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Tomada de decisão: a essência da gestão

Para o empresário e professor Carlos Alberto Júlio, a principal competência de um bom gestor é a tomada de decisão e, em seguida, a habilidade de executar o que foi decidido com foco, organização e disciplina.


A principal competência de um bom gestor é a tomada de decisão e, em seguida, a habilidade de executar o que foi decidido com foco, organização e disciplina.


Um estudo realizado nos Estados Unidos nos anos 2000 com 500 empresas de portes diversos revelou que 36 delas obtêm resultados operacionais e crescimento muito superiores às outras 464. Ao buscar uma resposta para a disparidade entre as companhias, o pesquisador identificou que, nas 36 melhores, os gestores investiam 5% do tempo decidindo o que fazer e os outros 95% do tempo fazendo o que haviam decidido.

Aparentemente óbvia, a conclusão do estudo não deixou dúvidas: empresas cujos gestores gastam 100% do tempo executando práticas diferentes das que foram decididas quebram. O exemplo relatado pelo empresário, professor e escritor Carlos Alberto Júlio – em palestra proferida durante a Rota do Desenvolvimento MS – ilustra o que ele considera a fórmula mais simples, porém eficaz para o sucesso nos negócios: decidir, depois fazer.

“O mundo dos negócios é regido por uma premissa essencial: a principal competência de um bom gestor é sua capacidade de tomar decisões. Todas as outras habilidades são importantes, mas sem a competência para decidir rápido, um empreendedor não tem sucesso”, diz o professor. Membro de seis conselhos executivos de grandes companhias, ele assegura ter comprovado que a leniência e a procrastinação em qualquer tomada de decisão são os principais limitadores para os negócios e para a vida em toda a sua amplitude.

Tempo e aprendizado

“Não adianta decidir aos 60 anos que saúde você quer ter aos 60 anos, porque será tarde demais. É preciso decidir hoje, por exemplo, em que corpo você quer viver amanhã. A lógica dos negócios é a mesma: você decide hoje o que sua empresa será amanhã”, argumenta Carlos Alberto, frisando que uma boa decisão é simplesmente aquela que dá certo. O elemento de conexão entre os dois exemplos é o tempo, o grande aliado de quem toma decisões.

Na opinião do professor, uma decisão tomada antecipadamente torna o erro menos lesivo à estratégia de um negócio, pois permite uma nova decisão caso a primeira seja equivocada, resultando num constante aprendizado. Quando deixamos a tomada de decisão para a última hora, a chance de erro é muito grande. Se errarmos, as consequências podem ser devastadoras, pois não há tempo para correção”, reforça, complementando com uma frase do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela: “Eu nunca perco. Ou eu ganho ou eu aprendo”.

Especialista em estratégia corporativa e autor do livro A Arte da Estratégia (Editora Campus, 2005), Carlos Alberto enfatiza que a estratégia da sua empresa está diretamente ligada às decisões tomadas para chegar aonde deseja (a meta). “Portanto, estratégia é como você realiza seus sonhos, ou o caminho que escolhe para sua empresa trilhar. Esse caminho é composto por decisões que, se não tomadas, a meta estabelecida não será alcançada”, salienta.

Foco, organização e disciplina na tomada de decisão

Embora seja a etapa mais difícil e importante, decidir é só parte do processo que pode incluir sua empresa na lista das mais bem-sucedidas. Fazer o que foi decidido, e não outra coisa, é a parte complementar e igualmente essencial para alcançar a sua meta e demanda foco, organização e disciplina. Foco é a capacidade de dizer não ao que não é importante, organização é saber priorizar o que precisa ser feito e disciplina é fazer a rigor o que foi decidido. Quer ganhar o jogo dos negócios? Então pratique essas três competências”, complementa o professor.

Para ele, virar o jogo em 2017 e superar a atual crise da economia brasileira requer sair do modo automático de tomada de decisão e partir para uma abordagem mais deliberada, orientado ao que você espera para sua empresa no próximo ano. Decisões tomadas, será o momento de executar o que foi decidido. Decido, logo faço. Esta é a lógica. Portanto, ao invés de sair fazendo coisas aleatoriamente, aprenda a começar o seu dia se perguntando o que você não pode deixar de fazer hoje para alcançar o resultado almejado no seu negócio”, acrescenta.

Por fim, o professor enfatiza o poder da priorização de um objetivo por vez. Ele menciona uma pesquisa, realizada com profissionais e empreendedores norte-americanos, que mostrou o seguinte: Quando você tem um único objetivo claro, as chances de concretizá-lo são de 85%. Quando tem três ou mais objetivos claros, caem para 37% as chances de cumprir apenas um deles. Priorize e foque no que é essencial. Assim você vai virar o jogo em 2017”, sustenta o professor.

Para saber mais sobre gestão e estratégia, procure o Sebrae.

Para o empresário e professor Carlos Alberto Júlio, a principal competência de um bom gestor é a tomada de decisão e, em seguida, a habilidade de executar o que foi decidido com foco, organização e disciplina.


