Finanças

09 novembro, 2020 • Finanças

Entendendo o Pix: novo método de pagamento instantâneo

Desde os primeiros rumores sobre o seu lançamento, o Pix tem gerado muitas dúvidas e expectativas pelas possibilidades que representa.

A Analista de Inovação Financeira do Sebrae Nacional, Cristina Araújo, conversou com a  gente para esclarecer todas as dúvidas em relação a essa nova modalidade de pagamentos e orientar os microempreendedores a aproveitar todas as novidades que ela traz.

Com a perspectiva de revolucionar as transações financeiras no país, o Pix é uma ferramenta muito esperada para quem empreende e se apresenta como uma nova facilidade nos meios de pagamento, como alternativa ao TED/DOC e todos os prazos e taxas que eles agregam.

Sua implementação promete gerar muita competitividade nas atividades das instituições financeiras mais tradicionais, trazendo benefícios incalculáveis para os usuários.

Conceito básico do Pix

O Pix é um novo método de pagamentos que tem como característica a instantaneidade e disponibilidade de 24h por dia, nos 7 dias da semana, com a garantia de que o valor da transação cairá na mesma hora na conta do destinatário.

Além de todas essas vantagens, que vêm na contramão do praticado pelas instituições financeiras há anos, ele ainda conta com uma velocidade que surpreende: em 10 segundos, você consegue realizar um pagamento.

Mesmo ainda em fase de implementação, a adesão promete ser das melhores, já que, só no primeiro dia, mais de 5 milhões de cadastramentos de chaves foram realizadas.

As alternativas de pagamento dentro do Pix também são bastante inclusivas, permitindo que as operações sejam realizadas entre pessoas, entre pessoas e empresas e entre empresas e empresas, além de serem adotadas pelos governos.

Poderão, ainda, ser feitas a partir de leitura de QR Code (o que incluirá muito mais categorias no processo, como vendedores ambulantes e pequenos comércios, entre outros), ou pelas chaves de acesso, através de aplicativos de celular.

Segurança

Apesar de todas as dúvidas que têm surgido sobre a segurança dos dados disponibilizados no cadastro do Pix, Cristina ressalta que, até agora, não observou nenhum ponto negativo.

“O banco central, em parceria com as demais instituições financeiras, tem participado da construção desse novo modelo e a proposta é que a segurança seja uma das principais características do Pix”, explica.

Com três camadas de segurança, o Pix visa garantir que todos os usuários possam utilizá-lo realmente sem medo.

1- Identificação: a primeira barreira de segurança do Pix é a do próprio celular, que deve possuir senha, reconhecimento facial e biometria;

2- Tráfego: todo o processamento do Pix será feito em uma rede muito segura chamada RSFN, o mesmo utilizado pelo sistema financeiro nacional, que já tem muitos padrões de segurança implementados;

3- Regras internas: o próprio Pix tem regras que visam organizar todo o processo das transações e garantir a segurança dos dados compartilhados. A necessidade do cadastramento prévio das chaves de segurança e a necessidade de chaves diferentes para cada instituição financeira são exemplos dessas medidas.

Para aderirem ao Pix, as instituições financeiras precisam seguir suas regras e passar por todos os testes exigidos, além de continuarem mantendo os padrões de seguranças que já eram necessários para outros meios, como com cartões de crédito.

Além disso, para quem tem receio de cadastrar as chaves de segurança com os próprios dados, o Pix possibilitará que sejam geradas, eventualmente, chaves aleatórias através do app e, a cada pagamento realizado, disponibilizará confirmações e informações como detalhes do pagamento, orientações para próximas compras, entre outros, garantindo o total controle do usuário.

O que pode mudar no meu negócio?

Analisando as vantagens propostas pelo Pix, a possibilidade de melhora de fluxo de caixa dos pequenos negócios é motivadora, já que é livre de prazos e todo o recebimento é feito na mesma hora, além do pagamento ser muito mais simplificado, incentivando o cliente a consumir mais e com mais frequência.

O aumento da competitividade também é um importante aspecto a ser levado em conta, tendo em vista que as instituições de pagamento terão que transformar todos seus métodos para continuarem oferecendo alguma vantagem aos consumidores.

Para o e-commerce, a perspectiva é de que o Pix proporcione agilidade nas transações, já que oferecerá muito mais confiança na hora do pagamento, além de permitir que o lojista tenha muito mais controle, uma gestão de estoque mais eficiente e possibilitar uma entrega mais ágil de produtos, já que a confirmação do pagamento acontecerá na mesma hora.

