Empreendedorismo

16 dezembro, 2016 • Empreendedorismo

Educação Empreendedora: Atitude e Senso Crítico

Mais do que produzir futuros empresários, escolas que adotam a educação empreendedora buscam despertar em crianças e adolescentes a atitude e o conhecimento para se tornarem empreendedores na vida.


Mais que formar futuros empresários, a educação empreendedora busca despertar as atitudes e conhecimentos associados ao sucesso na vida pessoal e profissional.


Nos assentamentos rurais do município de Itaquiraí – a cerca de 400 quilômetros de Campo Grande, no extremo sul de Mato Grosso do Sul – alunos do ensino fundamental de escolas municipais ajudam os pais, pequenos agricultores familiares, a aumentar a produção de pães caseiros, calculando o custo da matéria-prima e do trabalho empregados e a margem de lucro. Outros ajudam os pais a melhor precificar as hortaliças que são vendidas ao comércio local.

Numa escola particular no centro de Campo Grande, alunos do ensino fundamental cultivam temperos naturais numa horta coletiva e aprendem sobre gestão da produção, preços de adubos e sementes e técnicas de venda. Depois, aprendem a usar o dinheiro arrecadado com a venda dos produtos oferecidos numa feira promovida pela escola, empregando-o num objetivo definido por toda a turma, que pode ser uma sessão de cinema ou um dia de brinquedos no pátio escolar.

Além do fato de terem todas entre seis e 13 anos de idade, o que conecta essas crianças que vivem em contextos tão distintos? Nos dois casos, elas estudam em instituições de ensino que adotam práticas e conteúdos de educação empreendedora e financeira. O resultado é a promoção de um ensino mais voltado à formação cidadã do aluno, mais conectada com a realidade prática de cada um, despertando nele uma compreensão mais avançada da relação com o dinheiro, os bens de consumo, além da criatividade e iniciativa própria.

Parceria com o Sebrae

“A nossa escola sempre adotou uma proposta pedagógica focada no empreendedorismo e na educação financeira. No início de 2016, no entanto, começamos um trabalho mais intenso, por meio de uma parceria com o Sebrae, que nos ofereceu a metodologia e o conteúdo do Programa de Educação Empreendedora, conta a professora Marisa Santos Pozzobom, coordenadora do Fundamental 1 (1º ao 5º ano) da Escola GAPPE, de Campo Grande.

A educadora comenta que os resultados vieram muito rapidamente. Logo os alunos começaram a fazer pesquisa de mercado e plano de negócios, compreendendo as etapas de um produto e trabalhar em grupo. “Aos poucos, o aprendizado comercial vai se ampliando, envolvendo questões como o consumismo, como obter recursos para comprar o que eles desejam e como cuidar do próprio dinheiro, entendendo que tudo na vida tem um custo”, acrescenta.

Nas duas hortas em que trabalham os alunos das escolas de Itaquiraí, a técnica pedagógica Marcia Aparecida Ramos, da Secretaria Municipal de Educação, relata que os resultados também são impressionantes. O município aderiu à parceria com o Sebrae e começou o trabalho em agosto deste ano e, desde então, todas as unidades adotam a metodologia e o conteúdo do programa. Os alunos aprendem empreendedorismo com base no próprio dia a dia, em situações como compra de sementes e manuseio dos alimentos.

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“Sempre buscamos desenvolver nos nossos alunos a cultura empreendedora, mas o programa do Sebrae deu tão certo e tomou uma proporção tão grande que envolveu toda a equipe da Secretaria de Educação e gerou interesse na comunidade”, comemora Marcia. Para o próximo ano, o propósito é ampliar a iniciativa e envolver os pais nas atividades, oferecendo noções de empreendedorismo e finanças para que eles ampliem a renda proveniente da agricultura familiar.

Programa de Educação Empreendedora

A analista técnica do Sebrae Patrícia Pereira coordena o Programa de Educação Empreendedora em Mato Grosso do Sul e acompanha as parcerias firmadas com as instituições de ensino públicas e privadas. Ela explica que a missão do Sebrae com a iniciativa é disseminar a cultura empreendedora entre crianças e adolescentes, formando futuros cidadãos mais críticos e conscientes, criativos e preparados para tomar atitudes.

“Nosso objetivo não se limita a produzir futuros empresários, mas pessoas empreendedoras na vida. Claro que buscamos preparar os alunos interessados para o mundo empresarial e dos negócios, mas o intuito principal é despertar neles o protagonismo juvenil, para que busquem transformar a realidade à sua volta, como verdadeiros protagonistas da própria vida”, explica Patrícia.

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Ela enfatiza que o Sebrae está à disposição das escolas que desejarem implementar uma das 18 soluções oferecidas pelo programa, entre as quais o JEPP (Jovens Empreendedores Primeiro Passos), voltado ao ensino fundamental. A escola não tem nenhum custo para adotar a iniciativa e, como contrapartida, basta disponibilizar os professores e o espaço físico para a capacitação, além de materiais pedagógicos para as atividades.

Para os pais que buscam escola para os filhos, Patrícia recomenda que considerem seriamente se a instituição se preocupa em oferecer uma educação focada na cidadania e não apenas no conteúdo para o vestibular. “Procure uma escola que ofereça iniciativas de inclusão social e sustentabilidade, por exemplo. E principalmente, ouça o seu filho, considere suas ideias, para não desmotivá-lo e comprometer o processo criativo”, completa.

Para saber mais sobre o programa e as parcerias, procure o Sebrae ou entre em contato pelo telefone (67) 3389-5581 ou pelo e-mail patricia.pereira@ms.sebrae.com.br.

