Inovação

27 fevereiro, 2019 • Inovação

Negócios com propósito: o crescimento do “mercado verde”

Bases capazes de cobrir todas as imperfeições, cremes para sumir com as rugas instantaneamente. Durante muito tempo, a regra de ouro do mercado de cosméticos e produtos de beleza era o “milagre”; não havia muita preocupação com os componentes ou como eram feitos esses produtos.

De uns cinco anos para cá, o mercado tem demandado um novo padrão de consumo: muitos clientes querem comer, vestir, calçar, passar na pele e nos cabelos produtos que sejam orgânicos, sustentáveis e cruelty free (aqueles que não usam animais para testes).

De acordo com a pesquisa “A Nova Era dos Naturais”, feita com 4.000 pessoas em 2018 pela empresa de pesquisa The Benchmarking Company, 74% dos entrevistados compram algum produto orgânico por acreditar que são mais saudáveis para o organismo. É a nova “onda verde”.

Empreendimentos orgânicos e sustentáveis

Foi justamente por perceber que o mercado de beleza estava caminhando para uma realidade mais sustentável que a fisioterapeuta dermatofuncional Nelise Machado Roza Peres e o marido, o consultor financeiro Bruno Vidal, decidiram trazer a Simple Organic para Campo Grande. Nelise conheceu a marca como cliente enquanto viajava em busca de especialização e novidades para sua clínica de estética.

“Pensamos primeiro em uma multimarcas de cosméticos orgânicos, mas acabou não dando certo. Quando a Simple abriu para as franquias, entramos em contato, o Bruno foi até Florianópolis conhecer a marca. A franqueadora já tinha feito o estudo de viabilidade para entender em quais cidades a Simple Organic gostaria de abrir lojas, porque o mercado demandava seus produtos”, conta Nelise.

estilo de vida saudável

Com a loja em funcionamento desde janeiro deste ano, Nelise se mostra animada com a receptividade dos produtos e acredita que a cidade tenha um grande potencial. “Da busca por uma alimentação mais natural, vegana, que tem crescido muito aqui, vem também a busca dos cosméticos da mesma linha. É uma tendência forte”, aponta.

Vestir com consciência

Foi pensando no impacto que as novas gerações vão deixar no mundo que a marca de produtos infantis Timirim surgiu. Em Campo Grande, a marca ganhou espaço na Casa Nuvem.

“Observando o movimento da Casa Nuvem, percebi que tínhamos um público materno bem grande e, até então, não havia produtos para crianças na casa. Mas não queria vender por vender, queria algo que fosse apaixonante”, explica a empresária Luciana Susuki.

A marca possui roupas para bebês de 0 a 12 meses feitas em Algodão Pima Orgânico, considerado o melhor algodão do mundo, com fibras mais longas, que garantem maciez e durabilidade às peças. A tinta é à base de água e os botões são livres de níquel e chumbo; ou seja, são roupinhas naturalmente hipoalergênicas.

A proposta da marca paulista é gerar menos lixo têxtil também. Por serem roupas em que as fibras de algodão não são misturadas com materiais sintéticos, as peças são recicláveis e biodegradáveis.

“Ficamos surpresas com a receptividade que nossos produtos tiveram. Quem compra não compra somente o produto, mas leva consigo a ideia e a vontade de que um dia possamos viver livres de produtos químicos que agridem a natureza. Na Timirim, todo o processo respeita o ser humano e a natureza”, finaliza.

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