Empreendedorismo

29 janeiro, 2020 • Empreendedorismo

Setor Imobiliário: perspectivas e desafios para 2020

Um dos setores que mais sofre quando o país entra em crise é o setor imobiliário, justamente por ser uma área que movimenta ativamente várias áreas da economia. E como todo começo de ano inspira sensações mais otimistas, tanto para os empresários como para a sociedade, decidimos conversar com quem entende do assunto para saber as perspectivas e desafios que o setor imobiliário brasileiro irá enfrentar. 

Conversamos com Marcos Augusto Netto, presidente do Sindicato da Habitação de MS (Secovi-MS) e Eli Rodrigues, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de MS (CRECI-MS) sobre o tema, e o resultado você confere no texto a seguir. 

Como era a realidade do setor imobiliário?

De acordo com Eli Rodrigues, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de MS (CRECI-MS), o setor viveu uma excelente fase entre 2008 e 2014, na qual a venda de imóveis era alta e o mercado teve um crescimento vertiginoso.

“Após atravessar esse momento, há cerca de cinco anos o mercado imobiliário se viu diante de uma crise sem precedentes, a começar pelo crédito restrito que fez com que as vendas ficassem estagnadas, demonstrando que não havia perspectiva de crescimento para o setor”, explica.

O setor imobiliário hoje 

Ainda de acordo com Eli, o momento atual é de recuperação para a área, com os bancos buscando novas modalidades para facilitar os financiamentos imobiliários. A Caixa Econômica, por exemplo, com a correção pelo IPCA e diminuição na taxa de juros, fez com que outras operadoras financeiras promovessem pacotes concorrentes.

Opinião que também é compartilhada por Marcos Augusto Netto, presidente do Sindicato da Habitação de MS (Secovi-MS). “O setor deu uma virada, houve uma queda da taxa Selic e diversos lançamentos imobiliários em 2019. Além da redução nas taxas de juros financeiros e aumento do interesse na compra de imóveis, já que o desemprego está caindo e os clientes ganhando mais confiança para assumir compromissos maiores”, explica Marcos Augusto Netto. 

Novos modelos de trabalho 

E uma das realidades do setor imobiliário atual é a popularização das startups e coworkings na área, como o Coworking Imobiliário em Campo Grande. Segundo Carol Nogueira, corretora de imóveis e empresária responsável pelo estabelecimento, a ideia de atuar em um espaço compartilhado é uma forma de economizar e otimizar o tempo. 

“Em 2016, começamos em um local de 12 m² e com 12 parceiros, não ficávamos todos ao mesmo tempo lá, mas quando tínhamos reuniões era mais complicado”, relembra. 

 

 

Entretanto, Carol considera que o formato ainda não está consolidado. “O profissional liberal enxerga no coworking uma forma de utilização do tempo x dinheiro que gera mais retorno, porém os corretores de imóveis ainda têm receio de atuar em um ambiente em que mais profissionais da área também estão, o que para alguns é vantagem outros enxergam como desvantagem”.

Eli Rodrigues, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de MS (CRECI-MS), acredita que os coworkings são uma opção muito mais acessível, principalmente para quem está no começo de carreira. 

Já o presidente da Secovi-MS, Marcos Augusto Netto, ainda não viu o impacto desse tipo de iniciativa em Campo Grande. “Empresas como a QuintoAndar são uma alternativa, uma opção de negócio, mas nada do tipo causou impacto em Campo Grande ainda. Entretanto é uma tendência que não tem como o mercado ir contra, pois é um meio de acirrar a concorrência”, comenta.

Os desafios que vêm por aí 

Eli acredita que o setor imobiliário tem muitos desafios a serem superados para continuar a boa fase e alcançar um nível de crescimento satisfatório. E entre os maiores desafios está associar o melhor negócio para o cliente, bem como agilidade das operadoras financeiras na liberação dos créditos destinados aos pacotes de incentivos e a redução dos requisitos necessários para a liberação dos respectivos créditos financeiros. Estamos muito otimistas de que 2020 irá consolidar o crescimento imobiliário, com muitas famílias realizando o sonho da casa própria,  como também os investidores voltando a aplicar em imóveis”, afirma. 

Além disso, ele acredita que o momento é favorável para os profissionais, tanto no setor de construção, como corretores de imóveis, a buscarem aperfeiçoamento na área de atuação.

Já Marcos Augusto Netto acredita que o desafio maior está nas mãos do desenvolvimento econômico do país. “Para este ano, o foco é crescer e andar sem sustos. O setor imobiliário tem papel de protagonista na economia brasileira, pois gera renda e empregos. E quando o país está no rumo certo, o setor retoma seu crescimento”.

