Marketing e Vendas

06 abril, 2009 • Marketing e Vendas

O otimismo é fundamental para enfrentar a crise

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Para o pesquisador, mudar o ânimo dos consumidores é tão importante quanto lançar pacotes de socorro econômico.

Caselli: “As comparações entre a crise atual e o crash de 1929 são ridículas”

Um dos pesquisadores mais respeitados da London School of Economics, o italiano Francesco Caselli diz que não há tantos problemas estruturais para justificar tamanha queda econômica e que os pacotes de emergência terão um efeito limitado se os governos não combaterem a onda de pessimismo que paralisa os consumidores.

 

1) Porque o senhor defende que o fator psicológico tem papel fundamental na crise?

A queda acentuada da atividade econômica é provocada, em boa parte, por uma perda massiva de confiança dos consumidores e dos empresários. Mas isso pode mudar rapidamente, dependendo da capacidade dos governantes em elevar esse nível de confiança e injetar otimismo na população. Isso é tão importante agora quanto os pacotes de socorro econômico.

 

2) Bancos quebraram, montadoras estão à beira da falência e vários países ameaçam ir à bancarrota. Não é exagero dizer que a crise é psicológica?

Não estou dizendo que a crise não seja severa. Mas não estou convencido de que haja razões estruturais suficientes para justificar toda essa espiral de queda.

 

3) Por que a eleição de Barack Obama, nos Estados Unidos, não conseguiu gerar uma onda de otimismo capaz de reverter esses sentimentos negativos?

Obama perdeu uma grande oportunidade. Provavelmente, não quis pagar o custo político de parecer fora do contexto, fazendo um discurso mais otimista num momento em que todas as pessoas estavam pessimistas.

 

4) Nos últimos dias, Obama disse que os primeiros sinais de recuperação da crise nos Estados Unidos devem aparecer já no final deste ano. Qual a importância dessa nova tônica em seu discurso?

Ao analisar a Grande Depressão, muitos pesquisadores enfatizam os acertos de Franklin Roosevelt na política fiscal e no gasto público. Mas se esquecem que o presidente trabalhou muito para mudar o ânimo das pessoas. Obama tem o poder de fazer o mesmo.

 

5) Por falar na Grande Depressão, são frequentes na imprensa as comparações entre a crise atual e a de 1929. O senhor acha pertinente esse tipo de informação?

Acho ridículo. Nos primeiros 12 meses da Grande Depressão, a produção industrial caiu mais de 20%. Na crise atual, a queda é de menos de 10%. Além disso, a resposta inicial dos governos foi completamente diferente. Em 1929, o governo permitiu que os bancos falissem. Agora, há um grande esforço para salvar algumas instituições e estabilizar o mercado financeiro.

 

6) A imprensa ajudar a disseminar o pânico?

Sim. A concorrência tem levado muitos jornais e TVs a uma busca por comentários mais extremos. Esses analistas radicais chamam mais a atenção e geram audiência.

 

7) De que forma a imprensa poderia fazer uma cobertura mais equilibrada da crise?

A mídia deveria tentar ser mais verdadeira e honesta em relação à variedade de pontos de vista e não enfatizar apenas as análises mais catastróficas.

Ainda precisa de mais dicas ou quer conversar com algum consultor? Entre em contato com o SEBRAE MS.

http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/ms?codUf=13

 

Fonte: Revista Exame – Edição 940

Texto de: Nathália Fernandes – Foto: André Penteado

Enviado por: Marli Sanches (Sebrae/MS)

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Para o pesquisador, mudar o ânimo dos consumidores é tão importante quanto lançar pacotes de socorro econômico.

Caselli: “As comparações entre a crise atual e o crash de 1929 são ridículas”

Um dos pesquisadores mais respeitados da London School of Economics, o italiano Francesco Caselli diz que não há tantos problemas estruturais para justificar tamanha queda econômica e que os pacotes de emergência terão um efeito limitado se os governos não combaterem a onda de pessimismo que paralisa os consumidores.

 

1) Porque o senhor defende que o fator psicológico tem papel fundamental na crise?

A queda acentuada da atividade econômica é provocada, em boa parte, por uma perda massiva de confiança dos consumidores e dos empresários. Mas isso pode mudar rapidamente, dependendo da capacidade dos governantes em elevar esse nível de confiança e injetar otimismo na população. Isso é tão importante agora quanto os pacotes de socorro econômico.

 

2) Bancos quebraram, montadoras estão à beira da falência e vários países ameaçam ir à bancarrota. Não é exagero dizer que a crise é psicológica?

Não estou dizendo que a crise não seja severa. Mas não estou convencido de que haja razões estruturais suficientes para justificar toda essa espiral de queda.

 

3) Por que a eleição de Barack Obama, nos Estados Unidos, não conseguiu gerar uma onda de otimismo capaz de reverter esses sentimentos negativos?

Obama perdeu uma grande oportunidade. Provavelmente, não quis pagar o custo político de parecer fora do contexto, fazendo um discurso mais otimista num momento em que todas as pessoas estavam pessimistas.

 

4) Nos últimos dias, Obama disse que os primeiros sinais de recuperação da crise nos Estados Unidos devem aparecer já no final deste ano. Qual a importância dessa nova tônica em seu discurso?

Ao analisar a Grande Depressão, muitos pesquisadores enfatizam os acertos de Franklin Roosevelt na política fiscal e no gasto público. Mas se esquecem que o presidente trabalhou muito para mudar o ânimo das pessoas. Obama tem o poder de fazer o mesmo.

 

5) Por falar na Grande Depressão, são frequentes na imprensa as comparações entre a crise atual e a de 1929. O senhor acha pertinente esse tipo de informação?

Acho ridículo. Nos primeiros 12 meses da Grande Depressão, a produção industrial caiu mais de 20%. Na crise atual, a queda é de menos de 10%. Além disso, a resposta inicial dos governos foi completamente diferente. Em 1929, o governo permitiu que os bancos falissem. Agora, há um grande esforço para salvar algumas instituições e estabilizar o mercado financeiro.

 

6) A imprensa ajudar a disseminar o pânico?

Sim. A concorrência tem levado muitos jornais e TVs a uma busca por comentários mais extremos. Esses analistas radicais chamam mais a atenção e geram audiência.

 

7) De que forma a imprensa poderia fazer uma cobertura mais equilibrada da crise?

A mídia deveria tentar ser mais verdadeira e honesta em relação à variedade de pontos de vista e não enfatizar apenas as análises mais catastróficas.

Ainda precisa de mais dicas ou quer conversar com algum consultor? Entre em contato com o SEBRAE MS.

http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/ms?codUf=13

 

Fonte: Revista Exame – Edição 940

Texto de: Nathália Fernandes – Foto: André Penteado

Enviado por: Marli Sanches (Sebrae/MS)


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