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Indústria 4.0: mais tecnológica para ser mais humana

Ao pensar em Indústria 4.0, é preciso conhecer uma importante mudança: se antes a indústria moldava o comportamento dos consumidores e ditava tendências, agora são as pessoas que influenciam a indústria.

Indústria 4.0: mais tecnológica para ser mais humana


Quando os representantes de vários parceiros públicos e privados cortaram a fita do primeiro Living Lab do Mato Grosso do Sul, em junho de 2016, eles inauguraram muito mais do que um espaço agradável, que favorece a criatividade, a colaboração e o networking entre empreendedores da tecnologia. O “laboratório vivo” em Campo Grande é um ecossistema de inovação aberta para integrar processos de pesquisa, viabilizar investimentos, descobrir parceiros e clientes e possibilitar o surgimento de novas soluções tecnológicas.

Pouco tempo antes, dentro de um galpão de 1.800 metros quadrados em São Cristóvão, região central do Rio de Janeiro, nascera a Malha, um espaço onde criadores, empreendedores, produtores, fornecedores e consumidores se encontram para discutir, fazer, vender e comprar a moda contemporânea. Formado por uma vários containeres reaproveitados, o local serve como plataforma para estilistas, jornalistas, fotógrafos, stylists, artistas e designers trabalharem a nova moda com foco num comércio justo, com produção local, colaborativa, sustentável e com tecnologia.

Mas o que esses dois espaços tão distantes e diferentes têm em comum? Ambos podem ser vistos como embriões da Indústria 4.0, conceito que surgiu em 2011 na Feira de Hannover, na Alemanha, a maior feira de automação industrial do planeta, mas que só recentemente ganhou visibilidade no Brasil. Também chamada de 4ª revolução industrial, é considerada 4.0 porque leva em conta a existência de três revoluções anteriores: a primeira no século XVIII (vapor), a segunda no século XIX (eletricidade) e a terceira nos anos 1970 (eletrônica e automação).

O conceito de Indústria 4.0 é aquele no qual todos os elos da produção ao consumo se comunicam entre si, não mais vendo o outro apenas como concorrente, mas como um potencial coworker, colaborador. Assim, as coisas, as pessoas e os processos se comunicam para gerar valor comum, de forma justa, local e sustentável. Também conhecida como Internet Industrial, a Indústria 4.0 se baseia em estruturas como internet das coisas, big data e computação em nuvem.

De acordo com o empreendedor José Rizzo, especialista em automação industrial, o conceito une máquinas inteligentes, análise computacional avançada e trabalho colaborativo entre pessoas conectadas para gerar profundas mudanças e trazer eficiência operacional para setores industriais como manufatura, transporte, energia e saúde, por exemplo. “Nessa visão de futuro, ocorre uma completa descentralização do controle dos processos produtivos e uma proliferação de dispositivos inteligentes interconectados, ao longo de toda a cadeia de produção e logística”, explica.

Indústria 4.0: mais tecnológica para ser mais humana


Indústria 4.0: Muito mais do que automação

A Indústria 4.0 é, portanto, um passo à frente da mera automação industrial e, embora ampare-se num patamar de tecnologia sem precedentes, apoia-se mais em elementos humanos do que a 3ª revolução industrial. Ele possibilita a customização por meio da identificação e localização individual de cada produto dentro das fábricas, respeita as culturas locais e gera menos impacto ambiental porque usa de forma mais racional a energia e as matérias-primas, e é pautada por um consumo mais consciente.

E como as empresas brasileiras podem chegar à era da Indústria 4.0 se grande parte dela ainda está na fase de transição da 2.0, caracterizada pelas linhas de montagem e energia elétrica, para a 3.0, que aplica automação por meio da eletrônica, robótica e programação? De acordo com José Rizzo, a boa notícia é que não será necessário completar a etapa três para chegar à etapa quatro, como fizeram os países desenvolvidos nas últimas décadas.

“Para poder abraçar as tecnologias da Internet Industrial e da Indústria 4.0, podemos e devemos queimar etapas. O que não podemos é ignorar essa revolução se quisermos preservar a indústria presente no Brasil e prepará-la para esse novo panorama competitivo”, afirma o especialista. Para ele, é preciso criar um cenário no qual as tecnologias de informação e de automação, e não a mão de obra de baixo custo, gerem as vantagens competitivas.


E os pequenos negócios?

Se a Indústria 4.0 está deixando de ser um futuro de ficção científica e se tornando presente a cada dia, o que fazer para que o seu pequeno negócio embarque nessa tendência o mais rápido possível? É possível que a primeira coisa a ter em mente é uma importante mudança de paradigma: se antes a indústria moldava o comportamento dos consumidores e ditava tendências, agora são as pessoas e a sociedade que influenciam a indústria.

Essa inversão demanda uma completa reinvenção por parte das empresas. Você pode aproveitar esse cenário para transformar a concepção dos funcionários e todo o ecossistema de fornecedores, parceiros, distribuidores e clientes em uma rede digital plenamente interconectada e integrada, ligada a outras redes em todo o mundo. A tecnologia é o alicerce para essa mudança, mas você pode tomar já algumas ações que dizem respeito a pessoas e processos.

Nesse sentido, investir em ferramentas que auxiliam no gerenciamento dos dados e na gestão de relacionamentos com os clientes é fundamental para a correta tomada de decisão e aumenta a assertividade no momento de pensar e desenvolver um produto ou serviço. Da mesma forma, manter-se atualizado sobre as tendências, os hábitos de consumo que estão por vir e as grandes inovações é importante para estabelecer o seu lugar no mercado.

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