Empreendedorismo

04 outubro, 2016 • Empreendedorismo

Sucessão Familiar: Assumi o negócio da família, e agora?

A sucessão familiar de uma empresa é uma situação que apresenta uma série de desafios bastante específicos, diferentes daqueles das sociedades tradicionais ou empresas com investidores.


A sucessão familiar de uma empresa é uma situação que apresenta uma série de desafios bastante específicos, diferentes daqueles das sociedades tradicionais ou empresas com investidores.


Para quem está no caminho de assumir um negócio familiar, é primordial planejar estrategicamente a sucessão e ter muita cautela ao promover mudanças para não causar insegurança nos funcionários.

Quando se formou em Administração em 2007, Lícia Kim Kominato, 30 anos, envolveu-se definitivamente com o negócio que o pai havia criado em 1999, a loja de recarga de cartuchos de impressoras Só Cartuchos, em Campo Grande. Com bastante experiência prática e muita qualificação técnica, ela estava preparada para conduzir o negócio, juntamente com a mãe, quando o pai faleceu em 2015.

Nem todas as empresas familiares do Brasil – que representam 90% do total de companhias e respondem por mais de 40% do PIB do país – estão preparadas para as situações que demandam sucessão familiar e, principalmente, para a eventualidade de o fundador faltar. Um estudo realizado em 2014 pela empresa de consultoria PwC Brasil, apontou que pouco mais de 10% das empresas familiares brasileiras possuem planos de sucessão bem estruturados e documentados.

“O negócio começou na sala da nossa casa, apenas com recarga de cartuchos. Depois, inauguramos uma nova loja, onde incluímos a parte gráfica, como digitalização, encadernação e papelaria. Como sempre estive envolvida e busquei muita qualificação, a transição foi relativamente tranquila, mas não necessariamente fácil”, descreve Lícia, que gerencia uma unidade com seis funcionários, enquanto a mãe cuida de outra unidade, também na capital.

A comerciante aponta que a principal dificuldade que enfrentou no início foi a relação com os funcionários mais velhos, já que na época tinha apenas 20 anos, o que demandou muito esforço para ganhar a confiança deles. Para isso, ela conta que fez pós-graduação em Gestão de Pessoas e buscou vários cursos e treinamentos do Sebrae, como atendimento ao cliente, vendas e gestão financeira. Desde então, modernizou o perfil da loja e até investiu num novo nicho, papelaria para festas, criando com a irmã uma nova marca, a SC Print CG.


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“Filho do dono”

“Desde criança, fui estimulado a trabalhar no negócio da família. Meus irmãos e eu passávamos as férias fazendo alguma atividade na empresa. Depois começamos a trabalhar como estagiários e em funções operacionais. Estudamos, nos qualificamos e assumimos funções de liderança”, relata o administrador Rodolfo Alfredo Martins, 31 anos, gerente geral de Desenvolvimento Humano da rede de varejo Multicoisas, fundada em Campo Grande em 1984 e hoje presente em 21 estados.

Ele observa que, como estava envolvido na empresa desde cedo, o caminho para assumir o cargo de gestão atual foi muito natural. Mesmo assim, ele aponta desafios: “A maior dificuldade que encontramos, e que muitos profissionais que trabalham em empresas familiares enfrentam, é lidar com a pressão de sermos ‘filhos do dono’ e com o estereótipo de que só ocupamos o cargo por isso, e não por competência profissional”, queixa-se.

Para superar essa desconfiança inicial e garantir a manutenção dos valores e das políticas bem-sucedidas da empresa – além de modernizar e aprimorar os processos de gestão e atendimento ao cliente – Rodolfo enfatiza que a intensa e ininterrupta busca por qualificação técnica é o melhor caminho a ser seguido para uma sucessão familiar bem-sucedida. “Além da vivência dentro do negócio, buscar conhecimento fora e participar do plano de desenvolvimento da empresa são fundamentais para uma secessão familiar bem-sucedida, que possibilite as inovações necessárias ao futuro da empresa”, afirma.

Planejamento e cautela são essenciais para uma sucessão familiar bem-sucedida

Para quem já trabalha na empresa familiar e está a caminho de assumir o negócio dos pais, a analista do Sebrae Gemima de Oliveira Moreira enfatiza que é primordial planejar estrategicamente o processo de sucessão. “É essencial criar desde cedo um plano de carreira para familiares que comandarão a companhia, definindo cargos e responsabilidades de cada pessoa envolvida, considerando irmãos mais jovens e a divisão de cotas e do lucro”, explica.

Ainda conforme a analista, é fundamental que o planejamento da sucessão familiar seja claro e objetivo e que, ao ser posto em prática, não altere a estrutura da empresa, sobretudo a missão e os valores. “Quem assume as funções de gestão ou direção precisa respeitar a cultura organizacional em voga na empresa, evitando promover mudanças bruscas na estrutura, para não causar insegurança nos funcionários e outros envolvidos”, alerta.

Visando não gerar animosidades dentro da companhia, Gemima recomenda que as mudanças sejam apresentadas, discutidas e validadas por todos funcionários, sendo então implementadas de forma participativa e colaborativa, nunca forçadas. Ela sugere ainda que, se a sucessão ocorrer devido à aposentadoria do fundador da empresa, que ele atue como conselheiro, pois isso diminuirá eventuais resistências às mudanças.

Se você está se preparando para a sucessão familiar, a analista recomenda alguns cursos do Sebrae que ajudarão no planejamento da transição, como Visualizando meu negócio no papel, Plano de negócios e o ciclo de treinamentos Nascer Bem.

