Gestão Financeira

08 agosto, 2018 • Gestão Financeira

Fintechs: democratizando o mercado financeiro com soluções inteligentes

Tradicionalmente quadrado, o mercado financeiro vem sendo revolucionado pelas Fintechs; empresas de tecnologia voltadas ao setor financeiro, que podem oferecer serviços de crédito, investimento, meios de pagamentos (como transferências de recursos, compras), câmbio, seguros e outros de uma maneira mais simples e democrática.

Fabio Neufeld, CEO e co-fundador da Kavod, explica que Fintechs são novas formas de lidar com finanças e que transformam o que antes era conhecido como convencional. “Para abrir conta em um banco digital, por exemplo, só é necessário um celular com câmera e documentos. Se precisar de ajuda para gerenciar o fluxo de caixa da sua empresa, é só baixar um aplicativo. Se você quer contratar um seguro, pode personalizar as coberturas que quer, 100% online e com atendimento de primeira”, exemplifica. 

O empresário Gabriel de Barros é responsável por uma dessas Fintechs que se esmeram em facilitar a experiência do usuário com o mercado financeiro. O NaConta é um hub de serviços financeiros que ainda está em desenvolvimento, cujo objetivo é oferecer ao empresário a oportunidade de  buscar e contratar o melhor serviço financeiro para o momento do seu negócio. Inicialmente estão disponíveis linhas de financiamento, maquininhas, contador online e conta PJ. Essas buscas e contratações alimentam o sistema com dados financeiros do empresário, que servirão para criar gráficos e estatísticas sobre o negócio, assim como fazer recomendações para melhorar a saúde financeira da empresa.

A ideia surgiu de dúvidas e demandas sobre finanças de empresários. “Percebemos que o problema era bastante complexo, por isso rodamos a metodologia HCD (Human Centered Design) para entender melhor as dores dos empresários, definir um problema claro para resolver e desenhar a solução. Foi preciso conversar muito com os empresários, sentir na pele o que eles passam. Quando o empresário precisa buscar um serviço financeiro, não sabe nem por onde começar, não entende a linguagem financeira, e muitos bancos e instituições financeiras não ajudam. O mercado é bastante concentrado, então, muitas vezes não tem para onde fugir. Percebemos que existem sim outras soluções, como Fintechs, que têm prestado bons serviços, mas que às vezes passam despercebidos pelo cliente. Conversamos com potenciais parceiros, desenhamos e redesenhamos a solução centenas de vezes, até chegarmos ao que o NaConta é hoje”, conta Gabriel.

Assim como o NaConta, existem hoje no Brasil centenas de empresas que se intitulam Fintechs. Segundo Rodrigo Soeiro Ubaldo, presidente da ABFintech (Associação Brasileira das Fintechs), existem 480 dessas startups mapeadas no país, sendo que 380 delas fazem parte da associação e 85% delas estão concentradas na Região Sudeste do país.

Ele explica que é importante para o mercado que esse movimento seja fomentado. Sob o olhar do empreendedor, cria mais opções de emprego, traz mais concorrência para um mercado extremamente concentrado e oferece ao consumidor final novas alternativas de serviço e de nível de atendimento. “Para o consumidor, as Fintechs dão acesso de uma forma totalmente descentralizada, democratizando, assim, o produto financeiro. Elas simplificam e distribuem de tal forma que conseguem chegar aonde nunca chegaram, além de oferecer condições de preços bem inferiores aos que as empresas tradicionais ofertam hoje”, pontua. Além disso, o serviço oferecido pode ser totalmente personalizado, a ponto de ofertar soluções que talvez nem o setor financeiro atual oferte.

Investimento

Para que possam continuar caminhando, as Fintechs precisam de investimentos. O modelo é tão acessível que qualquer pessoa ou empresa pode investir, seja se aproximando desse ecossistema e optando pelo investimento, como em qualquer mercado financeiro, ou simplesmente consumindo seus produtos. “Outro modo muito interessante de investimento é participar de crowdfundings promovidos por essas startups, ou seja, sites que promovem investimentos coletivos para empresas de inovação”, aponta Rodrigo.

Na prática, os consumidores têm muito a ganhar com a atuação das Fintechs. Apenas para citar alguns exemplos e empresas: o cliente pode ter redução nos juros de empréstimos com Fintechs como a Kavod Lending, para empresas e Mutual e Creditas, para pessoas físicas; pode também ter menores taxas de administração sobre o dinheiro investido com a Vérios e Warren; melhores taxas de câmbio com MeuCâmbio e Transferwise; não ter anuidade em cartões com Trigg e NuBank; transferir recursos entre pessoas com maior facilidade, agilidade, menor custo e a qualquer hora do dia com DinDin; ou comparar diferentes investimentos em uma mesma plataforma utilizando o Yubb.

A lista de Fintechs no país é grande; basta os consumidores pesquisarem e perceberem que existem diversas soluções melhores do que as do mercado financeiro tradicional.

Quem quiser saber mais sobre esse mercado deve ficar de olho na programação da Feira do Empreendedor do Sebrae/MS, que trará um bate-papo sobre o assunto no Living Lab MS.

O pré-credenciamento para a Feira do Empreendedor MS 2018 pode ser feito pelo site www.feirams.com.br, onde também está disponível a programação completa. Este processo antecipado agiliza a entrada de cada participante no evento, mas não garante vaga nas atividades da agenda, o que se dará por ordem de chegada, de acordo com a limitação de lugares nos espaços.

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