Empreendedorismo

28 outubro, 2020 • Empreendedorismo

Novos canais de venda e trabalho de “formiguinha”: como o varejo de moda tem resistido à pandemia

Colocar roupa nova, estrear um sapato, caprichar nos acessórios, passar maquiagem. Se arrumar pra ficar dentro de casa só faz sentido se você for participante do Big Brother Brasil. Justamente por isso que, durante os últimos sete meses, a queda nas vendas do varejo de moda foi significativa.

As circunstâncias da pandemia de coronavírus obrigaram o consumidor a repensar seus hábitos de compras: com perda de emprego, diminuição de salários e home office, roupas, sapatos e acessórios se tornaram supérfluos e até indispensáveis, o foco ficou na compra de itens essenciais para sobreviver durante este período.

Um estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) indica que as lojas de vestuário, tecidos e calçados fecharão o ano com queda de 25% no faturamento, comparado a 2019. O pior mês, até o momento, foi sentido em abril, com recuo de mais de 81%.

Vivendo essa mesma realidade está a empresária Lúcia Araújo dos Santos. Depois de trabalhar como funcionária em uma loja de roupas femininas durante 16 anos, surgiu a oportunidade de comprar a empresa e há 3 anos e meio, Lucia está à frente da Bem Bonita Boutique.

varejo de moda

A empresária conta que no começo do ano, apesar das notícias sobre a pandemia no mundo assustarem, parecia uma realidade muito distante. Tanto que ela fez a primeira viagem de compras de 2020, investindo cerca de R$ 40 mil em produtos. Uma semana depois de retornar a Campo Grande, o baque veio: decretos fechando lojas e estabelecimentos e ruas vazias.

Depois de algumas semanas, veio a autorização para abrir novamente a loja, mas a pandemia continuou a causar efeitos negativos para o negócio. “Fiquei vários dias sem receber nenhuma ligação e sem receber nenhuma cliente na loja. Movimento e faturamento caíram em torno de 80%”, relembra.

Planejada e organizada, Lucia até tinha uma reserva, que não precisou usar porque tomou todas as atitudes necessárias e possíveis: negociou o aluguel com uma redução de 50% e negociou também o contrato de sua única funcionária, que passou a ficar meio período. Além disso, passou a trabalhar mais a divulgação pelo Instagram da loja e pelo WhatsApp e reforçou o delivery de peças, que já era parte da rotina da loja.

“Em um ano normal, faço compras a cada 15 dias. Este ano fiz uma compra pequena em junho, quando esfriou e precisei trazer umas peças mais quentes, e uma outra agora em setembro, mas estou muito confiante, me preparando para o final do ano, porque todo mundo já percebeu que o vírus ainda está aí e, até chegar a vacina, tem que ir convivendo com ele como for possível. É um trabalho de formiguinha, mas sigo firme e forte”, finaliza.

Novos canais de venda

Quando Izabelle Lara começou a vender acessórios em prata e semijoias em uma loja virtual pelo Instagram, a Labelle era só uma renda extra enquanto ela trabalhava como recepcionista em um salão de beleza. Mas o negócio foi crescendo e há 3 anos a jovem percebeu que precisava se dedicar exclusivamente à empresa.

Inscrita no Programa DELAS Mulher de Negócios do Sebrae/MS, Izabelle Lara passou a participar de oficinas, workshops e palestras que, de acordo com ela, foram um divisor de águas na sua vida. “Foi ali que eu comecei a ver meu negócio como uma empresa mesmo. Nunca tinha tido experiência empreendedora antes, mas hoje não me vejo fazendo outra coisa. Quero até expandir meus horizontes e começar a trabalhar com roupas também, mas não agora”, afirma.

Izabelle sabe que calma nesse momento é importante mesmo, até porque a pandemia também impactou seu negócio. “Quando começaram as notícias de contágio na cidade, eu já fiquei preocupada porque eu atendia algumas clientes em domicílio, e essas visitas passariam a ser perigosas tanto para a minha saúde como para a saúde das minhas clientes, e tu tinha também revendedoras físicas. Em um primeiro momento, bateu o desespero, mas parei por uma semana e me reorganizei, busquei alternativas. A primeira atitude foi parar de vender semijoias, foi quando fiz uma queima de estoque que me deu um bom caixa por uns dois meses, depois eu fiz um catálogo on-line pelo kyte.site e fiquei sabendo também da oportunidade de parceria com a Dafiti”, conta.

Foi na consultoria com o Sebrae que a empresária soube da possibilidade de vender seus produtos na Dafiti, o maior grupo de e-commerces de moda e lifestyle da América Latina. Izabelle correu atrás, fez seu cadastro, passou por uma entrevista e então entrou na plataforma em setembro, fazendo sua primeira venda por lá logo nos primeiros dias.

Tendências

Um relatório do The Business of Fashion mostra que os impactos da pandemia já causam e continuarão causando mudanças profundas no consumo, criando novas tendências para o segmento de modas. As principais são:

  1. Peças básicas e conforto

A tendência é que, mesmo após a quarentena, as pessoas fiquem cada vez mais em casa, o que pede peças mais básicas e confortáveis para o dia a dia. Pijamas, jeans, blusas de cores neutras, além de roupas versáteis que transitam entre as mais diversas ocasiões do dia a dia recebem ainda mais destaque nas vitrines e no guarda-roupa.

  1. Peças de segunda mão

A pandemia despertou um consumo mais consciente nas pessoas, fazendo crescer a necessidade e a importância de reciclar e reutilizar. Nesse sentido, os bons e velhos brechós ganham destaque.

Se você é empreendedor(a) do segmento de moda e também quer orientações como superar os desafios impostos pela pandemia, acesse aqui e conte com os especialistas do Sebrae MS.

