Finanças

17 agosto, 2020 • Finanças

O que fazer quando meu pedido de crédito for recusado?

O terceiro webinar da Jornada do Crédito abordou uma questão extremamente importante: a negativa do pedido de crédito. Juntamente com Vanussa Zanardi, representando o banco Santander, e André Silva, do Bradesco, o consultor e economista Hudson Garcia conduziu o bate-papo sobre o tema e deu dicas valiosas aos empreendedores.

Tudo de mais relevante que foi debatido durante a transmissão nós reunimos neste post para te ajudar a entender melhor sobre o processo de concessão de crédito e financiamento das instituições financeiras.

Quais os principais impeditivos para conseguir crédito?

De acordo com Hudson, no começo da pandemia da COVID-19, a recusa do crédito e financiamento estava na faixa dos 70%. Mas, conforme o tempo foi passando – e a situação econômica se mostrando mais complicada – esse índice foi abaixando.

E o economista deixou claro que a negativa sempre é acompanhada de um “porquê”. De acordo com André Silva, do banco Bradesco, a maior parte das recusas é derivada da incerteza sobre o real valor do crédito que o empresário precisa, da não transparência com os números e a dificuldade de o empreendedor enxergar o banco como parceiro.

Já Vanussa Zanardi, do Santander, enfatizou a organização financeira. Explicando que é  necessário que o empresário conheça sua empresa para entender que o valor que está pleiteando é possível, assim como o prazo para pagamento está dentro da capacidade da empresa.

Hudson Garcia enumerou para o público quais são os fatores determinantes para a recusa do crédito por parte da instituição financeira. Confira:

1 – Restrição

De acordo com o consultor, cerca de 33% dos créditos negados são por conta de pendências do empresário, como no SPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), Serasa ou Cadin. A instituição financeira avalia o histórico de adimplência do empreendedor, não apenas o momento atual em que ele se encontra.

“O que muita gente não sabe, no entanto, é que os bancos também buscam restrições no nome dos sócios, donos do negócio e dos seus respectivos cônjuges”, comentou.

2 – Limite de crédito insuficiente

Os bancos também avaliam o histórico de faturamento da empresa e, consequentemente, sua capacidade de arcar com o crédito solicitado.

No caso dos micro e pequenos negócios, que não possuem a obrigação de registro na Junta Comercial, Hudson enfatiza a importância de elaborar documentos com os dados dos últimos anos ou meses,

registrando o lucro e prejuízo contábil e o relatório de faturamento que mostre a realidade da empresa.

Dessa forma, é possível provar em números o bom desempenho do negócio e dar segurança à instituição financeira na hora de conceder o crédito ou financiamento.

3 – Não dar garantia ao banco

Existe ainda uma dificuldade por parte dos empresários em atrelar uma garantia à operação financeira. Porém o consultor explica que isso faz parte do processo de avaliação do pedido de crédito e dá ao banco segurança, e até pode ajudar a gerar juros mais baixos na operação.

A garantia deve ser de 130% do valor do crédito ou financiamento solicitado. No caso dos MEIs, que não possuem a capacidade de oferecer essa garantia, há outras possibilidades. Como, por exemplo, o Fampe (Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas) que atua como  avalista complementar de operações de crédito ou a aquisição de uma maquininha de cartão da instituição financeira para que parte do fluxo de caixa fique com o banco como uma garantia.

“A garantia também pode ser cedida por terceiros, desde que não haja nenhuma inadimplência”, completou.

4 – Capacidade de pagamento

Novamente o economista Hudson Garcia enfatizou a questão do histórico da empresa e como ele é analisado pelo banco. No caso da capacidade de pagamento, a instituição financeira irá verificar suas estratégias para superar o momento de crise e as propostas a longo prazo, além de verificar se o crédito ou financiamento possui um destino claro.

“Para demonstrar que você terá capacidade de honrar com seu compromisso junto ao banco, é crucial ter organização financeira e um plano de negócios bem estruturado. Se ficarem dúvidas quanto a essas questões, você terá o pedido de crédito negado”, afirmou Hudson.

É possível reverter um pedido de crédito que foi negado?

De acordo com o consultor, sim! Primeiramente, o empresário precisa avaliar quais foram os critérios apontados pela instituição para negar o pedido e se é possível fazer a reversão.

“Talvez seja necessário redimensionar o projeto da empresa e ajustar o valor do crédito solicitado. Reveja o que foi apontado e como você consegue ajustar para voltar ao banco e tentar novamente”, disse.

Hudson finalizou afirmando que, mesmo que você tenha aberto sua empresa recentemente e não possui um relacionamento com o banco, você terá acesso ao crédito se conseguir comprovar que está bem planejado e que não possui as restrições citadas.

“Esse momento que estamos vivendo é uma fase que vai passar. Se você tem um bom produto/serviço e que é bem aceito no mercado, o momento é de buscar ferramentas para se “manter vivo” e isso envolve fazer sacrifícios e mudar estratégias”.

