Casos de Sucesso

09 janeiro, 2019 • Casos de Sucesso

Tradição que rima com inspiração

Quando Sérgio Matos saiu do interior do Mato Grosso para estudar na Paraíba, ele não imaginava que seu talento o levaria tão longe. Até a Itália, para sermos mais específicos. Nascido na pequena Paranatinga (MT), Sérgio estudou publicidade e propaganda e design de produtos na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), hoje faz sucesso no circuito internacional do Design e é na tradição da terra que busca se inspirar e inspirar outros artesãos para construir um trabalho original e diferenciado.

De passagem por Campo Grande, a convite do Sebrae MS, Sérgio Matos conversou com a equipe do blog e contou um pouco sobre sua trajetória, experiências e o trabalho que desenvolve junto a outros profissionais.

Um caminho a percorrer

O diploma em Design veio em 2005, quando Sérgio trabalhava como supervisor de produção em uma indústria de embalagens. Apesar de atuar na área, Sérgio confessa que teria desistido da profissão não fosse um concurso de design do Sebrae Minas Gerais, que premiou seu banco Ianomâmi com o 1º lugar na categoria mobiliário.

Banco Ianomâmi

“Isso foi em 2007. Em 2008, ganhei uma bolsa para estudar design sustentável na universidade de Torino, na Itália, mas por questões de documentação, perdi a vaga. Mesmo assim fiquei seis meses por lá, fazendo contatos, enviando portfólio. Em 2010, Marva Griffin, a curadora do Salão Satélite, exposição simultânea ao Salão do Móvel, em Milão, me convidou para participar. E assim foi durante três anos consecutivos”, relembra.

Dali, saíram parcerias com empresários internacionais e despertou o olhar da indústria brasileira para seu trabalho. Em 2011, Sérgio fundou seu estúdio na Paraíba, completamente fora dos polos moveleiro (Rio Grande do Sul) e de design (São Paulo). O negócio que leva seu nome conta com uma equipe de 10 pessoas e trabalha com mobiliário, cenografia e consultorias para comunidades e artesãos.

Rede Pantanal

É justamente por conta desse trabalho de consultoria que o Sebrae MS se tornou parceiro de Sérgio, que, por meio do Projeto Rede Pantanal, orienta e apoia 14 artesãos locais para aprimorar e desenvolver produtos com identidade própria e características regionais, promovendo a economia criativa, que fortalece vínculos, produz empregos, gera renda e abre mercados. 

“Quando a gente é do local, tem dificuldade para enxergar as riquezas porque aquilo tudo faz parte do nosso cotidiano, nos acostumamos. O olhar de quem vem de fora é importante. Quando cheguei do Mato Grosso na Paraíba, me encantei com aquilo tudo e é dali que me inspiro para tirar meu repertório. Hoje, a identidade do Nordeste é a minha marca registrada e cada produto conta uma história”, defende.

Sérgio consegue trabalhar a pluralidade e a riqueza da cultura brasileira de forma tão forte, que alguns de seus trabalhos de consultoria já renderam, a comunidades indígenas do norte e nordeste do país, exportações para grandes redes mundiais de decoração. Exportações que acontecem de forma contínua até hoje e tornaram as comunidades autossuficientes.

Na prática, Sérgio sente que a maior dificuldade está em quebrar a resistência que as pessoas têm em aceitar fazer algo novo.

“Percorri Mato Grosso do Sul, pesquisei e percebi que o que é vendido aqui para o turista é muito massificado, é tudo muito igual. O estado é um caldeirão de culturas: tem povos indígenas de diversas etnias, imigrantes paraguaios, bolivianos e até japoneses. É possível pegar referências sutis dessas culturas e trabalhar algo diferenciado”, revela.

Para o profissional artesão, Sérgio deixa ainda duas dicas:

– Crie sua própria identidade;

– Acredite no novo e persista.

Provando que é possível unir talento com amor à arte e sucesso empresarial, Sérgio colabora com o Sebrae MS e com a economia local, evidenciando o poder de transformação do encontro entre o design e o artesanato.

