Inovação

20 setembro, 2017 • Inovação

Redesign: Criatividade que se sustenta


Do agrotóxico utilizado nas lavouras de algodão ao volume de água gasto no processo produtivo de uma peça de roupa, a indústria têxtil é uma das que mais impactam o meio ambiente. A incorporação de práticas sustentáveis se mostra não só uma tendência mas uma necessidade para minimizar esses impactos negativos.

Em Campo Grande, a responsabilidade se une à criatividade e promove o mercado da moda de uma forma cada vez mais sustentável e racional.

Trouxemos para você três exemplos de empreendedoras que trabalham com o chamado redesign, ou seja, produzem moda de maneira consciente por meio do reúso de peças e materiais que seriam descartados.

Elas mostram como a Moda Sustentável é uma oportunidade de mercado real, que tem consumidores e infinitas possibilidades para você destacar o seu negócio com um diferencial competitivo.

Renascendo do couro

Filha de uma costureira e de um inventor, a jornalista e professora de artes Fran Zamora sempre foi da turma da customização para deixar suas roupas e acessórios com a “sua cara”.

Certa vez, ela ganhou um carregamento de relógios, como lembrança de uma viagem ao Peru, depois ganhou retalhos de couro. E decidiu colocar a criatividade nisso. Assim nasceu a Chroma, uma marca que utiliza retalhos de couros descartados por fábricas de bolsas e sapatos para fazer relógios, suspensórios, gravatas borboletas, porta-documentos, entre outros.

“Acho importante, mas não superestimo a sustentabilidade da minha moda, porque acho que isso teria que ser um conceito natural de todas as marcas, de todas as pessoas. O diferencial da minha marca é a funcionalidade e a exclusividade das peças“, comenta.

Arte no trapo

Quem também colabora – e muito – para um mundo mais sustentável é a designer Nara Leite. Natural de Cuiabá (MT), Nara usava suas próprias roupas para costurar peças para suas bonecas quando era criança. Aos 13 anos, já fazia bordado, macramê e outros trabalhos manuais para vender na escola.  Aos 15, em uma sociedade com a irmã, fundou a Belotrapo, que na época era uma marca de camisetas estampadas com seus desenhos.

Em 2009, Nara lagou a faculdade de Psicologia e veio para Campo Grande com o namorado. Arrumou emprego numa empresa de salgados para pagar o curso de costura e retomou a Belotrapo, que hoje tem um outro foco: mochilas, pastas e bolsas. Tudo feito com material reaproveitado.

Em seu ateliê colaborativo (com mais duas artistas), ela transforma banners, lonas, cintos, roupas velhas, guarda-chuvas e até colchão inflável em peças lindas. O custo com material é praticamente zero e as peças são sempre únicas e exclusivas.

“Acho muito mais interessante desmontar uma calça e fazer uma bolsa do que pegar um tecido novo e liso, por mais que a estampa desse tecido seja genial. Faço peças que eu gostaria de consumir e envolvo o cliente no processo da construção”, explica Nara.

Sustentabilidade a tiracolo

Depois que foi mãe, a jornalista Monique Klein começou a se dedicar ao artesanato, seguindo os passos dos pais. Sustentabilidade sempre foi uma preocupação, tanto que já tinha feito uma especialização em Educação Ambiental. Mas foi na Incubadora Municipal Zé Pereira que conseguiu unir o talento que tinha para o artesanato à consciência ambiental e transformar malotes dos Correios em bolsas.

Com consultorias de gestão e de designer foi aperfeiçoando o produto, participou de feiras e rodadas de negócios promovidas pela Fundação de Cultura e pelo Sebrae MS. Resultado: a “Campo Grande a Tiracolo”, que existe desde 2009, marcou presença nos últimos grandes eventos promovidos no Brasil, como a Copa do Mundo de Futebol, Olimpíadas e Rio + 20.

“A ideia de levar Campo Grande, literalmente a tiracolo, é um sucesso. É um produto inovador, bonito, e tem essa pegada sustentável”, finaliza Monique.


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