O terceiro webinar da Jornada do Crédito abordou uma questão extremamente importante: a negativa do pedido de crédito. Juntamente com Vanussa Zanardi, representando o banco Santander, e André Silva, do Bradesco, o consultor e economista Hudson Garcia conduziu o bate-papo sobre o tema e deu dicas valiosas aos empreendedores.

Tudo de mais relevante que foi debatido durante a transmissão nós reunimos neste post para te ajudar a entender melhor sobre o processo de concessão de crédito e financiamento das instituições financeiras.

Quais os principais impeditivos para conseguir crédito?

De acordo com Hudson, no começo da pandemia da COVID-19, a recusa do crédito e financiamento estava na faixa dos 70%. Mas, conforme o tempo foi passando – e a situação econômica se mostrando mais complicada – esse índice foi abaixando.

E o economista deixou claro que a negativa sempre é acompanhada de um “porquê”. De acordo com André Silva, do banco Bradesco, a maior parte das recusas é derivada da incerteza sobre o real valor do crédito que o empresário precisa, da não transparência com os números e a dificuldade de o empreendedor enxergar o banco como parceiro.

Já Vanussa Zanardi, do Santander, enfatizou a organização financeira. Explicando que é  necessário que o empresário conheça sua empresa para entender que o valor que está pleiteando é possível, assim como o prazo para pagamento está dentro da capacidade da empresa.

Hudson Garcia enumerou para o público quais são os fatores determinantes para a recusa do crédito por parte da instituição financeira. Confira:

1 – Restrição

De acordo com o consultor, cerca de 33% dos créditos negados são por conta de pendências do empresário, como no SPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), Serasa ou Cadin. A instituição financeira avalia o histórico de adimplência do empreendedor, não apenas o momento atual em que ele se encontra.

“O que muita gente não sabe, no entanto, é que os bancos também buscam restrições no nome dos sócios, donos do negócio e dos seus respectivos cônjuges”, comentou.

2 – Limite de crédito insuficiente

Os bancos também avaliam o histórico de faturamento da empresa e, consequentemente, sua capacidade de arcar com o crédito solicitado.

No caso dos micro e pequenos negócios, que não possuem a obrigação de registro na Junta Comercial, Hudson enfatiza a importância de elaborar documentos com os dados dos últimos anos ou meses,

registrando o lucro e prejuízo contábil e o relatório de faturamento que mostre a realidade da empresa.

Dessa forma, é possível provar em números o bom desempenho do negócio e dar segurança à instituição financeira na hora de conceder o crédito ou financiamento.

3 – Não dar garantia ao banco

Existe ainda uma dificuldade por parte dos empresários em atrelar uma garantia à operação financeira. Porém o consultor explica que isso faz parte do processo de avaliação do pedido de crédito e dá ao banco segurança, e até pode ajudar a gerar juros mais baixos na operação.

A garantia deve ser de 130% do valor do crédito ou financiamento solicitado. No caso dos MEIs, que não possuem a capacidade de oferecer essa garantia, há outras possibilidades. Como, por exemplo, o Fampe (Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas) que atua como  avalista complementar de operações de crédito ou a aquisição de uma maquininha de cartão da instituição financeira para que parte do fluxo de caixa fique com o banco como uma garantia.

“A garantia também pode ser cedida por terceiros, desde que não haja nenhuma inadimplência”, completou.

4 – Capacidade de pagamento

Novamente o economista Hudson Garcia enfatizou a questão do histórico da empresa e como ele é analisado pelo banco. No caso da capacidade de pagamento, a instituição financeira irá verificar suas estratégias para superar o momento de crise e as propostas a longo prazo, além de verificar se o crédito ou financiamento possui um destino claro.

“Para demonstrar que você terá capacidade de honrar com seu compromisso junto ao banco, é crucial ter organização financeira e um plano de negócios bem estruturado. Se ficarem dúvidas quanto a essas questões, você terá o pedido de crédito negado”, afirmou Hudson.

É possível reverter um pedido de crédito que foi negado?

De acordo com o consultor, sim! Primeiramente, o empresário precisa avaliar quais foram os critérios apontados pela instituição para negar o pedido e se é possível fazer a reversão.

“Talvez seja necessário redimensionar o projeto da empresa e ajustar o valor do crédito solicitado. Reveja o que foi apontado e como você consegue ajustar para voltar ao banco e tentar novamente”, disse.

Hudson finalizou afirmando que, mesmo que você tenha aberto sua empresa recentemente e não possui um relacionamento com o banco, você terá acesso ao crédito se conseguir comprovar que está bem planejado e que não possui as restrições citadas.

“Esse momento que estamos vivendo é uma fase que vai passar. Se você tem um bom produto/serviço e que é bem aceito no mercado, o momento é de buscar ferramentas para se “manter vivo” e isso envolve fazer sacrifícios e mudar estratégias”.


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