Quando Sérgio Matos saiu do interior do Mato Grosso para estudar na Paraíba, ele não imaginava que seu talento o levaria tão longe. Até a Itália, para sermos mais específicos. Nascido na pequena Paranatinga (MT), Sérgio estudou publicidade e propaganda e design de produtos na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), hoje faz sucesso no circuito internacional do Design e é na tradição da terra que busca se inspirar e inspirar outros artesãos para construir um trabalho original e diferenciado.

De passagem por Campo Grande, a convite do Sebrae MS, Sérgio Matos conversou com a equipe do blog e contou um pouco sobre sua trajetória, experiências e o trabalho que desenvolve junto a outros profissionais.

Um caminho a percorrer

O diploma em Design veio em 2005, quando Sérgio trabalhava como supervisor de produção em uma indústria de embalagens. Apesar de atuar na área, Sérgio confessa que teria desistido da profissão não fosse um concurso de design do Sebrae Minas Gerais, que premiou seu banco Ianomâmi com o 1º lugar na categoria mobiliário.

Banco Ianomâmi

“Isso foi em 2007. Em 2008, ganhei uma bolsa para estudar design sustentável na universidade de Torino, na Itália, mas por questões de documentação, perdi a vaga. Mesmo assim fiquei seis meses por lá, fazendo contatos, enviando portfólio. Em 2010, Marva Griffin, a curadora do Salão Satélite, exposição simultânea ao Salão do Móvel, em Milão, me convidou para participar. E assim foi durante três anos consecutivos”, relembra.

Dali, saíram parcerias com empresários internacionais e despertou o olhar da indústria brasileira para seu trabalho. Em 2011, Sérgio fundou seu estúdio na Paraíba, completamente fora dos polos moveleiro (Rio Grande do Sul) e de design (São Paulo). O negócio que leva seu nome conta com uma equipe de 10 pessoas e trabalha com mobiliário, cenografia e consultorias para comunidades e artesãos.

Rede Pantanal

É justamente por conta desse trabalho de consultoria que o Sebrae MS se tornou parceiro de Sérgio, que, por meio do Projeto Rede Pantanal, orienta e apoia 14 artesãos locais para aprimorar e desenvolver produtos com identidade própria e características regionais, promovendo a economia criativa, que fortalece vínculos, produz empregos, gera renda e abre mercados. 

“Quando a gente é do local, tem dificuldade para enxergar as riquezas porque aquilo tudo faz parte do nosso cotidiano, nos acostumamos. O olhar de quem vem de fora é importante. Quando cheguei do Mato Grosso na Paraíba, me encantei com aquilo tudo e é dali que me inspiro para tirar meu repertório. Hoje, a identidade do Nordeste é a minha marca registrada e cada produto conta uma história”, defende.

Sérgio consegue trabalhar a pluralidade e a riqueza da cultura brasileira de forma tão forte, que alguns de seus trabalhos de consultoria já renderam, a comunidades indígenas do norte e nordeste do país, exportações para grandes redes mundiais de decoração. Exportações que acontecem de forma contínua até hoje e tornaram as comunidades autossuficientes.

Na prática, Sérgio sente que a maior dificuldade está em quebrar a resistência que as pessoas têm em aceitar fazer algo novo.

“Percorri Mato Grosso do Sul, pesquisei e percebi que o que é vendido aqui para o turista é muito massificado, é tudo muito igual. O estado é um caldeirão de culturas: tem povos indígenas de diversas etnias, imigrantes paraguaios, bolivianos e até japoneses. É possível pegar referências sutis dessas culturas e trabalhar algo diferenciado”, revela.

Para o profissional artesão, Sérgio deixa ainda duas dicas:

– Crie sua própria identidade;

– Acredite no novo e persista.

Provando que é possível unir talento com amor à arte e sucesso empresarial, Sérgio colabora com o Sebrae MS e com a economia local, evidenciando o poder de transformação do encontro entre o design e o artesanato.


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