Finanças

09 dezembro, 2019 • Finanças

O que é capital de giro e por que você precisa dele?

A cada quatro empresas abertas no Brasil, duas fecham as portas antes mesmo de completarem dois anos de existência, de acordo com uma pesquisa do Sebrae. São vários os motivos para que isso aconteça e a saúde financeira da empresa é um deles, assim como a falta de atenção ao capital de giro. 

A mesma pesquisa aponta que entre as seis principais causas da falência, três delas estão diretamente ligadas a atitudes do empreendedor na gestão financeira. Nesse sentido, o capital de giro é extremamente importante e não deve ser negligenciado.

Para entender o que é o capital de giro, qual sua importância e como calculá-lo, consultamos o economista Werner Hugo Dreyer e trouxemos neste texto tudo o que você precisa saber para que a saúde financeira da sua empresa esteja sempre em dia. Confira!

O que é capital de giro?

De maneira resumida, ele está relacionado às contas financeiras que movimentam o dia a dia de uma empresa. “Um conceito importante para entendimento do capital de giro está relacionado à Necessidade de Capital de Giro (NCG). Ela indica o montante de recursos que a empresa precisa para financiar suas operações, ou seja, o valor dos recursos que a empresa precisa para que seus compromissos sejam pagos nos prazos de vencimento”, explica Werner. 

Já com relação a forma de utilização da quantia, Werner esclarece que ela deve ser usada para financiar a continuidade das operações da empresa. Como, por exemplo, o financiamento aos clientes nas vendas a prazo ou para manter estoques e recursos para pagamento aos fornecedores. “E também para pagamento de impostos, salários e demais custos e despesas operacionais”, pontua. 

Por que o capital de giro é importante?

De acordo com o economista, é importante conhecer a forma de definição do capital de giro que a empresa irá precisar “dos recursos recebidos (entradas previstas) e recursos suficientes para pagar os compromissos assumidos (saídas previstas)”, diz. 

Porém, mesmo definindo tais quantias, pode acontecer de o empreendimento, para cumprir com seus compromissos, ter que aportar recursos próprios ou de terceiros, por meio de empréstimos ou financiamentos, por exemplo.

“Com a estruturação de um fluxo de caixa, um dos instrumentos básicos para a realização de uma gestão econômico-financeira eficiente e eficaz, ao confrontar o ‘contas a receber’ com o ‘contas a pagar’, será possível acompanhar e controlar o Capital de Giro necessário para administrar a empresa”, afirma Werner. 

O que NÃO fazer na hora de estabelecer o capital de giro 

De acordo com Werner, o principal erro cometido pelos empreendedores é não ter os dados necessários para estabelecer a NCG (Necessidade de Capital de Giro).E como principal complicador, a empresa poderá ter que conviver com inadimplências e aumentar seus gastos com a operação. O que a maioria faz é recorrer a empréstimos de terceiros para arcar com o descompasso entre os valores a receber e a pagar, o que gera custos financeiros”, diz. 

E entre os resultados negativos no fluxo financeiro, que levam à necessidade de um empréstimo de capital, o economista lista três fatores principais:

  • Descasamento entre os valores a receber e a pagar;
  • Imprevistos, que por sinal sempre tem que ser considerados, mesmo que não previsíveis, podendo ser de ordem interna ou externa;
  • Operação Deficitária, ou seja, não lucrativa.

Capital de giro: como calcular

Há uma maneira simples de estabelecer a quantia necessária para o capital de giro. Isso é feito por meio do Ciclo Financeiro. ”Contudo, a empresa precisa conhecer seus principais indicadores para o cálculo”, ressalta.

Os indicadores que o economista se refere são:

  • PMR – prazo médio de recebimento (em dias), aplicado em suas vendas realizadas a prazo;
  • PME – prazo médio necessário para manter os estoques de mercadorias (em dias);
  • PMP – prazo médio de pagamento (em dias) dos fornecedores que vendem a prazo para a empresa.

Para te ajudar a calcular os indicadores em dias e obter o seu capital de giro, Werner ensina duas fórmulas. 

CICLO FINANCEIRO = PMR + PME – PMP

“O resultado da operação acima representa o Ciclo Financeiro em dias, necessários para financiar sua NCG. O resultado em dias é multiplicado pelo valor das vendas médias diárias da empresa desta maneira: NCG (Necessidade de Capital de Giro) = Ciclo Financeiro (em dias) X Vendas Médias Diárias.

Há ainda outras formas de cálculo desse importante Indicador Financeiro, a partir de dados do Balanço Patrimonial, por exemplo. Acho que é importante ressaltar que o Sebrae MS tem diversos treinamentos e palestras que versam sobre o tema Capital de Giro”, finaliza.

