Empreendedorismo

24 março, 2009 • Empreendedorismo

É o olho do empresário que engorda o lucro

imagemVocê tem ou já teve um sítio ou uma chácara onde administrava a distância e só ia lá uma vez por mês para pagar as contas e o caseiro?

É sócio ou já foi sócio com alguém, onde você só entrou com o dinheiro e o sócio com o trabalho e você não está presente para administrar e nunca dá lucro?

É isso o que acontece com a maioria dos empresários das indústrias de pequeno porte, eles ficam tão envolvidos com as vendas, que deixam as compras, o controle de estoque, a qualidade do produto, o fluxo de caixa, o contas a pagar, o contas a receber, a formação do preço de vendas e a lucratividade dos produtos por conta de funcionários que muitas vezes não estão preparados ou não tem a visão de conjunto da empresa.

Quase que a totalidade dessas empresas não tem sua contabilidade própria, pois ficaria caro a manutenção da mesma, mas o custo sacrifício é muito grande; as estatísticas do SEBRAE mostram a realidade da falta de assessoria que esses empresários enfrentam; 40% das empresas fecham no primeiro ano de vida; 30% fecham no segundo ano e poucas chegam ao quarto ou quinto ano de vida.

Outro fator é que os escritórios de contabilidade que faz a contabilidade dessas empresas, devido ao grande número de exigências legais, fiscais e tributárias, não conseguem assessorar gerencialmente os empresários com relação aos pontos que mencionamos acima, limitando apenas a escriturar os livros, cumprir com as inúmeras exigências e fazer o balanço patrimonial do fim do ano, no meio do ano seguinte. Só aí então, que o empresário vai saber como correu seu ultimo ano, lucro ou prejuízo, nada mais lhe resta.

O que fazer para evitar as surpresas desagradáveis?

– O empresário precisa mudar seus conceitos, deixar de ser operacional e começar a ser administrador e estrategista;
– Conhecer profundamente seu mercado e seus concorrentes;
– Implantar e monitorar o fluxo de caixa diariamente;
– Verificar mensalmente os preços das matérias-primas e a cotação de outros fornecedores; e comprar somente o necessário, sem prejudicar as vendas;
– Manter sob controle a qualidade dos produtos e a apresentação dos mesmos, através de pequenas pesquisas junto aos clientes;
– Manter um controle organizado do contas a pagar e a receber, para evitar protestos desnecessários por falta de pagamento ou não receber suas duplicatas por descontrole;
– Manter atualizado os cálculos de formação de preços de venda, evitando ou conhecendo a alta do preço das matérias ou alta de despesas do processo produtivo;
– Estar sempre atualizado com relação ao preço dos concorrentes, como também as novas oportunidades de mercado;
– Estabelecer objetivos e estratégias claras para sua empresa, com a participação e colaboração dos funcionários, tratando-os como parceiros;
– Administrar esses objetivos e estratégias através de índices de desempenhos comuns e de conhecimento de todos, mudando as estratégias quando necessário;

Caso tenha dificuldade com essas pequenas e necessárias mudanças, troque idéias com outro empresário amigo, dedique algum tempo com leitura mais técnica sobre o assunto, freqüente sua entidade de classe ou peça alguma sugestão ao SEBRAE, ou se for o caso contrate um profissional por um pequeno período para lhe ensinar o caminho das pedras.

A empresa é sua, você tem que administrá-la, da melhor maneira possível se quiser permanecer n no mercado; não se esqueça, “é o olho do dono que engorda o boi”.

Autor: Claudio Raza
Administrador de Empresas, Economista, Contador, Pós-Graduado em Gestão de Pessoas para Negócio,
Professor Universitário, mais de 35 anos assessorando empresas.

imagemVocê tem ou já teve um sítio ou uma chácara onde administrava a distância e só ia lá uma vez por mês para pagar as contas e o caseiro?

É sócio ou já foi sócio com alguém, onde você só entrou com o dinheiro e o sócio com o trabalho e você não está presente para administrar e nunca dá lucro?

É isso o que acontece com a maioria dos empresários das indústrias de pequeno porte, eles ficam tão envolvidos com as vendas, que deixam as compras, o controle de estoque, a qualidade do produto, o fluxo de caixa, o contas a pagar, o contas a receber, a formação do preço de vendas e a lucratividade dos produtos por conta de funcionários que muitas vezes não estão preparados ou não tem a visão de conjunto da empresa.

Quase que a totalidade dessas empresas não tem sua contabilidade própria, pois ficaria caro a manutenção da mesma, mas o custo sacrifício é muito grande; as estatísticas do SEBRAE mostram a realidade da falta de assessoria que esses empresários enfrentam; 40% das empresas fecham no primeiro ano de vida; 30% fecham no segundo ano e poucas chegam ao quarto ou quinto ano de vida.

Outro fator é que os escritórios de contabilidade que faz a contabilidade dessas empresas, devido ao grande número de exigências legais, fiscais e tributárias, não conseguem assessorar gerencialmente os empresários com relação aos pontos que mencionamos acima, limitando apenas a escriturar os livros, cumprir com as inúmeras exigências e fazer o balanço patrimonial do fim do ano, no meio do ano seguinte. Só aí então, que o empresário vai saber como correu seu ultimo ano, lucro ou prejuízo, nada mais lhe resta.

O que fazer para evitar as surpresas desagradáveis?

– O empresário precisa mudar seus conceitos, deixar de ser operacional e começar a ser administrador e estrategista;
– Conhecer profundamente seu mercado e seus concorrentes;
– Implantar e monitorar o fluxo de caixa diariamente;
– Verificar mensalmente os preços das matérias-primas e a cotação de outros fornecedores; e comprar somente o necessário, sem prejudicar as vendas;
– Manter sob controle a qualidade dos produtos e a apresentação dos mesmos, através de pequenas pesquisas junto aos clientes;
– Manter um controle organizado do contas a pagar e a receber, para evitar protestos desnecessários por falta de pagamento ou não receber suas duplicatas por descontrole;
– Manter atualizado os cálculos de formação de preços de venda, evitando ou conhecendo a alta do preço das matérias ou alta de despesas do processo produtivo;
– Estar sempre atualizado com relação ao preço dos concorrentes, como também as novas oportunidades de mercado;
– Estabelecer objetivos e estratégias claras para sua empresa, com a participação e colaboração dos funcionários, tratando-os como parceiros;
– Administrar esses objetivos e estratégias através de índices de desempenhos comuns e de conhecimento de todos, mudando as estratégias quando necessário;

Caso tenha dificuldade com essas pequenas e necessárias mudanças, troque idéias com outro empresário amigo, dedique algum tempo com leitura mais técnica sobre o assunto, freqüente sua entidade de classe ou peça alguma sugestão ao SEBRAE, ou se for o caso contrate um profissional por um pequeno período para lhe ensinar o caminho das pedras.

A empresa é sua, você tem que administrá-la, da melhor maneira possível se quiser permanecer n no mercado; não se esqueça, “é o olho do dono que engorda o boi”.

Autor: Claudio Raza
Administrador de Empresas, Economista, Contador, Pós-Graduado em Gestão de Pessoas para Negócio,
Professor Universitário, mais de 35 anos assessorando empresas.


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