Gestão Financeira

03 novembro, 2017 • Gestão Financeira

Como formar preços para os calçados que eu vendo?

Precificar um produto que não é você que produz pode parecer fácil, mas se não levar em conta os fatores certos, corre-se o risco de sair no prejuízo – cobrando um valor baixo demais – ou não chegar a um valor competitivo em relação aos concorrentes, cobrando caro demais. Em ambos os casos, o negócio sai perdendo.

Jornalista por formação, Daiane Libero tem uma veia empreendedora que resolveu colocar em prática há cerca de três meses com a Pagu Shoes, uma loja online de calçados que revende sapatilhas, tênis e sapatos tipo oxford femininos.

Depois de uma pesquisa de mercado, conseguiu os fornecedores com uma amiga de Volta Redonda (RJ), que já trabalha há anos com isso, fez uma compra de R$ 290,00 para 12 pares de sapatos e lançou a Pagu Shoes nas redes em agosto.

“Como meu objetivo é ter um produto diferente e com preços acessíveis, para formar o preço eu levo em conta três fatores: o valor do sapato que paguei ao fabricante, o meu lucro, que pode variar de 50% a 100% dependendo da marca e do produto, e o valor para reinvestir em novas compras, que gira em torno de 30%”, explica Daiane.

A empresária explica que possui, no total, cinco fornecedores, todos no estado de São Paulo, e que é preciso ter sempre um capital de giro para reinvestir.

“Se você demora muito para fazer novas compras, pode ficar sem produtos novos para oferecer, isso faz o cliente perder o interesse. Além disso, um produto que está disponível hoje, amanhã pode não estar mais, os fornecedores não esperam mesmo, é a dinâmica do mercado”, explica.

De acordo com a Analista Técnica do Sebrae, Lucielle Lima, todo negócio tem dois preços, o calculado e o praticado. O primeiro, é o preço de venda mínimo que um produto pode ter e o segundo o preço de venda praticado pela concorrência.

“Quando o seu preço mínimo é menor que o de mercado, significa que o negócio é competitivo. Se eles forem iguais, o negócio não tem competitividade, e se o preço de venda mínimo do seu produto for maior que o que já é praticado pelo mercado, é bem provável que o empresário saia no prejuízo”, explica.

Comodidade entra na conta

Depois de trabalhar como gerente em uma loja de calçados por sete anos, Deangellis Falcão decidiu usar a experiência para abrir seu próprio negócio. Há quatro anos, o empresário tem a “Milena Calçados”, que vende sapatos femininos e masculinos em domicílio.

Todos os dias, Deangellis arruma os sapatos no porta-malas do carro e sai para visitar os clientes em suas casas e empresas. Assim, o fatores que ele tem que levar em conta na hora de formar seu preço são os gastos com o carro: combustível, manutenção/desgaste e seguro.

“Como compro de grandes marcas, o próprio fornecedor já dá o preço de venda. É o mesmo que você encontra em uma loja ou na internet, por exemplo, mas sem ter os custos fixos de uma loja física, posso dar um desconto maior. Trabalho com cartão, cheque e também com promissória”, conta.

Com a comodidade como diferencial, Deangellis aproveita algumas épocas do ano para aumentar o mix de produtos. No início do ano, por exemplo, com os movimentos da volta às aulas, faz algumas compras de calçados infantis, que vendem super bem.

Cada segmento e modelo de negócio tem suas particularidades na hora de formar preços e o Sebrae possui soluções para te ajudar nisso. O curso SEI Formar Preço, voltado para o microempreendedor e diversos outros cursos sobre o assunto, como o Programa varejo fácil – formação do preço de venda, a palestra “Meu preço está certo? Estou tendo lucro?”, que faz parte do ciclo de palestras Nascer Bem e o curso Gestão Financeira – Na Medida.

Precificar um produto que não é você que produz pode parecer fácil, mas se não levar em conta os fatores certos, corre-se o risco de sair no prejuízo – cobrando um valor baixo demais – ou não chegar a um valor competitivo em relação aos concorrentes, cobrando caro demais. Em ambos os casos, o negócio sai perdendo.

Jornalista por formação, Daiane Libero tem uma veia empreendedora que resolveu colocar em prática há cerca de três meses com a Pagu Shoes, uma loja online de calçados que revende sapatilhas, tênis e sapatos tipo oxford femininos.

Depois de uma pesquisa de mercado, conseguiu os fornecedores com uma amiga de Volta Redonda (RJ), que já trabalha há anos com isso, fez uma compra de R$ 290,00 para 12 pares de sapatos e lançou a Pagu Shoes nas redes em agosto.

“Como meu objetivo é ter um produto diferente e com preços acessíveis, para formar o preço eu levo em conta três fatores: o valor do sapato que paguei ao fabricante, o meu lucro, que pode variar de 50% a 100% dependendo da marca e do produto, e o valor para reinvestir em novas compras, que gira em torno de 30%”, explica Daiane.

A empresária explica que possui, no total, cinco fornecedores, todos no estado de São Paulo, e que é preciso ter sempre um capital de giro para reinvestir.

“Se você demora muito para fazer novas compras, pode ficar sem produtos novos para oferecer, isso faz o cliente perder o interesse. Além disso, um produto que está disponível hoje, amanhã pode não estar mais, os fornecedores não esperam mesmo, é a dinâmica do mercado”, explica.

De acordo com a Analista Técnica do Sebrae, Lucielle Lima, todo negócio tem dois preços, o calculado e o praticado. O primeiro, é o preço de venda mínimo que um produto pode ter e o segundo o preço de venda praticado pela concorrência.

“Quando o seu preço mínimo é menor que o de mercado, significa que o negócio é competitivo. Se eles forem iguais, o negócio não tem competitividade, e se o preço de venda mínimo do seu produto for maior que o que já é praticado pelo mercado, é bem provável que o empresário saia no prejuízo”, explica.

Comodidade entra na conta

Depois de trabalhar como gerente em uma loja de calçados por sete anos, Deangellis Falcão decidiu usar a experiência para abrir seu próprio negócio. Há quatro anos, o empresário tem a “Milena Calçados”, que vende sapatos femininos e masculinos em domicílio.

Todos os dias, Deangellis arruma os sapatos no porta-malas do carro e sai para visitar os clientes em suas casas e empresas. Assim, o fatores que ele tem que levar em conta na hora de formar seu preço são os gastos com o carro: combustível, manutenção/desgaste e seguro.

“Como compro de grandes marcas, o próprio fornecedor já dá o preço de venda. É o mesmo que você encontra em uma loja ou na internet, por exemplo, mas sem ter os custos fixos de uma loja física, posso dar um desconto maior. Trabalho com cartão, cheque e também com promissória”, conta.

Com a comodidade como diferencial, Deangellis aproveita algumas épocas do ano para aumentar o mix de produtos. No início do ano, por exemplo, com os movimentos da volta às aulas, faz algumas compras de calçados infantis, que vendem super bem.

Cada segmento e modelo de negócio tem suas particularidades na hora de formar preços e o Sebrae possui soluções para te ajudar nisso. O curso SEI Formar Preço, voltado para o microempreendedor e diversos outros cursos sobre o assunto, como o Programa varejo fácil – formação do preço de venda, a palestra “Meu preço está certo? Estou tendo lucro?”, que faz parte do ciclo de palestras Nascer Bem e o curso Gestão Financeira – Na Medida.


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