A cada quatro empresas abertas no Brasil, duas fecham as portas antes mesmo de completarem dois anos de existência, de acordo com uma pesquisa do Sebrae. São vários os motivos para que isso aconteça e a saúde financeira da empresa é um deles, assim como a falta de atenção ao capital de giro. 

A mesma pesquisa aponta que entre as seis principais causas da falência, três delas estão diretamente ligadas a atitudes do empreendedor na gestão financeira. Nesse sentido, o capital de giro é extremamente importante e não deve ser negligenciado.

Para entender o que é o capital de giro, qual sua importância e como calculá-lo, consultamos o economista Werner Hugo Dreyer e trouxemos neste texto tudo o que você precisa saber para que a saúde financeira da sua empresa esteja sempre em dia. Confira!

O que é capital de giro?

De maneira resumida, ele está relacionado às contas financeiras que movimentam o dia a dia de uma empresa. “Um conceito importante para entendimento do capital de giro está relacionado à Necessidade de Capital de Giro (NCG). Ela indica o montante de recursos que a empresa precisa para financiar suas operações, ou seja, o valor dos recursos que a empresa precisa para que seus compromissos sejam pagos nos prazos de vencimento”, explica Werner. 

Já com relação a forma de utilização da quantia, Werner esclarece que ela deve ser usada para financiar a continuidade das operações da empresa. Como, por exemplo, o financiamento aos clientes nas vendas a prazo ou para manter estoques e recursos para pagamento aos fornecedores. “E também para pagamento de impostos, salários e demais custos e despesas operacionais”, pontua. 

Por que o capital de giro é importante?

De acordo com o economista, é importante conhecer a forma de definição do capital de giro que a empresa irá precisar “dos recursos recebidos (entradas previstas) e recursos suficientes para pagar os compromissos assumidos (saídas previstas)”, diz. 

Porém, mesmo definindo tais quantias, pode acontecer de o empreendimento, para cumprir com seus compromissos, ter que aportar recursos próprios ou de terceiros, por meio de empréstimos ou financiamentos, por exemplo.

“Com a estruturação de um fluxo de caixa, um dos instrumentos básicos para a realização de uma gestão econômico-financeira eficiente e eficaz, ao confrontar o ‘contas a receber’ com o ‘contas a pagar’, será possível acompanhar e controlar o Capital de Giro necessário para administrar a empresa”, afirma Werner. 

O que NÃO fazer na hora de estabelecer o capital de giro 

De acordo com Werner, o principal erro cometido pelos empreendedores é não ter os dados necessários para estabelecer a NCG (Necessidade de Capital de Giro).E como principal complicador, a empresa poderá ter que conviver com inadimplências e aumentar seus gastos com a operação. O que a maioria faz é recorrer a empréstimos de terceiros para arcar com o descompasso entre os valores a receber e a pagar, o que gera custos financeiros”, diz. 

E entre os resultados negativos no fluxo financeiro, que levam à necessidade de um empréstimo de capital, o economista lista três fatores principais:

  • Descasamento entre os valores a receber e a pagar;
  • Imprevistos, que por sinal sempre tem que ser considerados, mesmo que não previsíveis, podendo ser de ordem interna ou externa;
  • Operação Deficitária, ou seja, não lucrativa.

Capital de giro: como calcular

Há uma maneira simples de estabelecer a quantia necessária para o capital de giro. Isso é feito por meio do Ciclo Financeiro. ”Contudo, a empresa precisa conhecer seus principais indicadores para o cálculo”, ressalta.

Os indicadores que o economista se refere são:

  • PMR – prazo médio de recebimento (em dias), aplicado em suas vendas realizadas a prazo;
  • PME – prazo médio necessário para manter os estoques de mercadorias (em dias);
  • PMP – prazo médio de pagamento (em dias) dos fornecedores que vendem a prazo para a empresa.

Para te ajudar a calcular os indicadores em dias e obter o seu capital de giro, Werner ensina duas fórmulas. 

CICLO FINANCEIRO = PMR + PME – PMP

“O resultado da operação acima representa o Ciclo Financeiro em dias, necessários para financiar sua NCG. O resultado em dias é multiplicado pelo valor das vendas médias diárias da empresa desta maneira: NCG (Necessidade de Capital de Giro) = Ciclo Financeiro (em dias) X Vendas Médias Diárias.

Há ainda outras formas de cálculo desse importante Indicador Financeiro, a partir de dados do Balanço Patrimonial, por exemplo. Acho que é importante ressaltar que o Sebrae MS tem diversos treinamentos e palestras que versam sobre o tema Capital de Giro”, finaliza.


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