Gestão de Pessoas

17 setembro, 2013 • Gestão de Pessoas, Mercado e Vendas

As vantagens de ter uma carreira paralela

Carreira paralela

Edson Ribeiro é técnico de Apoio Logístico e, aos finais de semana, trabalha como maître

Ter mais de uma carreira profissional simultaneamente, como empregado ou empreendedor, é um fenômeno recente e não apenas causado por uma necessidade de aumento de renda, mas, e principalmente, pela vontade de ter fontes diferentes de desafios, aprendizado e relacionamento. As Carreiras Paralelas, também chamadas de “Carreiras em Y”, independem do tempo dedicado, mas não são um trabalho secundário, menos ainda um hobby.

 

De acordo com a especialista em cultura organizacional e gestão da mudança, Maria Cândida Baumer de Azevedo, na década de 1990 as empresas, como forma de se adequar ao mundo globalizado, passaram por um processo intenso de fusões e aquisições, enxugamento e reengenharia, processo que acabou por quebrar a lógica padrão de contrato de trabalho vigente. Até então, as pessoas tendiam a ter uma única carreira, em uma única empresa, durante quase toda a vida profissional.

 

“Com essa mudança, as pessoas começaram a se dar conta que precisavam cuidar das próprias carreiras, o risco de perda de emprego passou a ser real, e garantir a própria empregabilidade tornou-se vital. Isso, somado ao advento da internet – onde o acesso à informação torna-se praticamente irrestrito – o profissional, que agora cuida da própria carreira, recebe estímulos tão diversos que muitas vezes enxerga a carreira única como pouco atraente ou não plenamente satisfatória. É nesse momento que nasce a demanda por carreiras paralelas”, explica a especialista.

 

Ainda segundo Maria Cândida, ter uma carreira paralela é estimulante e benéfico para o profissional de qualquer área. “Quem tem carreiras paralelas é mais flexível, tem maior capacidade de adaptação, traz contribuições e faz conexões além do tradicional, possui relações complementares e encontra soluções que superam expectativas”, comenta.

 

Entretanto, a carreira paralela é uma escolha do indivíduo e só deve ser perseguida se for uma fonte de prazer. “Caso contrário, o ônus de ter que equilibrar demandas e realidades diferentes simultaneamente e seus reflexos na qualidade de vida, não compensam”, alerta.

 

Ao mesmo tempo, essa escolha pode ser vista como uma forma de desenvolvimento de novas competências que agreguem valores para a carreira principal. Embora não exista uma recomendação específica para uma segunda atividade, nesse caso, a carreira mais recomendada varia conforme a competência desejada.

 

“Carreiras artísticas, por exemplo, tendem a desenvolver competências relacionadas à comunicação e criatividade. Já as exatas, reforçam a parte lógica e racional”, avalia.

 

Opção por segunda carreira deve ser fonte de satisfação

Edson Ribeiro de Matos é técnico de Apoio Logístico e, aos finais de semana, trabalha como maître em Campo Grande. “Essa minha segunda carreira aconteceu por acaso, através de um amigo que um dia me disse que eu tinha habilidade para trabalhar no setor. Fiquei curioso e acabei entrando no ramo. Foi tão bom que faço isso há 13 anos”, conta.

 

Atualmente, Edson presta serviços para um buffet e atende a chamados para festas particulares e corporativas. “Sou responsável pela festa do início ao fim e gosto muito do que faço”, afirma.

 

Outro exemplo são os profissionais que encontraram na avaliação voluntária de premiações, uma atividade prazerosa e recompensadora para a carreira principal. É o caso do MPE Brasil, prêmio de competitividade da micro e pequena empresa que reúne anualmente um time de 20 avaliadores em Mato Grosso do Sul. O grupo é capacitado pela Fundação Nacional da Qualidade para verificar o nível de gestão pela qualidade nas empresas sul-mato-grossenses que concorrem à premiação. O mesmo acontece com o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios.

 

A consultora de Gestão Estratégica, Érika Gutierrez Jacob, conta que tem várias atividades paralelas, uma delas de avaliadora do MPE Brasil e do Prêmio Mulher de Negócios, oferecido pelo SEBRAE/MS.  “Meu trabalho não é fixo e ser uma examinadora voluntária é, antes de tudo, compensador para mim. Eu ganho muito profissionalmente porque é um trabalho enriquecedor, me proporciona uma troca interessante e eu ganho muito em informação”, avalia.

 

Fonte: Jornal Conexão Sebrae, Ed. 66

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