Dicas de Empreendedorismo

13 novembro, 2019 • Dicas de Empreendedorismo

Job Sharing: conheça o conceito de compartilhamento de cargos

Nós já falamos por aqui sobre o Futuro do Trabalho e hoje vamos abordar uma de suas tendências, que tem tudo para começar a ser adotada no Brasil: o Job Sharing. O termo em inglês significa compartilhamento de cargo e é uma ferramenta de apoio às empresas que querem flexibilizar o trabalho, sendo capaz de tornar seu modelo de negócios menos engessado e mais colaborativo. 

Fora do país, esse tipo de prática já era uma realidade, de acordo com a pesquisa da Robert Half 48% das empresas no Reino Unido e 25% das corporações europeias já utilizavam o modelo desde 2014. 

Por aqui, o primeiro teste aconteceu em abril de 2019 na área de recursos humanos da Unilever. Duas funcionárias estavam em um momento de vida em que gostariam de se dedicar mais para os filhos e os estudos, e propuseram a empresa de dividirem o cargo e trabalhar apenas três vezes por semana. A experiência ainda não apresentou resultados concretos, mas nos dá um vislumbre do que pode acontecer em um futuro próximo.

Conversamos com a comunicadora e pesquisadora do Futuro do Trabalho, Eliza Hostin para entender melhor sobre o conceito do compartilhamento de cargos, se ele realmente funciona e como a prática está sendo implementado dentro das empresas. Vamos lá?

O job sharing na prática, como funciona?

Quando aplicado, o job sharing funciona exatamente como o termo sugere: um mesmo cargo será dividido entre duas pessoas ou mais. Para que isso aconteça, há uma redução na carga horária dos profissionais, com redução proporcional do salário também.

Os que trabalham em dias ou horários complementares (exemplo, um trabalha de segunda a quarta, o outro de quarta a sexta), devem buscar pelo menos um momento em que trabalharão juntos para alinhamentos e decisões compartilhadas”, explica Eliza.

Benefícios e desafios do compartilhamento de cargos

Para Eliza Hostin, o maior benefício da iniciativa do job sharing é a priorização do bem-estar do trabalhador e a possibilidade do alcance da equidade de gênero. “Isto porque, reduzindo a carga horária, há a possibilidade de melhor distribuir as tarefas domésticas e o cuidado humano (cuidado com crianças, idosos, pessoas com deficiência, doentes)”, explica. 

Eliza é estudiosa do Futuro do Trabalho.

Já pelo ponto de vista dos funcionários há uma melhoria na qualidade de vida. Diminuindo os níveis de stress e mais tempo para se dedicarem à educação, treinamentos e à família. “Os desafios estão em se manter atualizado das mudanças no período de folga, bem como confiar e respeitar as decisões tomadas pelo parceiro”, aponta Eliza. 

Isso tudo pensando pelo lado dos colaboradores, mas e a empresa? Bom, Eliza assegura que o job sharing é uma forma de reter profissionais talentosos e um aumento da produtividade. 

“Os desafios para as empresas são a garantia de suporte aos profissionais durante a transição para job sharing; garantir a agilidade na tomada de decisão e; principalmente, fomentar essa nova cultura dentro da organização, de forma a se certificar que os acordos serão respeitados”, finaliza.

Como colocar o job sharing em prática?

Segundo Eliza, cada empresa deverá analisar o job sharing e implementá-lo de forma distinta, sempre levando em consideração a cultura da organização e práticas já existentes. Pegamos com a pesquisadora alguns insights interessantes de como você, empreendedor, pode incorporar o compartilhamento de cargos na sua empresa. Confira:

  • Após identificado qual o cargo será compartilhado, revisitar o escopo e as responsabilidades da posição e verificar se há algum ponto a ser revisto ou esclarecido; 
  • Garantir que as pessoas que compartilham o cargo tenham um nível técnico e maturidade semelhantes, para que haja mais harmonia; 
  • Comunicar com clareza aos participantes do job sharing, ao time diretamente impactado e ao restante da organização quais os benefícios e regras deste modelo de trabalho; 
  • Criar uma rotina de avaliação da prática, para entender o que está funcionando e o que ainda precisa ser melhorado para que o benefício deste modelo de trabalho seja totalmente absorvido pela organização.
Eliza Hostin em evento do Sebrae sobre o Futuro da Educação e do Trabalho juntamente com André Gravatá e Edson Mackeenzy.

