Casos de Sucesso

Incubadoras de empresa: empurrãozinho para realizar sonhos

Imagine poder começar seu próprio negócio com apoio, orientações e a segurança de uma equipe que entende do mercado e pode ajudar sua empresa a deslanchar. Parece sonho, mas isso é possível com as incubadoras de empresas.

As incubadoras são instituições que auxiliam micro e pequenas empresas a serem implantadas ou que dão aquele empurrãozinho nas que já estão em operação.

Em Campo Grande, uma das incubadoras com maior tempo de atuação é a Interp. Ela surgiu em 2001 sob a coordenação da Universidade para o Desenvolvimento da Região do Pantanal (Uniderp) e, em 2010, passou a ser gerida pela Fundação Manoel de Barros.

Qualquer pessoa pode participar da seleção e os participantes são escolhidos levando em conta alguns critérios como viabilidade técnica, mercadológica e econômica do empreendimento; potencial de interação do empreendimento com as atividades; contribuição com o avanço tecnológico; condições de sobrevivência da empresa; grau de inovação dos produtos, processos ou serviços e responsabilidade social e ambiental, entre outros.

Até hoje, segundo Marcos Henrique, coordenador geral da Interp, mais de 60 empregos foram gerados, 50 empresas incubadas e 9 graduadas. “Graduada quer dizer que essa empresa deixou de ser apenas incubada para ser uma empresa em funcionamento, com seu próprio CNPJ, com carteira de clientes, um endereço fixo caso seja necessário; ou seja, ela cumpriu seu tempo na incubadora”, explica. 

Outra incubadora que surgiu no ambiente acadêmico, mas estende sua atuação para toda a comunidade é a S-Inova, instituição que faz parte das atividades da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). A coordenadora Neila Lopes Farias explica que a ideia da incubadora é fomentar o empreendedorismo na comunidade acadêmica.

“Aceitamos propostas de nossos alunos, dos docentes e também da comunidade em geral. Acreditamos que fomentar o empreendedorismo em um ambiente acadêmico é importante, no sentido de que queremos formar gente com o maior aprendizado possível”, explica. Ela pontua ainda que a partir do momento em que uma empresa vira incubada na S-Inova, uma de suas contrapartidas é contratar estagiários da UCDB.

Hoje são cinco empresas incubadas, ou seja, que já funcionam de forma efetiva e madura, e seis pré-incubadas. “Estas foram candidatas à incubação, mas não estavam prontas para o mercado. Sendo assim, passam 4 meses nesse processo, aprendendo conceitos básicos de gestão empresarial e com algumas lições de casa, como descobrir seus clientes, o que eles esperam e de que forma seu produto ou serviço pode satisfazê-los”, explica.

Neila cita ainda que algumas empresas incubadas já fazem a diferença e se destacam no mercado como a Ana Mattos Cosméticos, que faz uso do extrato natural do barbatimão em seus produtos; o LabDoc, um laboratório de diagnóstico e análises clínicas na área de saúde animal; a Eng Soluções Tecnológicas, que, inclusive esteve na Feira do Empreendedor 4.0 com uma balança para gado focada no aumento da produtividade, e a Kratos, um sistema de gestão contábil que utiliza informação para um trabalho mais eficiente.

Força local

Um dos objetivos das incubadoras de empresas é também fortalecer a economia local. É o que acredita Edna Antonelli, assessora de Ciência, Tecnologia e Inovação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e de Ciência e Tecnologia (Sedesc) da Prefeitura de Campo Grande, Edna Antonelli. “Elas estabelecem uma cultura empreendedora, capacitam as pessoas e empresas da comunidade; apoiam a introdução de novos produtos, processos e serviços no mercado; reduzem a taxa de mortalidade de novas empresas e geram emprego e renda na comunidade”, afirma.

Hoje, o Sistema Municipal de Incubação de Empresas engloba quatro incubadoras, uma em cada região da cidade. Cada uma possui uma área construída de 960 m², disponibilizando às empresas infraestrutura de recepção, secretaria, sala para reuniões e treinamento, espaço de telecentro para inclusão digital e para incubação residente, além de oficina modelo para qualificação, instalações sanitárias, copa, cozinha e espaço para exposição.

O empreendedor recebe consultoria para o desenvolvimento do Plano de Negócios, Planejamento Estratégico, Estratégias de Marketing e Mercado, Assessorias Contábil e Jurídica, Formação de Preço, participação de eventos afins, suporte e orientação na elaboração de projetos a instituições de fomento e na busca de importantes parcerias para o seu negócio.

A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul também tem um forte trabalho relacionado ao empreendedorismo. Com o lema “fomentando empresas para o futuro”, a Pantanal Incubadora Mista de Empresas existe desde 2002 e, a partir de 2008, fortaleceu seu trabalho junto à comunidade. “A Universidade oferece toda uma estrutura física e também de negócios, inclusive com um banco de consultores, que são professores vinculados à instituição e que trabalham de forma voluntária. Essa ajuda logo no início da vida das empresas é fundamental, principalmente por significar uma grande redução de custos nessa fase”, explica Jardel Mattos, coordenador de empreendedorismo e inovação da UFMS.

A partir da divulgação de um edital, qualquer pessoa pode inscrever sua empresa para o projeto. Atualmente, são cinco empresas incubadas na modalidade residente e quatro na não residente. A ideia, segundo Jardel, é que no próximo ano, com nova chamada pública, sejam agregados mais 16 novos negócios em ambas as modalidades.

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