Casos de Sucesso

Da ideia ao resultado: jovens enfrentam desafios para colocar o próprio negócio em prática

Estar no mercado de trabalho é um momento de muitas incertezas para os jovens. Agora, imagina ser dono do seu próprio negócio? Segundo dados divulgados na pesquisa “Perfil do Jovem Empreendedor Brasileiro”, em 2016, pela Confederação Nacional dos Jovens Empresários (CONAJE), entre os jovens que já empreendem, a faixa etária mais ativa está entre 26 e 30 anos de idade, com 35% dos entrevistados na pesquisa. Já os jovens que desejam se tornar empreendedores têm entre 21 e 25 anos. Isto sugere que existe um tempo de maturação entre ter a ideia e a vontade de empreender, e também a consequente aplicação.

Victor Gaíva, de 22 anos, faz parte desses números. Há um tempo, ele percebeu a dificuldade que as pessoas têm para encontrar um evento com seus gostos. Agora, está desenvolvendo um sistema que facilite a busca e mostre características mais específicas sobre as atividades.

Para colocar sua ideia em prática, Victor participou do Hackacity, evento realizado pelo Living Lab, unidade do Sebrae/MS, no começo de dezembro de 2017. “Eu consegui ver nesse evento o que é o Living Lab e conhecer as pessoas que estavam lá. Percebi que eu tenho uma oportunidade de fazer o que quero, um ambiente onde as pessoas não estão tentando aceitar as coisas como são, mas enxergar o problema e tentar arranjar soluções”, afirma.

Para o jovem, tudo na vida é um aprendizado e quanto mais cedo uma pessoa estiver imersa no mundo do empreendedorismo, mais rápido vai conseguir entender o que está acontecendo. “O problema é que muitos não sabem o que são capazes de fazer. Ficam presos nas incertezas. As pessoas são capazes, elas só precisam daquele empurrãozinho. E empreendedorismo é isso, a tentativa de crescer de alguma maneira, criando uma forma de sustentação e ajudando um ao outro”, complementa Vitor.

Ikaro Arruda, de 23 anos, faz parte da Engefour Jr., uma empresa júnior que está atuante desde 2015 e tem como objetivo mostrar para os acadêmicos como é a experiência do mercado de trabalho. Os participantes lidam com várias situações, desde gerenciar a parte administrativa de uma empresa – como RH, marketing, decisões estratégicas – até entender qual a melhor forma de tratar os diferentes tipos de clientes.

empreendedorismo jovem

“Eu, particularmente, além da parte de programação, estou aprendendo bastante a parte administrativa, então agora consigo perceber que existe uma gama muito maior do que eu imaginava que seria o mercado de trabalho, que não preciso ficar limitado ao que a grade curricular do meu curso oferece”, explica.

A acadêmica Luana Feitosa, de 23 anos, também faz parte da Engefour Jr. e já declarou interesse em abrir seu próprio negócio após a faculdade. Ela e mais um amigo já estão colocando as ideias no papel e pensam em criar uma forma de negócio parecida com o que a empresa júnior oferece. “Trabalhamos com as quatro engenharias (computação, ambiental, elétrica e civil) e percebemos que grande parte dos trabalhos envolvem os quatro segmentos. A ideia inicial é seguir esse princípio de solução completa para o cliente, mas ainda estamos estudando as áreas em específico que atenderemos e os serviços que vamos oferecer”.

E aqui vai a dica: Buscar orientações e capacitações é de fundamental importância para tirar as ideias no papel.

Na prática

A consultora do Sebrae Cláudia Marcondes, explica que a incerteza faz parte do processo de crescimento do jovem empreendedor. Existem métodos que podem auxiliar a refletir sobre comportamentos para investir no projeto de vida, como a Orientação Vocacional e o Coach de Carreira. “Essas ferramentas estimulam o jovem empreendedor a planejar o futuro alicerçado em autoconhecimento, habilidades e competências para sua futura profissão, carreira ou o próprio negócio”, afirma.

Os jovens precisam estar dispostos a tudo para fazer nascer o negócio. “Ideia por ideia todo mundo tem, só saberemos se ela vai ser boa se colocarmos em prática. Para isso, é preciso saber lidar com os erros, frustrações e diversos fatores positivos e negativos”, explica a gerente do Living Lab, Leandra Oliveira.

Ela complementa explicando que uma ideia só se transforma em algo se alguém tiver atitude. “Se a pessoa acredita bastante nessa ideia, ela tem que experimentar e o Living Lab, hoje, é um laboratório onde dá para colocar em prática. Seja participando de um processo de aceleração, trocando experiências com as pessoas que fazem palestras ou ali residem, tudo é uma troca. O mundo é colaborativo. Se der errado, ótimo, começa de novo, não há inovação sem errar, mas o principal é tentar e inovar”, finaliza.

E você jovem, está preparado para testar suas ideias? O Living Lab é um lugar onde você pode trazer suas ideias e participar de vários programas até as colocar em prática. Além disso, o Sebrae/MS também oferece palestras e capacitações para te orientar em sua jornada empreendedora.

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