Empreendedorismo

16 dezembro, 2020 • Empreendedorismo

Adaptabilidade: o lado bom da mudança

Encarar as mudanças impostas pela vida nem sempre é tarefa fácil, principalmente quando existem cobranças sociais sobre o dever de manter a positividade diante de cada circunstância que se apresenta. Por outro lado, negá-las também não é nada bom para a saúde mental.

É neste momento que nos questionamos: como lidar com as mudanças de forma positiva, sem nos forçarmos a passar por elas de forma não-natural?

Desirée Cassado é Mestre em Terapias Contextuales pelo Instituto ACT de Madrid, na Espanha e Mestre em Psicologia Experimental pela Universidade de São Paulo (USP) e conversou com a gente sobre quais as melhores maneiras de lidarmos com as temidas mudanças com consciência e autorrespeito, principalmente em um cenário incerto como o que vivemos atualmente.

Confira!

Aceitar a mudança nem sempre é gostar dela

A cultura da positividade vem ganhando força e muitos adeptos, principalmente no ambiente das redes sociais. O discurso de que é necessário ver o lado bom de tudo, independentemente das circunstâncias, embora repleto de boas intenções, pode tornar-se tóxico, tendo em vista, principalmente, a situação na qual é utilizado.

Hoje, o mundo enfrenta o que talvez seja a maior crise humanitária dos últimos 100 anos e nem sempre será possível encarar tudo de forma positiva. Ainda assim, existem maneiras de enfrentar as mudanças buscando a encontrar benefícios em cada uma delas.

Para Desirée, o mito social de que todos precisam manter a positividade sobre o que está acontecendo é fundamental para o processo de adaptação. No entanto, sabendo da impossibilidade de manter essa positividade durante todo o tempo, acredita em alternativas que tornam esse enfrentamento mais saudável. “Talvez a gente não consiga se manter positivo em relação às mudanças, mas a gente pode se manter aberto. O segredo de se adaptar é a abertura, é dizer sim para as mudanças e pensar como a gente pode fazer aquilo dar certo”.

Desirée

Não é sobre positividade. É sobre coragem.

Em uma época na qual crises sociais estão cada vez mais comuns e o número de casos de doenças de cunho emocional não para de crescer, uma crise como a causada pela pandemia torna-se ainda mais delicada. Nesse cenário, dificilmente alguém seja capaz de manter a positividade nas diversas (e adversas) situações.

As mudanças, que antes eram gradativas, preferencialmente planejadas e motivadas por fatores de grande influência, agora tornam-se quase instantâneas e a disseminação da informação colabora para que seja cada vez mais complexa a tarefa de buscar estabilidade.

Apesar disso, Desirée defende que é possível dizer “sim” para a mudança, mesmo desconfiando de seu sucesso. “Não é preciso acreditar que dará certo. Dá para aceitar as mudanças mesmo tendo pensamentos negativos sobre ela. O segredo da adaptabilidade é estar corajosamente aberto à isso”, afirma.

Seja transparente no seu processo

Não existe fórmula mágica para encarar as mudanças de maneira saudável, mas enxergá-las como realmente são pode tornar o processo de aceitação menos penoso e ajudar a encontrar benefícios mesmo em situações difíceis.

Tendo em vista que o risco, que é inerente a qualquer mudança, desperta ansiedade, expectativa, angústia e, até mesmo, medo, é importante encará-lo de frente. “Toda mudança envolve sofrimento de algum nível, então, enquanto humanos que somos, não é a nossa praia. A gente não gosta, mesmo”, explica.

A estabilidade costuma ser o grande sonho de muitas pessoas e isso é uma característica que se justifica a partir do passado. Antigamente, a busca pela sonhada estabilidade era regra e as pessoas apenas confrontavam-se com mudanças quando alguma coisa ruim acontecia.

Dessa forma, é natural que essas mudanças sejam associadas a desconforto e negatividade, mas esse é um processo que pode ser ressignificado e reconstruído dentro de cada um.

“Quando a gente fala de mudança – e espera que as pessoas estejam abertas e felizes em relação a elas, é uma tarefa realmente muito difícil. Como o natural é a reagir com medo, encarar isso torna-se um ato corajoso. É uma atitude corajosa de enfrentamento”, finaliza.