Para saber mais, procure o Sebrae.

A sucessão familiar de uma empresa é uma situação que apresenta uma série de desafios bastante específicos, diferentes daqueles das sociedades tradicionais ou empresas com investidores.


A sucessão familiar de uma empresa é uma situação que apresenta uma série de desafios bastante específicos, diferentes daqueles das sociedades tradicionais ou empresas com investidores.


Para quem está no caminho de assumir um negócio familiar, é primordial planejar estrategicamente a sucessão e ter muita cautela ao promover mudanças para não causar insegurança nos funcionários.

Quando se formou em Administração em 2007, Lícia Kim Kominato, 30 anos, envolveu-se definitivamente com o negócio que o pai havia criado em 1999, a loja de recarga de cartuchos de impressoras Só Cartuchos, em Campo Grande. Com bastante experiência prática e muita qualificação técnica, ela estava preparada para conduzir o negócio, juntamente com a mãe, quando o pai faleceu em 2015.

Nem todas as empresas familiares do Brasil – que representam 90% do total de companhias e respondem por mais de 40% do PIB do país – estão preparadas para as situações que demandam sucessão familiar e, principalmente, para a eventualidade de o fundador faltar. Um estudo realizado em 2014 pela empresa de consultoria PwC Brasil, apontou que pouco mais de 10% das empresas familiares brasileiras possuem planos de sucessão bem estruturados e documentados.

“O negócio começou na sala da nossa casa, apenas com recarga de cartuchos. Depois, inauguramos uma nova loja, onde incluímos a parte gráfica, como digitalização, encadernação e papelaria. Como sempre estive envolvida e busquei muita qualificação, a transição foi relativamente tranquila, mas não necessariamente fácil”, descreve Lícia, que gerencia uma unidade com seis funcionários, enquanto a mãe cuida de outra unidade, também na capital.

A comerciante aponta que a principal dificuldade que enfrentou no início foi a relação com os funcionários mais velhos, já que na época tinha apenas 20 anos, o que demandou muito esforço para ganhar a confiança deles. Para isso, ela conta que fez pós-graduação em Gestão de Pessoas e buscou vários cursos e treinamentos do Sebrae, como atendimento ao cliente, vendas e gestão financeira. Desde então, modernizou o perfil da loja e até investiu num novo nicho, papelaria para festas, criando com a irmã uma nova marca, a SC Print CG.


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“Filho do dono”

“Desde criança, fui estimulado a trabalhar no negócio da família. Meus irmãos e eu passávamos as férias fazendo alguma atividade na empresa. Depois começamos a trabalhar como estagiários e em funções operacionais. Estudamos, nos qualificamos e assumimos funções de liderança”, relata o administrador Rodolfo Alfredo Martins, 31 anos, gerente geral de Desenvolvimento Humano da rede de varejo Multicoisas, fundada em Campo Grande em 1984 e hoje presente em 21 estados.

Ele observa que, como estava envolvido na empresa desde cedo, o caminho para assumir o cargo de gestão atual foi muito natural. Mesmo assim, ele aponta desafios: “A maior dificuldade que encontramos, e que muitos profissionais que trabalham em empresas familiares enfrentam, é lidar com a pressão de sermos ‘filhos do dono’ e com o estereótipo de que só ocupamos o cargo por isso, e não por competência profissional”, queixa-se.

Para superar essa desconfiança inicial e garantir a manutenção dos valores e das políticas bem-sucedidas da empresa – além de modernizar e aprimorar os processos de gestão e atendimento ao cliente – Rodolfo enfatiza que a intensa e ininterrupta busca por qualificação técnica é o melhor caminho a ser seguido para uma sucessão familiar bem-sucedida. “Além da vivência dentro do negócio, buscar conhecimento fora e participar do plano de desenvolvimento da empresa são fundamentais para uma secessão familiar bem-sucedida, que possibilite as inovações necessárias ao futuro da empresa”, afirma.

Planejamento e cautela são essenciais para uma sucessão familiar bem-sucedida

Para quem já trabalha na empresa familiar e está a caminho de assumir o negócio dos pais, a analista do Sebrae Gemima de Oliveira Moreira enfatiza que é primordial planejar estrategicamente o processo de sucessão. “É essencial criar desde cedo um plano de carreira para familiares que comandarão a companhia, definindo cargos e responsabilidades de cada pessoa envolvida, considerando irmãos mais jovens e a divisão de cotas e do lucro”, explica.

Ainda conforme a analista, é fundamental que o planejamento da sucessão familiar seja claro e objetivo e que, ao ser posto em prática, não altere a estrutura da empresa, sobretudo a missão e os valores. “Quem assume as funções de gestão ou direção precisa respeitar a cultura organizacional em voga na empresa, evitando promover mudanças bruscas na estrutura, para não causar insegurança nos funcionários e outros envolvidos”, alerta.

Visando não gerar animosidades dentro da companhia, Gemima recomenda que as mudanças sejam apresentadas, discutidas e validadas por todos funcionários, sendo então implementadas de forma participativa e colaborativa, nunca forçadas. Ela sugere ainda que, se a sucessão ocorrer devido à aposentadoria do fundador da empresa, que ele atue como conselheiro, pois isso diminuirá eventuais resistências às mudanças.

Se você está se preparando para a sucessão familiar, a analista recomenda alguns cursos do Sebrae que ajudarão no planejamento da transição, como Visualizando meu negócio no papel, Plano de negócios e o ciclo de treinamentos Nascer Bem.

Para saber mais, procure o Sebrae.


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