Mais do que produzir futuros empresários, escolas que adotam a educação empreendedora buscam despertar em crianças e adolescentes a atitude e o conhecimento para se tornarem empreendedores na vida.


Mais que formar futuros empresários, a educação empreendedora busca despertar as atitudes e conhecimentos associados ao sucesso na vida pessoal e profissional.


Nos assentamentos rurais do município de Itaquiraí – a cerca de 400 quilômetros de Campo Grande, no extremo sul de Mato Grosso do Sul – alunos do ensino fundamental de escolas municipais ajudam os pais, pequenos agricultores familiares, a aumentar a produção de pães caseiros, calculando o custo da matéria-prima e do trabalho empregados e a margem de lucro. Outros ajudam os pais a melhor precificar as hortaliças que são vendidas ao comércio local.

Numa escola particular no centro de Campo Grande, alunos do ensino fundamental cultivam temperos naturais numa horta coletiva e aprendem sobre gestão da produção, preços de adubos e sementes e técnicas de venda. Depois, aprendem a usar o dinheiro arrecadado com a venda dos produtos oferecidos numa feira promovida pela escola, empregando-o num objetivo definido por toda a turma, que pode ser uma sessão de cinema ou um dia de brinquedos no pátio escolar.

Além do fato de terem todas entre seis e 13 anos de idade, o que conecta essas crianças que vivem em contextos tão distintos? Nos dois casos, elas estudam em instituições de ensino que adotam práticas e conteúdos de educação empreendedora e financeira. O resultado é a promoção de um ensino mais voltado à formação cidadã do aluno, mais conectada com a realidade prática de cada um, despertando nele uma compreensão mais avançada da relação com o dinheiro, os bens de consumo, além da criatividade e iniciativa própria.

Parceria com o Sebrae

“A nossa escola sempre adotou uma proposta pedagógica focada no empreendedorismo e na educação financeira. No início de 2016, no entanto, começamos um trabalho mais intenso, por meio de uma parceria com o Sebrae, que nos ofereceu a metodologia e o conteúdo do Programa de Educação Empreendedora, conta a professora Marisa Santos Pozzobom, coordenadora do Fundamental 1 (1º ao 5º ano) da Escola GAPPE, de Campo Grande.

A educadora comenta que os resultados vieram muito rapidamente. Logo os alunos começaram a fazer pesquisa de mercado e plano de negócios, compreendendo as etapas de um produto e trabalhar em grupo. “Aos poucos, o aprendizado comercial vai se ampliando, envolvendo questões como o consumismo, como obter recursos para comprar o que eles desejam e como cuidar do próprio dinheiro, entendendo que tudo na vida tem um custo”, acrescenta.

Nas duas hortas em que trabalham os alunos das escolas de Itaquiraí, a técnica pedagógica Marcia Aparecida Ramos, da Secretaria Municipal de Educação, relata que os resultados também são impressionantes. O município aderiu à parceria com o Sebrae e começou o trabalho em agosto deste ano e, desde então, todas as unidades adotam a metodologia e o conteúdo do programa. Os alunos aprendem empreendedorismo com base no próprio dia a dia, em situações como compra de sementes e manuseio dos alimentos.

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“Sempre buscamos desenvolver nos nossos alunos a cultura empreendedora, mas o programa do Sebrae deu tão certo e tomou uma proporção tão grande que envolveu toda a equipe da Secretaria de Educação e gerou interesse na comunidade”, comemora Marcia. Para o próximo ano, o propósito é ampliar a iniciativa e envolver os pais nas atividades, oferecendo noções de empreendedorismo e finanças para que eles ampliem a renda proveniente da agricultura familiar.

Programa de Educação Empreendedora

A analista técnica do Sebrae Patrícia Pereira coordena o Programa de Educação Empreendedora em Mato Grosso do Sul e acompanha as parcerias firmadas com as instituições de ensino públicas e privadas. Ela explica que a missão do Sebrae com a iniciativa é disseminar a cultura empreendedora entre crianças e adolescentes, formando futuros cidadãos mais críticos e conscientes, criativos e preparados para tomar atitudes.

“Nosso objetivo não se limita a produzir futuros empresários, mas pessoas empreendedoras na vida. Claro que buscamos preparar os alunos interessados para o mundo empresarial e dos negócios, mas o intuito principal é despertar neles o protagonismo juvenil, para que busquem transformar a realidade à sua volta, como verdadeiros protagonistas da própria vida”, explica Patrícia.

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Ela enfatiza que o Sebrae está à disposição das escolas que desejarem implementar uma das 18 soluções oferecidas pelo programa, entre as quais o JEPP (Jovens Empreendedores Primeiro Passos), voltado ao ensino fundamental. A escola não tem nenhum custo para adotar a iniciativa e, como contrapartida, basta disponibilizar os professores e o espaço físico para a capacitação, além de materiais pedagógicos para as atividades.

Para os pais que buscam escola para os filhos, Patrícia recomenda que considerem seriamente se a instituição se preocupa em oferecer uma educação focada na cidadania e não apenas no conteúdo para o vestibular. “Procure uma escola que ofereça iniciativas de inclusão social e sustentabilidade, por exemplo. E principalmente, ouça o seu filho, considere suas ideias, para não desmotivá-lo e comprometer o processo criativo”, completa.

Para saber mais sobre o programa e as parcerias, procure o Sebrae ou entre em contato pelo telefone (67) 3389-5581 ou pelo e-mail patricia.pereira@ms.sebrae.com.br.


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