Encarar as mudanças impostas pela vida nem sempre é tarefa fácil, principalmente quando existem cobranças sociais sobre o dever de manter a positividade diante de cada circunstância que se apresenta. Por outro lado, negá-las também não é nada bom para a saúde mental.

É neste momento que nos questionamos: como lidar com as mudanças de forma positiva, sem nos forçarmos a passar por elas de forma não-natural?

Desirée Cassado é Mestre em Terapias Contextuales pelo Instituto ACT de Madrid, na Espanha e Mestre em Psicologia Experimental pela Universidade de São Paulo (USP) e conversou com a gente sobre quais as melhores maneiras de lidarmos com as temidas mudanças com consciência e autorrespeito, principalmente em um cenário incerto como o que vivemos atualmente.

Confira!

Aceitar a mudança nem sempre é gostar dela

A cultura da positividade vem ganhando força e muitos adeptos, principalmente no ambiente das redes sociais. O discurso de que é necessário ver o lado bom de tudo, independentemente das circunstâncias, embora repleto de boas intenções, pode tornar-se tóxico, tendo em vista, principalmente, a situação na qual é utilizado.

Hoje, o mundo enfrenta o que talvez seja a maior crise humanitária dos últimos 100 anos e nem sempre será possível encarar tudo de forma positiva. Ainda assim, existem maneiras de enfrentar as mudanças buscando a encontrar benefícios em cada uma delas.

Para Desirée, o mito social de que todos precisam manter a positividade sobre o que está acontecendo é fundamental para o processo de adaptação. No entanto, sabendo da impossibilidade de manter essa positividade durante todo o tempo, acredita em alternativas que tornam esse enfrentamento mais saudável. “Talvez a gente não consiga se manter positivo em relação às mudanças, mas a gente pode se manter aberto. O segredo de se adaptar é a abertura, é dizer sim para as mudanças e pensar como a gente pode fazer aquilo dar certo”.

Desirée

Não é sobre positividade. É sobre coragem.

Em uma época na qual crises sociais estão cada vez mais comuns e o número de casos de doenças de cunho emocional não para de crescer, uma crise como a causada pela pandemia torna-se ainda mais delicada. Nesse cenário, dificilmente alguém seja capaz de manter a positividade nas diversas (e adversas) situações.

As mudanças, que antes eram gradativas, preferencialmente planejadas e motivadas por fatores de grande influência, agora tornam-se quase instantâneas e a disseminação da informação colabora para que seja cada vez mais complexa a tarefa de buscar estabilidade.

Apesar disso, Desirée defende que é possível dizer “sim” para a mudança, mesmo desconfiando de seu sucesso. “Não é preciso acreditar que dará certo. Dá para aceitar as mudanças mesmo tendo pensamentos negativos sobre ela. O segredo da adaptabilidade é estar corajosamente aberto à isso”, afirma.

Seja transparente no seu processo

Não existe fórmula mágica para encarar as mudanças de maneira saudável, mas enxergá-las como realmente são pode tornar o processo de aceitação menos penoso e ajudar a encontrar benefícios mesmo em situações difíceis.

Tendo em vista que o risco, que é inerente a qualquer mudança, desperta ansiedade, expectativa, angústia e, até mesmo, medo, é importante encará-lo de frente. “Toda mudança envolve sofrimento de algum nível, então, enquanto humanos que somos, não é a nossa praia. A gente não gosta, mesmo”, explica.

A estabilidade costuma ser o grande sonho de muitas pessoas e isso é uma característica que se justifica a partir do passado. Antigamente, a busca pela sonhada estabilidade era regra e as pessoas apenas confrontavam-se com mudanças quando alguma coisa ruim acontecia.

Dessa forma, é natural que essas mudanças sejam associadas a desconforto e negatividade, mas esse é um processo que pode ser ressignificado e reconstruído dentro de cada um.

“Quando a gente fala de mudança – e espera que as pessoas estejam abertas e felizes em relação a elas, é uma tarefa realmente muito difícil. Como o natural é a reagir com medo, encarar isso torna-se um ato corajoso. É uma atitude corajosa de enfrentamento”, finaliza.


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