Escolha a instituição a partir de suas vantagens

O Pix tem como proposta não cobrar taxas de pessoas físicas e orienta as instituições a cobrarem o valor simbólico de R$ 0,01 centavo a cada 10 transações, como taxa de manutenção.

No entanto, seguir ou não essa orientação será uma escolha da instituição financeira e, por isso, Cristina orienta seja feita muita pesquisa, levando em conta cada proposta.

Atualmente, são 34 instituições com participação obrigatória no Pix e 946 com participação facultativa. “É possível pesquisar as condições junto às instituições financeiras e tem materiais na internet e nos canais do Banco Central que vão ajudar”.

Questões técnicas

Cristina faz algumas orientações aos pequenos empreendedores e diz que, para aproveitar ao máximo as novas condições propostas pelo Pix, devem entender profundamente cada uma de suas funcionalidades.

Muitos varejistas utilizam sistemas próprios e o Pix está preparado para integrá-los, sem que haja a necessidade de cancelamentos e trocas. Se a questão for escolher um novo prestador de serviço de pagamento (PSP), deve-se lembrar de verificar as condições e contratar o recebimento.

O Pix ainda está em fase de finalização e tem uma agenda evolutiva que, segundo Cristina, conta com a proposta até mesmo de possibilitar saques futuramente.

EmConta

Quando o mercado financeiro entendeu que precisava de agilidade, a tecnologia passou a ser uma grande aliada.

O Sebrae, por meio da plataforma EmConta, que já auxilia os micro e pequenos empreendedores na hora de comparar tarifas de máquinas de cartão e de conta corrente, agora terá um comparador de tarifas do Pix.

Além disso, inovação é a nossa especialidade e, por meio de consultoria, poderemos apoiar e orientar quem deseja investir nessa nova tecnologia, por meio de consultoria.

“É realmente uma in00ovação no sistema financeiro. Com o Pix, microempreendedores ganham, clientes ganham e empresas ganham”, finaliza Cristina.

 

Consultoria Pix

O Sebrae/MS preparou uma consultoria totalmente gratuita para você utilizar essa vantagem e beneficiar a sua empresa. Clique aqui para conhecer!

Desde os primeiros rumores sobre o seu lançamento, o Pix tem gerado muitas dúvidas e expectativas pelas possibilidades que representa.

A Analista de Inovação Financeira do Sebrae Nacional, Cristina Araújo, conversou com a  gente para esclarecer todas as dúvidas em relação a essa nova modalidade de pagamentos e orientar os microempreendedores a aproveitar todas as novidades que ela traz.

Com a perspectiva de revolucionar as transações financeiras no país, o Pix é uma ferramenta muito esperada para quem empreende e se apresenta como uma nova facilidade nos meios de pagamento, como alternativa ao TED/DOC e todos os prazos e taxas que eles agregam.

Sua implementação promete gerar muita competitividade nas atividades das instituições financeiras mais tradicionais, trazendo benefícios incalculáveis para os usuários.

Conceito básico do Pix

O Pix é um novo método de pagamentos que tem como característica a instantaneidade e disponibilidade de 24h por dia, nos 7 dias da semana, com a garantia de que o valor da transação cairá na mesma hora na conta do destinatário.

Além de todas essas vantagens, que vêm na contramão do praticado pelas instituições financeiras há anos, ele ainda conta com uma velocidade que surpreende: em 10 segundos, você consegue realizar um pagamento.

Mesmo ainda em fase de implementação, a adesão promete ser das melhores, já que, só no primeiro dia, mais de 5 milhões de cadastramentos de chaves foram realizadas.

As alternativas de pagamento dentro do Pix também são bastante inclusivas, permitindo que as operações sejam realizadas entre pessoas, entre pessoas e empresas e entre empresas e empresas, além de serem adotadas pelos governos.

Poderão, ainda, ser feitas a partir de leitura de QR Code (o que incluirá muito mais categorias no processo, como vendedores ambulantes e pequenos comércios, entre outros), ou pelas chaves de acesso, através de aplicativos de celular.

Segurança

Apesar de todas as dúvidas que têm surgido sobre a segurança dos dados disponibilizados no cadastro do Pix, Cristina ressalta que, até agora, não observou nenhum ponto negativo.