Um dos setores que mais sofre quando o país entra em crise é o setor imobiliário, justamente por ser uma área que movimenta ativamente várias áreas da economia. E como todo começo de ano inspira sensações mais otimistas, tanto para os empresários como para a sociedade, decidimos conversar com quem entende do assunto para saber as perspectivas e desafios que o setor imobiliário brasileiro irá enfrentar. 

Conversamos com Marcos Augusto Netto, presidente do Sindicato da Habitação de MS (Secovi-MS) e Eli Rodrigues, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de MS (CRECI-MS) sobre o tema, e o resultado você confere no texto a seguir. 

Como era a realidade do setor imobiliário?

De acordo com Eli Rodrigues, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de MS (CRECI-MS), o setor viveu uma excelente fase entre 2008 e 2014, na qual a venda de imóveis era alta e o mercado teve um crescimento vertiginoso.

“Após atravessar esse momento, há cerca de cinco anos o mercado imobiliário se viu diante de uma crise sem precedentes, a começar pelo crédito restrito que fez com que as vendas ficassem estagnadas, demonstrando que não havia perspectiva de crescimento para o setor”, explica.

O setor imobiliário hoje 

Ainda de acordo com Eli, o momento atual é de recuperação para a área, com os bancos buscando novas modalidades para facilitar os financiamentos imobiliários. A Caixa Econômica, por exemplo, com a correção pelo IPCA e diminuição na taxa de juros, fez com que outras operadoras financeiras promovessem pacotes concorrentes.

Opinião que também é compartilhada por Marcos Augusto Netto, presidente do Sindicato da Habitação de MS (Secovi-MS). “O setor deu uma virada, houve uma queda da taxa Selic e diversos lançamentos imobiliários em 2019. Além da redução nas taxas de juros financeiros e aumento do interesse na compra de imóveis, já que o desemprego está caindo e os clientes ganhando mais confiança para assumir compromissos maiores”, explica Marcos Augusto Netto. 

Novos modelos de trabalho 

E uma das realidades do setor imobiliário atual é a popularização das startups e coworkings na área, como o Coworking Imobiliário em Campo Grande. Segundo Carol Nogueira, corretora de imóveis e empresária responsável pelo estabelecimento, a ideia de atuar em um espaço compartilhado é uma forma de economizar e otimizar o tempo. 

“Em 2016, começamos em um local de 12 m² e com 12 parceiros, não ficávamos todos ao mesmo tempo lá, mas quando tínhamos reuniões era mais complicado”, relembra. 

 

 

Entretanto, Carol considera que o formato ainda não está consolidado. “O profissional liberal enxerga no coworking uma forma de utilização do tempo x dinheiro que gera mais retorno, porém os corretores de imóveis ainda têm receio de atuar em um ambiente em que mais profissionais da área também estão, o que para alguns é vantagem outros enxergam como desvantagem”.

Eli Rodrigues, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de MS (CRECI-MS), acredita que os coworkings são uma opção muito mais acessível, principalmente para quem está no começo de carreira. 

Já o presidente da Secovi-MS, Marcos Augusto Netto, ainda não viu o impacto desse tipo de iniciativa em Campo Grande. “Empresas como a QuintoAndar são uma alternativa, uma opção de negócio, mas nada do tipo causou impacto em Campo Grande ainda. Entretanto é uma tendência que não tem como o mercado ir contra, pois é um meio de acirrar a concorrência”, comenta.

Os desafios que vêm por aí 

Eli acredita que o setor imobiliário tem muitos desafios a serem superados para continuar a boa fase e alcançar um nível de crescimento satisfatório. E entre os maiores desafios está associar o melhor negócio para o cliente, bem como agilidade das operadoras financeiras na liberação dos créditos destinados aos pacotes de incentivos e a redução dos requisitos necessários para a liberação dos respectivos créditos financeiros. Estamos muito otimistas de que 2020 irá consolidar o crescimento imobiliário, com muitas famílias realizando o sonho da casa própria,  como também os investidores voltando a aplicar em imóveis”, afirma. 

Além disso, ele acredita que o momento é favorável para os profissionais, tanto no setor de construção, como corretores de imóveis, a buscarem aperfeiçoamento na área de atuação.

Já Marcos Augusto Netto acredita que o desafio maior está nas mãos do desenvolvimento econômico do país. “Para este ano, o foco é crescer e andar sem sustos. O setor imobiliário tem papel de protagonista na economia brasileira, pois gera renda e empregos. E quando o país está no rumo certo, o setor retoma seu crescimento”.


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