Finanças

23 dezembro, 2019 • Finanças

Como trabalhar a logística de produtos temáticos e sazonais no final do ano

No final do ano, a economia brasileira fica mais aquecida por conta do décimo terceiro que é disponibilizado para os trabalhadores. De acordo com a pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), o pagamento do benefício para os mais de 699 mil trabalhadores de Mato Grosso do Sul injetou mais de R$ 2,6 bilhões na economia local.

Isso significa que as vendas estão a todo vapor nas lojas, o que reflete nas compras de estoque no final do ano. Principalmente para os empreendimentos que trabalham com produtos temáticos, o que complica um pouco mais na hora de projetar o que deve ser comprado ou não pelos empreendedores para colocar à venda.

Nesse sentido, entrevistamos o especialista em varejo, Daniel Real, para te dar algumas dicas sobre o assunto, porque a maior dificuldade está em fazer o levantamento de dados do ano anterior, comparar e projetar de forma certeira para que o ano seguinte seja melhor. Além disso, alguns empreendedores deram seus depoimentos sobre o mercado de Campo Grande neste último mês de 2019.

Como definir estoque no final do ano

Para definir a quantidade de produtos que se deve ter em estoque, é preciso comparar com as vendas do ano passado. E o mesmo vale para as compras no final do ano. 

Nesse sentido, você precisa identificar o volume de vendas no mesmo período, além de perceber se – ao longo do ano – as projeção de consumo demonstraram crescimento ou queda, para tomar uma decisão certeira.

“Se uma empresa tem crescimento de, por exemplo, 10% ao mês na média anual de janeiro a novembro, então, quem sabe, dá para esse empreendedor investir em um estoque 10% maior do que o ano anterior”, explica Daniel. 

Para fazer uma compra assertiva, você precisa:

  • medir a projeção geral das suas vendas ao longo do ano, ou em um período específico (como por exemplo datas comemorativas);
  • separar os produtos da empresa por segmentos, para se ter uma ideia real do que está sendo vendido; 
  • identificar projeção de venda em cada um desses segmentos para ver o que está sendo mais e menos vendido, isso irá nortear suas próximas compras.

E para ficar melhor e te ajudar, aplicamos tais dicas com algumas lojas de determinados segmentos para você ver como que funciona na prática.

1. Estoque no final do ano para lojas de decoração

O advogado Cláudio Gonçalves abriu a Milano Presentes e Decoração em maio de 2013 em Campo Grande. De acordo com ele, as compras específicas para o natal são feitas nos meses de fevereiro e maio, por conta das feiras em São Paulo. Os produtos já começam a ser vendidos no final do mês de setembro.

“Este ano vendemos bem, muito mais do que eu esperava Tivemos um crescimento de 30% em relação ao ano passado, talvez por conta de empreendimentos que fecharam na cidade e porque não tem muitas lojas especializadas para decoração”, explica Claudio.

A estratégia que ele adota quando possui produtos parados é fazer uma queima de estoque. Então, geralmente, na segunda quinzena de dezembro o empresário lança uma promoção para tentar vender todos os produtos, porque no segmento em que ele atua, o estoque precisa ser renovado todos os anos.

O especialista de varejo, Daniel Real, explica que empreendimentos que trabalham com produtos sazonais realmente precisam fazer queima de estoque, mas faz um alerta. “Dependendo da linha de produto, aqueles que têm valor agregado, fazer queima de estoque pode pegar mal e criar uma cultura que o cliente sempre vai esperar pela promoção e isso é prejudicial para o varejo”.

2. Estoque no final do ano para lojas de brinquedos e roupas infantis

A loja Maria & Luccas, inaugurada em junho de 2012 pela contadora e empreendedora Yara Alves, tem como plano superar as vendas ano após ano. Para isso, a estratégia adotada pela empreendedora é comprar os produtos com preços mais acessíveis para vender com mais facilidade ao longo do ano, fazendo queima de estoque, se necessário, de setembro a dezembro.

Daniel Real exemplifica como separar os produtos por segmentos. “As lojas precisam projetar crescimento ou queda para fazer uma compra assertiva e é importante separar os produtos por segmentos. Nesse caso, podemos exemplificar por brinquedos femininos, masculinos e unissex, porque a compra de estoque não deve ser feita com dados gerais e sim específicos de cada área do seu negócio”, explica o especialista.

3. Estoque no final do ano para lojas de roupas

A empreendedora Jessica Mota inaugurou a sua primeira loja, Doce Menina, em 2015 e a segunda sede foi aberta em junho de 2019. Como a marca trabalha com as tendências de moda, não pode deixar peças paradas no estoque. Para isso, realiza promoções e renova toda a mercadoria ao longo dos meses, principalmente quando chega na época do final do ano.

A estratégia para não ter produto parado em estoque é medir a curva de consumo e isso pode ser feito a partir de uma análise, como Daniel Real explica: “É preciso identificar datas sazonais importantes e definir tendências de consumo desses períodos. Assim fica mais fácil determinar quais linhas de produtos estão vendendo mais, e, se por acaso uma nova linha foi agregada à empresa, pode estar despontando ou não no estoque”, finaliza Daniel. 