A principal competência de um bom gestor é a tomada de decisão e, em seguida, a habilidade de executar o que foi decidido com foco, organização e disciplina.


Um estudo realizado nos Estados Unidos nos anos 2000 com 500 empresas de portes diversos revelou que 36 delas obtêm resultados operacionais e crescimento muito superiores às outras 464. Ao buscar uma resposta para a disparidade entre as companhias, o pesquisador identificou que, nas 36 melhores, os gestores investiam 5% do tempo decidindo o que fazer e os outros 95% do tempo fazendo o que haviam decidido.

Aparentemente óbvia, a conclusão do estudo não deixou dúvidas: empresas cujos gestores gastam 100% do tempo executando práticas diferentes das que foram decididas quebram. O exemplo relatado pelo empresário, professor e escritor Carlos Alberto Júlio – em palestra proferida durante a Rota do Desenvolvimento MS – ilustra o que ele considera a fórmula mais simples, porém eficaz para o sucesso nos negócios: decidir, depois fazer.

“O mundo dos negócios é regido por uma premissa essencial: a principal competência de um bom gestor é sua capacidade de tomar decisões. Todas as outras habilidades são importantes, mas sem a competência para decidir rápido, um empreendedor não tem sucesso”, diz o professor. Membro de seis conselhos executivos de grandes companhias, ele assegura ter comprovado que a leniência e a procrastinação em qualquer tomada de decisão são os principais limitadores para os negócios e para a vida em toda a sua amplitude.

Tempo e aprendizado

“Não adianta decidir aos 60 anos que saúde você quer ter aos 60 anos, porque será tarde demais. É preciso decidir hoje, por exemplo, em que corpo você quer viver amanhã. A lógica dos negócios é a mesma: você decide hoje o que sua empresa será amanhã”, argumenta Carlos Alberto, frisando que uma boa decisão é simplesmente aquela que dá certo. O elemento de conexão entre os dois exemplos é o tempo, o grande aliado de quem toma decisões.

Na opinião do professor, uma decisão tomada antecipadamente torna o erro menos lesivo à estratégia de um negócio, pois permite uma nova decisão caso a primeira seja equivocada, resultando num constante aprendizado. Quando deixamos a tomada de decisão para a última hora, a chance de erro é muito grande. Se errarmos, as consequências podem ser devastadoras, pois não há tempo para correção”, reforça, complementando com uma frase do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela: “Eu nunca perco. Ou eu ganho ou eu aprendo”.

Especialista em estratégia corporativa e autor do livro A Arte da Estratégia (Editora Campus, 2005), Carlos Alberto enfatiza que a estratégia da sua empresa está diretamente ligada às decisões tomadas para chegar aonde deseja (a meta). “Portanto, estratégia é como você realiza seus sonhos, ou o caminho que escolhe para sua empresa trilhar. Esse caminho é composto por decisões que, se não tomadas, a meta estabelecida não será alcançada”, salienta.

Foco, organização e disciplina na tomada de decisão

Embora seja a etapa mais difícil e importante, decidir é só parte do processo que pode incluir sua empresa na lista das mais bem-sucedidas. Fazer o que foi decidido, e não outra coisa, é a parte complementar e igualmente essencial para alcançar a sua meta e demanda foco, organização e disciplina. Foco é a capacidade de dizer não ao que não é importante, organização é saber priorizar o que precisa ser feito e disciplina é fazer a rigor o que foi decidido. Quer ganhar o jogo dos negócios? Então pratique essas três competências”, complementa o professor.

Para ele, virar o jogo em 2017 e superar a atual crise da economia brasileira requer sair do modo automático de tomada de decisão e partir para uma abordagem mais deliberada, orientado ao que você espera para sua empresa no próximo ano. Decisões tomadas, será o momento de executar o que foi decidido. Decido, logo faço. Esta é a lógica. Portanto, ao invés de sair fazendo coisas aleatoriamente, aprenda a começar o seu dia se perguntando o que você não pode deixar de fazer hoje para alcançar o resultado almejado no seu negócio”, acrescenta.

Por fim, o professor enfatiza o poder da priorização de um objetivo por vez. Ele menciona uma pesquisa, realizada com profissionais e empreendedores norte-americanos, que mostrou o seguinte: Quando você tem um único objetivo claro, as chances de concretizá-lo são de 85%. Quando tem três ou mais objetivos claros, caem para 37% as chances de cumprir apenas um deles. Priorize e foque no que é essencial. Assim você vai virar o jogo em 2017”, sustenta o professor.

Para saber mais sobre gestão e estratégia, procure o Sebrae.


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Um Comentário

  1. […] um propósito real, verdadeiro e palpável é um bom começo, pois dá um motivo tangível para a tomada de decisões e execução de tarefas. Esse propósito é, portanto, um motivo para o funcionário se orgulhar e […]




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