“O banco central, em parceria com as demais instituições financeiras, tem participado da construção desse novo modelo e a proposta é que a segurança seja uma das principais características do Pix”, explica.

Com três camadas de segurança, o Pix visa garantir que todos os usuários possam utilizá-lo realmente sem medo.

1- Identificação: a primeira barreira de segurança do Pix é a do próprio celular, que deve possuir senha, reconhecimento facial e biometria;

2- Tráfego: todo o processamento do Pix será feito em uma rede muito segura chamada RSFN, o mesmo utilizado pelo sistema financeiro nacional, que já tem muitos padrões de segurança implementados;

3- Regras internas: o próprio Pix tem regras que visam organizar todo o processo das transações e garantir a segurança dos dados compartilhados. A necessidade do cadastramento prévio das chaves de segurança e a necessidade de chaves diferentes para cada instituição financeira são exemplos dessas medidas.

Para aderirem ao Pix, as instituições financeiras precisam seguir suas regras e passar por todos os testes exigidos, além de continuarem mantendo os padrões de seguranças que já eram necessários para outros meios, como com cartões de crédito.

Além disso, para quem tem receio de cadastrar as chaves de segurança com os próprios dados, o Pix possibilitará que sejam geradas, eventualmente, chaves aleatórias através do app e, a cada pagamento realizado, disponibilizará confirmações e informações como detalhes do pagamento, orientações para próximas compras, entre outros, garantindo o total controle do usuário.

O que pode mudar no meu negócio?

Analisando as vantagens propostas pelo Pix, a possibilidade de melhora de fluxo de caixa dos pequenos negócios é motivadora, já que é livre de prazos e todo o recebimento é feito na mesma hora, além do pagamento ser muito mais simplificado, incentivando o cliente a consumir mais e com mais frequência.

O aumento da competitividade também é um importante aspecto a ser levado em conta, tendo em vista que as instituições de pagamento terão que transformar todos seus métodos para continuarem oferecendo alguma vantagem aos consumidores.

Para o e-commerce, a perspectiva é de que o Pix proporcione agilidade nas transações, já que oferecerá muito mais confiança na hora do pagamento, além de permitir que o lojista tenha muito mais controle, uma gestão de estoque mais eficiente e possibilitar uma entrega mais ágil de produtos, já que a confirmação do pagamento acontecerá na mesma hora.

Escolha a instituição a partir de suas vantagens

O Pix tem como proposta não cobrar taxas de pessoas físicas e orienta as instituições a cobrarem o valor simbólico de R$ 0,01 centavo a cada 10 transações, como taxa de manutenção.

No entanto, seguir ou não essa orientação será uma escolha da instituição financeira e, por isso, Cristina orienta seja feita muita pesquisa, levando em conta cada proposta.

Atualmente, são 34 instituições com participação obrigatória no Pix e 946 com participação facultativa. “É possível pesquisar as condições junto às instituições financeiras e tem materiais na internet e nos canais do Banco Central que vão ajudar”.

Questões técnicas

Cristina faz algumas orientações aos pequenos empreendedores e diz que, para aproveitar ao máximo as novas condições propostas pelo Pix, devem entender profundamente cada uma de suas funcionalidades.

Muitos varejistas utilizam sistemas próprios e o Pix está preparado para integrá-los, sem que haja a necessidade de cancelamentos e trocas. Se a questão for escolher um novo prestador de serviço de pagamento (PSP), deve-se lembrar de verificar as condições e contratar o recebimento.

O Pix ainda está em fase de finalização e tem uma agenda evolutiva que, segundo Cristina, conta com a proposta até mesmo de possibilitar saques futuramente.

EmConta

Quando o mercado financeiro entendeu que precisava de agilidade, a tecnologia passou a ser uma grande aliada.

O Sebrae, por meio da plataforma EmConta, que já auxilia os micro e pequenos empreendedores na hora de comparar tarifas de máquinas de cartão e de conta corrente, agora terá um comparador de tarifas do Pix.

Além disso, inovação é a nossa especialidade e, por meio de consultoria, poderemos apoiar e orientar quem deseja investir nessa nova tecnologia, por meio de consultoria.

“É realmente uma in00ovação no sistema financeiro. Com o Pix, microempreendedores ganham, clientes ganham e empresas ganham”, finaliza Cristina.

 

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