Nós já falamos por aqui sobre o Futuro do Trabalho e hoje vamos abordar uma de suas tendências, que tem tudo para começar a ser adotada no Brasil: o Job Sharing. O termo em inglês significa compartilhamento de cargo e é uma ferramenta de apoio às empresas que querem flexibilizar o trabalho, sendo capaz de tornar seu modelo de negócios menos engessado e mais colaborativo. 

Fora do país, esse tipo de prática já era uma realidade, de acordo com a pesquisa da Robert Half 48% das empresas no Reino Unido e 25% das corporações europeias já utilizavam o modelo desde 2014. 

Por aqui, o primeiro teste aconteceu em abril de 2019 na área de recursos humanos da Unilever. Duas funcionárias estavam em um momento de vida em que gostariam de se dedicar mais para os filhos e os estudos, e propuseram a empresa de dividirem o cargo e trabalhar apenas três vezes por semana. A experiência ainda não apresentou resultados concretos, mas nos dá um vislumbre do que pode acontecer em um futuro próximo.

Conversamos com a comunicadora e pesquisadora do Futuro do Trabalho, Eliza Hostin para entender melhor sobre o conceito do compartilhamento de cargos, se ele realmente funciona e como a prática está sendo implementado dentro das empresas. Vamos lá?

O job sharing na prática, como funciona?

Quando aplicado, o job sharing funciona exatamente como o termo sugere: um mesmo cargo será dividido entre duas pessoas ou mais. Para que isso aconteça, há uma redução na carga horária dos profissionais, com redução proporcional do salário também.

Os que trabalham em dias ou horários complementares (exemplo, um trabalha de segunda a quarta, o outro de quarta a sexta), devem buscar pelo menos um momento em que trabalharão juntos para alinhamentos e decisões compartilhadas”, explica Eliza.

Benefícios e desafios do compartilhamento de cargos

Para Eliza Hostin, o maior benefício da iniciativa do job sharing é a priorização do bem-estar do trabalhador e a possibilidade do alcance da equidade de gênero. “Isto porque, reduzindo a carga horária, há a possibilidade de melhor distribuir as tarefas domésticas e o cuidado humano (cuidado com crianças, idosos, pessoas com deficiência, doentes)”, explica. 

Eliza é estudiosa do Futuro do Trabalho.

Já pelo ponto de vista dos funcionários há uma melhoria na qualidade de vida. Diminuindo os níveis de stress e mais tempo para se dedicarem à educação, treinamentos e à família. “Os desafios estão em se manter atualizado das mudanças no período de folga, bem como confiar e respeitar as decisões tomadas pelo parceiro”, aponta Eliza. 

Isso tudo pensando pelo lado dos colaboradores, mas e a empresa? Bom, Eliza assegura que o job sharing é uma forma de reter profissionais talentosos e um aumento da produtividade. 

“Os desafios para as empresas são a garantia de suporte aos profissionais durante a transição para job sharing; garantir a agilidade na tomada de decisão e; principalmente, fomentar essa nova cultura dentro da organização, de forma a se certificar que os acordos serão respeitados”, finaliza.

Como colocar o job sharing em prática?

Segundo Eliza, cada empresa deverá analisar o job sharing e implementá-lo de forma distinta, sempre levando em consideração a cultura da organização e práticas já existentes. Pegamos com a pesquisadora alguns insights interessantes de como você, empreendedor, pode incorporar o compartilhamento de cargos na sua empresa. Confira:

  • Após identificado qual o cargo será compartilhado, revisitar o escopo e as responsabilidades da posição e verificar se há algum ponto a ser revisto ou esclarecido; 
  • Garantir que as pessoas que compartilham o cargo tenham um nível técnico e maturidade semelhantes, para que haja mais harmonia; 
  • Comunicar com clareza aos participantes do job sharing, ao time diretamente impactado e ao restante da organização quais os benefícios e regras deste modelo de trabalho; 
  • Criar uma rotina de avaliação da prática, para entender o que está funcionando e o que ainda precisa ser melhorado para que o benefício deste modelo de trabalho seja totalmente absorvido pela organização.
Eliza Hostin em evento do Sebrae sobre o Futuro da Educação e do Trabalho juntamente com André Gravatá e Edson Mackeenzy.

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