Empreendedorismo

24 setembro, 2018 • Empreendedorismo

O que é um investidor-anjo e como conseguir um para o seu negócio?

Restrições financeiras são o principal entrave para que empresas saiam do papel e deixem de ser só uma ideia. No início do século 20 o conceito de “investidor-anjo” surgiu nos Estados Unidos, mais especificamente no Vale do Silício (região norte-americana que reúne o maior número de empresas inovadoras de alta tecnologia do mundo) e desde então tem viabilizado milhares de negócios ao redor do mundo.

Foto Divulgação

“Quando o conceito de startup ainda era algo em criação, algumas empresas inovadoras e que cresceram rapidamente fizeram a fortuna de seus investidores. Esses, por sua vez, identificaram ali a oportunidade de continuar fazendo com que aquela roda ‘girasse’ e passaram a investir uma parte dos seus expressivos retornos em outras empresas promissoras”, explica Allan Costa, consultor de negócios, empreendedor serial, investidor-anjo ligado à Harvard Business School Startup Angels e co-fundador da Curitiba Angels.

 

O que é investidor-anjo?

Investidor-anjo é aquela pessoa que apoia empresas inovadoras com potencial de crescer rapidamente. Diferentemente das modalidades mais tradicionais de investimento, não tem apenas a ver com recurso financeiro, tanto que uma expressão muito utilizada nessa modalidade de investimento é “Smart Money”, que traduzindo é algo como “dinheiro inteligente”, ou seja, é o tempo dedicado pelo investidor para facilitar a vida da empresa onde ele está investido, seja com mentoria, seja facilitando contatos e abrindo portas, seja oferecendo atalhos que facilitem o desenvolvimento da empresa e do empreendedor.

No Brasil, a prática tem se tornado comum e chamado atenção de empreendedores e também de investidores. Ebanx, GuiaBolso, Contabilizei e Movile são algumas empresas que já receberam uma ou mais rodadas de investimento e se tornaram referência. Pagseguro, Nubank e 99 são exemplos de empresas brasileiras que receberam investimento-anjo e hoje já valem mais de R$ 1 bilhão e, por isso, são batizadas de unicórnios.

Foto Divulgação

De Mato Grosso do Sul, um dos exemplos é a Automobi, que surgiu em 2013 com a proposta de produzir aplicativos personalizados para concessionárias de carros, que permitem que o cliente interaja com a concessionária diretamente pelo celular, agendando revisões, respondendo pesquisas e tirando dúvidas. O app já recebeu mais de R$ 200 mil de investimentos.

Desafios

Para que o conceito se dissemine mais, ganhe força no Brasil e possibilite um mercado mais competitivo e saudável, o próprio investidor precisa entender melhor o seu papel, de acordo com Allan Costa.

“Dinheiro, por si só, resolve nenhum problema. A parte mais importante do investimento está na inteligência agregada pelos investidores-anjo. Além disso, um nível maior de consciência quanto ao que esperar de um investimento como esse também é necessário. Muitas vezes, investidores ‘tradicionais’, que são acostumados a ativos convencionais como títulos do tesouro e imóveis, resolvem se tornar investidores-anjo entendendo que a dinâmica será parecida com aquela que eles já conhecem, e isso é um equívoco. Investir em startups pressupõe assumir altíssimo nível de risco, nenhuma garantia e disposição de contribuir com o negócio. Se tudo der certo, lá na frente, o retorno pode ser extremamente positivo. Mas, via de regra, é melhor tratar esses altíssimos retornos como exceção, e não como regra”, afirma.

Como conseguir um investidor-anjo?

Se você tem uma ideia para tirar do papel, mas não sabe bem por onde começar, Allan Costa deixou algumas dicas para que seu negócio seja atraente para investidores-anjo. Veja só:

– Encontre um problema importante e crie uma solução para ele, mas de forma inovadora e criativa;

– Teste essa solução, valide sua criação no campo e certifique-se de que ela, de fato, resolve o problema imaginado;

– Composição societária é importante, já que são os sócios que irão levar o negócio à frente. Monte um time que tenha competência de gestão, comercial e tecnológica. São o sonho de consumo do investidor.

– Crie um plano de expansão que mostre uma lógica exponencial a partir do ponto em que você se encontra, defina de quanto dinheiro você precisa para fazer isso acontecer, e convença os investidores de que você é capaz de fazer o que colocou no papel. É mais simples do que parece.