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No final do ano, a economia brasileira fica mais aquecida por conta do décimo terceiro que é disponibilizado para os trabalhadores. De acordo com a pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), o pagamento do benefício para os mais de 699 mil trabalhadores de Mato Grosso do Sul injetou mais de R$ 2,6 bilhões na economia local.

Isso significa que as vendas estão a todo vapor nas lojas, o que reflete nas compras de estoque no final do ano. Principalmente para os empreendimentos que trabalham com produtos temáticos, o que complica um pouco mais na hora de projetar o que deve ser comprado ou não pelos empreendedores para colocar à venda.

Nesse sentido, entrevistamos o especialista em varejo, Daniel Real, para te dar algumas dicas sobre o assunto, porque a maior dificuldade está em fazer o levantamento de dados do ano anterior, comparar e projetar de forma certeira para que o ano seguinte seja melhor. Além disso, alguns empreendedores deram seus depoimentos sobre o mercado de Campo Grande neste último mês de 2019.

Como definir estoque no final do ano

Para definir a quantidade de produtos que se deve ter em estoque, é preciso comparar com as vendas do ano passado. E o mesmo vale para as compras no final do ano. 

Nesse sentido, você precisa identificar o volume de vendas no mesmo período, além de perceber se – ao longo do ano – as projeção de consumo demonstraram crescimento ou queda, para tomar uma decisão certeira.

“Se uma empresa tem crescimento de, por exemplo, 10% ao mês na média anual de janeiro a novembro, então, quem sabe, dá para esse empreendedor investir em um estoque 10% maior do que o ano anterior”, explica Daniel. 

Para fazer uma compra assertiva, você precisa:

  • medir a projeção geral das suas vendas ao longo do ano, ou em um período específico (como por exemplo datas comemorativas);
  • separar os produtos da empresa por segmentos, para se ter uma ideia real do que está sendo vendido; 
  • identificar projeção de venda em cada um desses segmentos para ver o que está sendo mais e menos vendido, isso irá nortear suas próximas compras.

E para ficar melhor e te ajudar, aplicamos tais dicas com algumas lojas de determinados segmentos para você ver como que funciona na prática.

1. Estoque no final do ano para lojas de decoração

O advogado Cláudio Gonçalves abriu a Milano Presentes e Decoração em maio de 2013 em Campo Grande. De acordo com ele, as compras específicas para o natal são feitas nos meses de fevereiro e maio, por conta das feiras em São Paulo. Os produtos já começam a ser vendidos no final do mês de setembro.

“Este ano vendemos bem, muito mais do que eu esperava Tivemos um crescimento de 30% em relação ao ano passado, talvez por conta de empreendimentos que fecharam na cidade e porque não tem muitas lojas especializadas para decoração”, explica Claudio.

A estratégia que ele adota quando possui produtos parados é fazer uma queima de estoque. Então, geralmente, na segunda quinzena de dezembro o empresário lança uma promoção para tentar vender todos os produtos, porque no segmento em que ele atua, o estoque precisa ser renovado todos os anos.

O especialista de varejo, Daniel Real, explica que empreendimentos que trabalham com produtos sazonais realmente precisam fazer queima de estoque, mas faz um alerta. “Dependendo da linha de produto, aqueles que têm valor agregado, fazer queima de estoque pode pegar mal e criar uma cultura que o cliente sempre vai esperar pela promoção e isso é prejudicial para o varejo”.

2. Estoque no final do ano para lojas de brinquedos e roupas infantis

A loja Maria & Luccas, inaugurada em junho de 2012 pela contadora e empreendedora Yara Alves, tem como plano superar as vendas ano após ano. Para isso, a estratégia adotada pela empreendedora é comprar os produtos com preços mais acessíveis para vender com mais facilidade ao longo do ano, fazendo queima de estoque, se necessário, de setembro a dezembro.

Daniel Real exemplifica como separar os produtos por segmentos. “As lojas precisam projetar crescimento ou queda para fazer uma compra assertiva e é importante separar os produtos por segmentos. Nesse caso, podemos exemplificar por brinquedos femininos, masculinos e unissex, porque a compra de estoque não deve ser feita com dados gerais e sim específicos de cada área do seu negócio”, explica o especialista.

3. Estoque no final do ano para lojas de roupas

A empreendedora Jessica Mota inaugurou a sua primeira loja, Doce Menina, em 2015 e a segunda sede foi aberta em junho de 2019. Como a marca trabalha com as tendências de moda, não pode deixar peças paradas no estoque. Para isso, realiza promoções e renova toda a mercadoria ao longo dos meses, principalmente quando chega na época do final do ano.

A estratégia para não ter produto parado em estoque é medir a curva de consumo e isso pode ser feito a partir de uma análise, como Daniel Real explica: “É preciso identificar datas sazonais importantes e definir tendências de consumo desses períodos. Assim fica mais fácil determinar quais linhas de produtos estão vendendo mais, e, se por acaso uma nova linha foi agregada à empresa, pode estar despontando ou não no estoque”, finaliza Daniel. 

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