Agora, preciso de paciência, pois o trabalho manual necessita de muita atenção. Além disso, dentre as características que penso precisar para empreender na terceira idade está a persistência, visto que com o passar do tempo, de um lado adquirimos a paciência e maior tolerância, mas por outro perdemos alguns reflexos e nem sempre conseguimos o que buscamos de forma rápida. Então, precisamos persistir”, comenta.

Não importa a sua idade, se você quer empreender, o Sebrae MS pode te ajudar. Entre em contato e conte com a gente!

Depois de décadas acordando cedo, batendo ponto, cumprindo uma rotina puxada de trabalho… Finalmente a tão sonhada aposentadoria! Sem hora para acordar e tempo de sobra para fazer o que você quiser. Inclusive nada.

Para algumas pessoas, aposentadoria não é sinônimo de inatividade e pode ajudar a despertar um sonho antigo: o de ter o próprio negócio, seja por necessidade ou apenas a vontade de fazer algo diferente e prazeroso.

Bolos da Vovó

Vários aposentados têm começado a empreender. Para se ter uma ideia, de acordo com o Portal do Empreendedor, existem atualmente no Brasil mais de 520 mil microempreendedores individuais (MEIs) com 61 anos ou mais. Em Mato Grosso do Sul, esse número chega a 7.850 pessoas.

De acordo com Rodrigo Sleiman, analista técnico do Sebrae/MS, há mais dois perfis de aposentados que decidem empreender. “Às vezes, é uma pessoa que trabalhou como funcionário por muito tempo e agora tem uma condição financeira para empreender ou possui o conhecimento técnico da área”, comenta.

O analista aponta que a maturidade emocional dessa faixa etária também permite que tenham um melhor planejamento e se preocupem mais com os propósitos do seu negócio. “Eles são produtivos, não têm medo dos ‘fantasmas’, como tecnologia, carga de trabalho, mudanças… Eles querem empreender. Apesar de terem em comum a idade mais avançada, esse é um público muito difuso. Então você tem pessoas com experiência técnica, outras não, tem pessoas que mesmo na terceira idade entendem de tecnologia e outras não, há também as muito controladas e disciplinadas e outras nem tanto, então eu não vejo que haja um desafio para eles”, afirma.

Válvula de escape

A experiência de muitos anos trabalhando no comércio deu a segurança necessária para Dona Vilma abrir seu próprio negócio. Já aposentada, deixou Brasília para vir a Campo Grande ficar mais perto dos filhos; e a situação de ficar em casa sem nada para fazer foi o gatilho para que ela investisse na loja de bolos caseiros Bolos da Vovó, que fica na Avenida Bom Pastor.

C4 Bordados e Criações

“Lá em Brasília já estava muito forte essa ideia de bolos caseiros, mas aqui em Campo Grande não tinha nenhum lugar que vendesse. Nós fomos os primeiros”, comenta. Com  a loja aberta há seis anos, Dona Vilma afirma que já passou por altos e baixos. “Tem dias que a gente vende menos, outros a gente vende mais, e assim vamos levando. Mas foi muito bom ter aberto a loja, me sinto útil e estou fazendo algo que me dá prazer”, diz.

A empreendedora comenta que, com a aposentadoria e o avanço da idade, você não se sente mais tão livre, não pode viajar tanto quanto gostaria e que abrir um negócio pode ser uma válvula de escape. “É tão bom fazer alguma coisa que você gosta, que te dá prazer, que faça você sair de casa e entrar em contato com as pessoas”, finaliza.

Uma história parecida com a da Dona Vilma é da bordadeira e ex-policial Vera Cella. Em 2015, ela e as irmãs buscaras informações sobre formalização de um negócio e hoje são donas da C4 Bordados e Criações. Especializadas em bordado eletrônico e roupas confeccionadas com a técnica do bordado filé, o grupo recebe encomendas de peças personalizadas e participa de feiras de artesanato pela cidade.

Vera admite que a mudança de carreira, de policial para empreendedora e bordadeira, foi uma dificuldade. “Antes vivia sempre na correria. Agora, preciso de paciência, pois o trabalho manual necessita de muita atenção. Além disso, dentre as características que penso precisar para empreender na terceira idade está a persistência, visto que com o passar do tempo, de um lado adquirimos a paciência e maior tolerância, mas por outro perdemos alguns reflexos e nem sempre conseguimos o que buscamos de forma rápida. Então, precisamos persistir”, comenta.

Não importa a sua idade, se você quer empreender, o Sebrae MS pode te ajudar. Entre em contato e conte com a gente!


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