Empreendedorismo

26 fevereiro, 2018 • Empreendedorismo

Como lidar com a sazonalidade do transporte escolar?

Gasparzinho

Em determinadas épocas do ano um negócio pode sofrer alterações de oferta e demanda. Prever este efeito da sazonalidade já no planejamento estratégico da empresa e criar alternativas para lidar com ela são atitudes fundamentais, especialmente para os pequenos negócios, que sofrem com o impacto direto nas vendas.

O transporte escolar é um exemplo de negócio influenciado diretamente pela sazonalidade. É muito comum ver diversas vans buscando crianças e adolescentes nas escolas ou em outras atividades extracurriculares, já que nem sempre os pais têm essa disponibilidade.

Mas, enquanto para as crianças as férias são sinônimo de descanso e diversão, para os profissionais do transporte escolar é um período de preocupação. Afinal, se esta for a sua única fonte de renda, o tempo parado gera problemas financeiros.

Buscando soluções

Para driblar a situação, Rodrigo de Figueiredo Gonçalves, da Gasparzinho Transporte Escolar, tem duas estratégias. Uma delas é guardar, durante os meses do ano, uma renda para ser usada nos meses de baixa. A outra é estar em dia com a documentação para fazer transporte alternativo.

“No meio do ano até que a gente não sente tanto, pois o recesso não coincide mais entre as escolas e os alunos que ficaram de recuperação acabam tendo que ir normalmente para a escola. O período mais crítico é no final do ano mesmo, meses de dezembro e janeiro. Mas daí a gente compensa levando turmas para festas de formatura ou famílias inteiras que querem ir para fazendas e chácaras dentro do perímetro urbano”, explica.

A empresa começou há 20 anos, com o seo Gaspar, pai do Rodrigo. Na metade desse caminho, o filho se tornou sócio e, com a ajuda de cursos do Sebrae/MS, principalmente na área de gestão, hoje é a fonte de renda da família, com uma frota de três vans.

Uma outra solução para enfrentar a sazonalidade é a cobrança de mensalidade mesmo durante o período de férias; prática considerada legal, desde que devidamente sinalizada em contrato.

É assim que a Bruna Alves Reis, da empresa Tio Henrique e Tia Bruna Transporte Escolar optou por trabalhar. “Quando os pais assinam o contrato em janeiro, eles já estão cientes de que o contrato é de 12 meses. Então o valor cobre nossos gastos, mesmo no período em que não há tanta movimentação”, explica.

O que é preciso para atuar na área?

Como qualquer outro negócio é preciso fazer alguns investimentos. Primeiramente o motorista deve ter habilitação na categoria D (especial para condutores de veículos que excedam oito lugares). A van deve ter o licenciamento para transporte escolar, estar em boas condições de uso e higiene, placa na cor vermelha, e contar com mais uma pessoa para acompanhar as crianças durante os trajetos. O interior deve conter um extintor de incêndio, limitadores de abertura dos vidros, entre outras especificações.

Já o motorista deve ser maior de 21 anos e não ter cometido nenhuma infração de trânsito gravíssima ou ser reincidente em infrações médias nos últimos 12 meses.

Gasparzinho

Em determinadas épocas do ano um negócio pode sofrer alterações de oferta e demanda. Prever este efeito da sazonalidade já no planejamento estratégico da empresa e criar alternativas para lidar com ela são atitudes fundamentais, especialmente para os pequenos negócios, que sofrem com o impacto direto nas vendas.

O transporte escolar é um exemplo de negócio influenciado diretamente pela sazonalidade. É muito comum ver diversas vans buscando crianças e adolescentes nas escolas ou em outras atividades extracurriculares, já que nem sempre os pais têm essa disponibilidade.

Mas, enquanto para as crianças as férias são sinônimo de descanso e diversão, para os profissionais do transporte escolar é um período de preocupação. Afinal, se esta for a sua única fonte de renda, o tempo parado gera problemas financeiros.

Buscando soluções

Para driblar a situação, Rodrigo de Figueiredo Gonçalves, da Gasparzinho Transporte Escolar, tem duas estratégias. Uma delas é guardar, durante os meses do ano, uma renda para ser usada nos meses de baixa. A outra é estar em dia com a documentação para fazer transporte alternativo.

“No meio do ano até que a gente não sente tanto, pois o recesso não coincide mais entre as escolas e os alunos que ficaram de recuperação acabam tendo que ir normalmente para a escola. O período mais crítico é no final do ano mesmo, meses de dezembro e janeiro. Mas daí a gente compensa levando turmas para festas de formatura ou famílias inteiras que querem ir para fazendas e chácaras dentro do perímetro urbano”, explica.

A empresa começou há 20 anos, com o seo Gaspar, pai do Rodrigo. Na metade desse caminho, o filho se tornou sócio e, com a ajuda de cursos do Sebrae/MS, principalmente na área de gestão, hoje é a fonte de renda da família, com uma frota de três vans.

Uma outra solução para enfrentar a sazonalidade é a cobrança de mensalidade mesmo durante o período de férias; prática considerada legal, desde que devidamente sinalizada em contrato.

É assim que a Bruna Alves Reis, da empresa Tio Henrique e Tia Bruna Transporte Escolar optou por trabalhar. “Quando os pais assinam o contrato em janeiro, eles já estão cientes de que o contrato é de 12 meses. Então o valor cobre nossos gastos, mesmo no período em que não há tanta movimentação”, explica.

O que é preciso para atuar na área?

Como qualquer outro negócio é preciso fazer alguns investimentos. Primeiramente o motorista deve ter habilitação na categoria D (especial para condutores de veículos que excedam oito lugares). A van deve ter o licenciamento para transporte escolar, estar em boas condições de uso e higiene, placa na cor vermelha, e contar com mais uma pessoa para acompanhar as crianças durante os trajetos. O interior deve conter um extintor de incêndio, limitadores de abertura dos vidros, entre outras especificações.

Já o motorista deve ser maior de 21 anos e não ter cometido nenhuma infração de trânsito gravíssima ou ser reincidente em infrações médias nos últimos 12 meses.


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