Dicas de Empreendedorismo

Nova Aposta do Digital: o Retorno das Lojas Físicas

Depois da explosão do comércio eletrônico nas últimas décadas, a nova tendência mundial é a abertura de lojas físicas das marcas e negócios que até então estavam presentes somente na internet, expandindo o seu público e proporcionando uma experiência diferenciada, mais sensitiva e tátil, ao consumidor.


Depois da explosão do comércio eletrônico nas últimas décadas, a nova tendência mundial é a abertura de lojas físicas das marcas e negócios que até então estavam presentes somente na internet, expandindo o seu público e proporcionando uma experiência diferenciada, mais sensitiva e tátil, ao consumidor.


O desenvolvedor de sistemas Pedro Ricardo de Araújo Bispo, 26 anos, passa mais tempo na frente de uma tela de computador do que em qualquer outra atividade. Além do trabalho 100% digital, suas horas de folga geralmente são ocupadas com jogos online. Vivendo de forma tão conectada, seria natural pensar que todas as suas compras são feitas em lojas virtuais, que hoje em dia oferecem produtos e serviços suficientes para suprir todas as necessidades de consumo da nossa vida.

Não é esse o caso de Pedro. “Compro produtos eletrônicos e entretinimento online, mas quando se trata de roupas e calçados, itens pessoais em geral, prefiro o velho e bom método tradicional. Recorro às lojas físicas porque posso provar e comprovar se o produto tem o conforto que espero. Provo e, se ficar bom, levo”, conta. Ele diz que essa preferência se deve à falta de paciência com o tempo de troca quando o produto comprado virtualmente não atende à expectativa.

O exemplo do desenvolvedor de sistemas representa bem uma tendência mundial, depois da explosão do comércio eletrônico nas últimas décadas: a migração de marcas nascidas na internet para as lojas físicas, que proporcionam a experiência sensitiva e o consumidor pode ver, tocar, cheirar, ouvir e até morder, se for o caso. Até a Amazon.com, maior varejista online do mundo, rendeu-se a essa realidade ao abrir pontos de coleta e troca de mercadorias com atendentes.

Um levantamento realizado em 2015 pela Nielsen Company, empresa germânico-americana de pesquisa de mercado, mostrou que 55% dos consumidores brasileiros já fazem suas compras utilizando mais de três canais. A mesma pesquisa identificou, no entanto, que mais de 80% do varejo no Brasil se dá nas lojas físicas. E isso continua ocorrendo mesmo diante das 45 mil lojas virtuais em atividade somente no Brasil, de acordo com a Ebit, empresa especializada em reputação de lojas no ambiente online.

Quando apostar em lojas físicas?

Se você tem uma loja virtual, está na hora de abrir lojas de tijolo e concreto para se diferenciar num universo de milhares de concorrentes? Para o publicitário e consultor do Sebrae Josué dos Anjos, a pergunta não tem uma resposta simples e padrão. “A decisão por loja física ou virtual, ou as duas, depende do tipo de negócio e de como o mercado está reagindo ao seu negócio. O ponto de decisão está no entendimento das necessidades e desejos do seu cliente, onde e como ele quer comprar. E isso independe de tamanho do negócio”, avalia.

O consultor concorda que quanto mais experiências sensoriais o lojista conseguir proporcionar ao consumidor, maiores serão as chances de fechar a venda. “Mais do que ver o produto, o cliente precisa senti-lo e experimentá-lo. Por isso, vale a pena ter um bom showroom, onde o cliente pode conhecer o produto nos detalhes, tirar dúvidas com os vendedores e, então, concluir a compra nos computadores disponíveis”, ressalta.

Se você tem e-commerce de nicho, também vale a pena oferecer um espaço físico? Neste caso, Josué recomenda ainda mais prudência, considerando que os e-commerces de nicho – cujos produtos são direcionados a públicos muito específicos – geralmente têm mais sucesso no ambiente online, pois conseguem reunir mais facilmente o grupo de interesse. “Neste caso, a loja física demandará um investimento maior para garantir que esse público específico tome conhecimento e visite a empresa, tanto nas áreas de estrutura física quanto marketing e relacionamento humanizado, acrescenta.

O melhor dos dois mundos

A mensagem que os especialistas no assunto parecem ter identificado é que, cada vez mais, o consumidor quer as duas opções com a maior comodidade possível, ou seja, a conveniência de ter o melhor dos dois mundos. Além disso, fica claro também que o comércio eletrônico não vai acabar com o físico, e vice-versa, e que esses dois meios de venda do varejo não podem caminhar separados, com estratégias e objetivos divergentes.

“Qualquer que seja a sua decisão, você precisa ter em mente que não deve partir para o mercado físico, ou o contrário, apenas para seguir uma tendência, sem um amplo estudo de mercado, que indicará quando e como abrir o novo negócio e, principalmente, identificará se há demanda ou muita oferta no segmento. Toda abertura de negócio deve ser muito estudada e bem planejada”, complementa Josué, recomentando que, antes de decidir, o empreendedor busque atendimento especializado, como as consultorias e cursos do Sebrae, por exemplo.

Para saber mais, procure o Sebrae.

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