Colocar roupa nova, estrear um sapato, caprichar nos acessórios, passar maquiagem. Se arrumar pra ficar dentro de casa só faz sentido se você for participante do Big Brother Brasil. Justamente por isso que, durante os últimos sete meses, a queda nas vendas do varejo de moda foi significativa.

As circunstâncias da pandemia de coronavírus obrigaram o consumidor a repensar seus hábitos de compras: com perda de emprego, diminuição de salários e home office, roupas, sapatos e acessórios se tornaram supérfluos e até indispensáveis, o foco ficou na compra de itens essenciais para sobreviver durante este período.

Um estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) indica que as lojas de vestuário, tecidos e calçados fecharão o ano com queda de 25% no faturamento, comparado a 2019. O pior mês, até o momento, foi sentido em abril, com recuo de mais de 81%.

Vivendo essa mesma realidade está a empresária Lúcia Araújo dos Santos. Depois de trabalhar como funcionária em uma loja de roupas femininas durante 16 anos, surgiu a oportunidade de comprar a empresa e há 3 anos e meio, Lucia está à frente da Bem Bonita Boutique.

varejo de moda

A empresária conta que no começo do ano, apesar das notícias sobre a pandemia no mundo assustarem, parecia uma realidade muito distante. Tanto que ela fez a primeira viagem de compras de 2020, investindo cerca de R$ 40 mil em produtos. Uma semana depois de retornar a Campo Grande, o baque veio: decretos fechando lojas e estabelecimentos e ruas vazias.

Depois de algumas semanas, veio a autorização para abrir novamente a loja, mas a pandemia continuou a causar efeitos negativos para o negócio. “Fiquei vários dias sem receber nenhuma ligação e sem receber nenhuma cliente na loja. Movimento e faturamento caíram em torno de 80%”, relembra.

Planejada e organizada, Lucia até tinha uma reserva, que não precisou usar porque tomou todas as atitudes necessárias e possíveis: negociou o aluguel com uma redução de 50% e negociou também o contrato de sua única funcionária, que passou a ficar meio período. Além disso, passou a trabalhar mais a divulgação pelo Instagram da loja e pelo WhatsApp e reforçou o delivery de peças, que já era parte da rotina da loja.

“Em um ano normal, faço compras a cada 15 dias. Este ano fiz uma compra pequena em junho, quando esfriou e precisei trazer umas peças mais quentes, e uma outra agora em setembro, mas estou muito confiante, me preparando para o final do ano, porque todo mundo já percebeu que o vírus ainda está aí e, até chegar a vacina, tem que ir convivendo com ele como for possível. É um trabalho de formiguinha, mas sigo firme e forte”, finaliza.

Novos canais de venda

Quando Izabelle Lara começou a vender acessórios em prata e semijoias em uma loja virtual pelo Instagram, a Labelle era só uma renda extra enquanto ela trabalhava como recepcionista em um salão de beleza. Mas o negócio foi crescendo e há 3 anos a jovem percebeu que precisava se dedicar exclusivamente à empresa.

Inscrita no Programa DELAS Mulher de Negócios do Sebrae/MS, Izabelle Lara passou a participar de oficinas, workshops e palestras que, de acordo com ela, foram um divisor de águas na sua vida. “Foi ali que eu comecei a ver meu negócio como uma empresa mesmo. Nunca tinha tido experiência empreendedora antes, mas hoje não me vejo fazendo outra coisa. Quero até expandir meus horizontes e começar a trabalhar com roupas também, mas não agora”, afirma.

Izabelle sabe que calma nesse momento é importante mesmo, até porque a pandemia também impactou seu negócio. “Quando começaram as notícias de contágio na cidade, eu já fiquei preocupada porque eu atendia algumas clientes em domicílio, e essas visitas passariam a ser perigosas tanto para a minha saúde como para a saúde das minhas clientes, e tu tinha também revendedoras físicas. Em um primeiro momento, bateu o desespero, mas parei por uma semana e me reorganizei, busquei alternativas. A primeira atitude foi parar de vender semijoias, foi quando fiz uma queima de estoque que me deu um bom caixa por uns dois meses, depois eu fiz um catálogo on-line pelo kyte.site e fiquei sabendo também da oportunidade de parceria com a Dafiti”, conta.

Foi na consultoria com o Sebrae que a empresária soube da possibilidade de vender seus produtos na Dafiti, o maior grupo de e-commerces de moda e lifestyle da América Latina. Izabelle correu atrás, fez seu cadastro, passou por uma entrevista e então entrou na plataforma em setembro, fazendo sua primeira venda por lá logo nos primeiros dias.

Tendências

Um relatório do The Business of Fashion mostra que os impactos da pandemia já causam e continuarão causando mudanças profundas no consumo, criando novas tendências para o segmento de modas. As principais são:

  1. Peças básicas e conforto

A tendência é que, mesmo após a quarentena, as pessoas fiquem cada vez mais em casa, o que pede peças mais básicas e confortáveis para o dia a dia. Pijamas, jeans, blusas de cores neutras, além de roupas versáteis que transitam entre as mais diversas ocasiões do dia a dia recebem ainda mais destaque nas vitrines e no guarda-roupa.

  1. Peças de segunda mão

A pandemia despertou um consumo mais consciente nas pessoas, fazendo crescer a necessidade e a importância de reciclar e reutilizar. Nesse sentido, os bons e velhos brechós ganham destaque.

Se você é empreendedor(a) do segmento de moda e também quer orientações como superar os desafios impostos pela pandemia, acesse aqui e conte com os especialistas do Sebrae MS.


Continuar Lendo

Confira todos os conteúdos que o Sebrae MS disponibiliza para você!
Clique aqui e acesse diversos temas de empreendedorismo para guiar a sua jornada.






Deixe um comentário