Casos de Sucesso

Da cultura ao sabor

Poucas coisas revelam tanto de uma cultura como a sua comida. Ingredientes, temperos, modos de preparo, segredos centenários de família. Na origem, as tradições se perpetuam. Em novas terras, os processos migratórios chegam com o conhecimento para plantar a tradição; mas há também espaço para adaptações.

A culinária internacional, ou seja, tudo que veio – e ainda vem – de outros países e continentes, conquista muitos adeptos, por ser diferente, por ser exótica, por despertar a curiosidade. Assim, italianos, árabes e japoneses introduziram novos elementos na alimentação dos sul-mato-grossenses. A macarronada do domingo, a esfirra do lanche e o sushi do sábado já fazem parte da rotina.

Nos últimos anos, uma nova tendência tem ganhado espaço por aqui: a gastronomia étnica, que muitos confundem com a internacional. A cozinheira e educadora do Senac MS, Míriam Arazini, explica que a principal diferença entre elas é que a comida étnica não se limita ao país em si.

“Dentro de um mesmo território geográfico podem existir povos de diferentes etnias. O patrimônio histórico e cultural desse grupo étnico é que se reflete nas técnicas e ingredientes usados na elaboração e preparações de receitas típicas”, relata Míriam.

A educadora afirma que, aos poucos, o Estado vem se abrindo para essas novidades e que ainda há muito espaço e mercado a ser explorado.

“Recentemente Campo Grande viu chegar a culinária Nikkei, que é uma mistura da culinária japonesa com a peruana, e a culinária Mediterrânea também. Mas ainda há espaço para muitos outros. A própria culinária indígena local é pouco explorada e tem tantos outros como a Creole, Maori, Hindu e por aí vai”, afirma.

Além da definição, a culinária étnica se diferencia da internacional por um outro motivo: a maneira com que se expande e chega a outros países.

“Não só os movimentos migratórios, mas também o que está na moda no eixo Rio-São Paulo-Brasília. Pode saber: o que está forte ali, depois de um tempo chega aqui. Uma terceira forma da culinária étnica conquistar novos territórios é pela iniciativa de um profissional da gastronomia ou empreendedor que abraça uma causa – por motivos particulares -, vai buscar referências, pesquisa e, por fim, abre um restaurante com esse diferencial”, esclarece Míriam.

Adaptações

Apesar de serem carregadas de história, tanto a culinária internacional como a étnica estão sujeitas a adaptações, seja para incorporar ingredientes regionais, seja para tornar os pratos mais facilmente aceitos por aquelas pessoas que ainda não têm paladar acostumado a algum tempero ou ingrediente.

Volta ao mundo

Enquanto mais novidades não chegam por aqui, é possível visitar e conhecer a culinária de diversos lugares do mundo sem sair de Campo Grande.

A tradicional culinária italiana, que muitos já consideram de casa, está presente na Cantina e Pizzaria Romana, na Casa Colonial e na Cantina Masseria.

As comidas do Oriente Médio – árabe, turca, libanesa – acompanhadas das danças típicas que encantam a todos – estão no Yallah, Malabie e Ariche.

Os apimentados pratos mexicanos estão no Guacamole, a culinária chinesa está no Hong Kong e a japonesa, com tantas vertentes e inspirações, pode ser encontrada na Temakeria, no Ryori e no Madame Japô. Isso sem falar nas tradicionais barracas da Feira Central.

culinaria









Deixe seu Comentário