Restrições financeiras são o principal entrave para que empresas saiam do papel e deixem de ser só uma ideia. No início do século 20 o conceito de “investidor-anjo” surgiu nos Estados Unidos, mais especificamente no Vale do Silício (região norte-americana que reúne o maior número de empresas inovadoras de alta tecnologia do mundo) e desde então tem viabilizado milhares de negócios ao redor do mundo.

Foto Divulgação

“Quando o conceito de startup ainda era algo em criação, algumas empresas inovadoras e que cresceram rapidamente fizeram a fortuna de seus investidores. Esses, por sua vez, identificaram ali a oportunidade de continuar fazendo com que aquela roda ‘girasse’ e passaram a investir uma parte dos seus expressivos retornos em outras empresas promissoras”, explica Allan Costa, consultor de negócios, empreendedor serial, investidor-anjo ligado à Harvard Business School Startup Angels e co-fundador da Curitiba Angels.

 

O que é investidor-anjo?

Investidor-anjo é aquela pessoa que apoia empresas inovadoras com potencial de crescer rapidamente. Diferentemente das modalidades mais tradicionais de investimento, não tem apenas a ver com recurso financeiro, tanto que uma expressão muito utilizada nessa modalidade de investimento é “Smart Money”, que traduzindo é algo como “dinheiro inteligente”, ou seja, é o tempo dedicado pelo investidor para facilitar a vida da empresa onde ele está investido, seja com mentoria, seja facilitando contatos e abrindo portas, seja oferecendo atalhos que facilitem o desenvolvimento da empresa e do empreendedor.

No Brasil, a prática tem se tornado comum e chamado atenção de empreendedores e também de investidores. Ebanx, GuiaBolso, Contabilizei e Movile são algumas empresas que já receberam uma ou mais rodadas de investimento e se tornaram referência. Pagseguro, Nubank e 99 são exemplos de empresas brasileiras que receberam investimento-anjo e hoje já valem mais de R$ 1 bilhão e, por isso, são batizadas de unicórnios.

Foto Divulgação

De Mato Grosso do Sul, um dos exemplos é a Automobi, que surgiu em 2013 com a proposta de produzir aplicativos personalizados para concessionárias de carros, que permitem que o cliente interaja com a concessionária diretamente pelo celular, agendando revisões, respondendo pesquisas e tirando dúvidas. O app já recebeu mais de R$ 200 mil de investimentos.

Desafios

Para que o conceito se dissemine mais, ganhe força no Brasil e possibilite um mercado mais competitivo e saudável, o próprio investidor precisa entender melhor o seu papel, de acordo com Allan Costa.

“Dinheiro, por si só, resolve nenhum problema. A parte mais importante do investimento está na inteligência agregada pelos investidores-anjo. Além disso, um nível maior de consciência quanto ao que esperar de um investimento como esse também é necessário. Muitas vezes, investidores ‘tradicionais’, que são acostumados a ativos convencionais como títulos do tesouro e imóveis, resolvem se tornar investidores-anjo entendendo que a dinâmica será parecida com aquela que eles já conhecem, e isso é um equívoco. Investir em startups pressupõe assumir altíssimo nível de risco, nenhuma garantia e disposição de contribuir com o negócio. Se tudo der certo, lá na frente, o retorno pode ser extremamente positivo. Mas, via de regra, é melhor tratar esses altíssimos retornos como exceção, e não como regra”, afirma.

Como conseguir um investidor-anjo?

Se você tem uma ideia para tirar do papel, mas não sabe bem por onde começar, Allan Costa deixou algumas dicas para que seu negócio seja atraente para investidores-anjo. Veja só:

– Encontre um problema importante e crie uma solução para ele, mas de forma inovadora e criativa;

– Teste essa solução, valide sua criação no campo e certifique-se de que ela, de fato, resolve o problema imaginado;

– Composição societária é importante, já que são os sócios que irão levar o negócio à frente. Monte um time que tenha competência de gestão, comercial e tecnológica. São o sonho de consumo do investidor.

– Crie um plano de expansão que mostre uma lógica exponencial a partir do ponto em que você se encontra, defina de quanto dinheiro você precisa para fazer isso acontecer, e convença os investidores de que você é capaz de fazer o que colocou no papel. É mais simples do que parece.


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