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Lojas físicas: quando começar a vender pela internet?

O comerciante precisa saber que as lojas online não são apenas uma extensão das lojas físicas e precisam de planejamento, equipe e estrutura dedicada.


O comerciante precisa saber que as lojas online não são apenas uma extensão das lojas físicas e precisam de planejamento, equipe e estrutura dedicada.


“Faça já a sua compra. Preencha o formulário abaixo e em breve entraremos em contato. Obrigado”. A frase encontra-se no topo do formulário intitulado “Compra a distância” do site da Trianinha Shoes, comércio especializado em roupas, calçados e assessórios infantis. O modelo adotado pelo empresário Alexandre Fernandes, 44 anos e proprietário da loja de Campo Grande, é a geração de intenção de compra.

“Recentemente, comecei a me interessar pelo comércio eletrônico. Pesquisei muito, avaliei as questões envolvidas em abrir uma loja online, mas concluí que não seria vantajoso para o meu negócio, pois o investimento seria muito acima do retorno estimado”, relata Alexandre. A opção foi, então, investir na divulgação da loja física nas redes sociais e manter o site institucional, em que o consumidor demonstra interesse pelo produto, mas não efetiva a compra no meio eletrônico.

Para o publicitário e consultor do Sebrae Edgar da Silva Ramos, a conclusão do empresário de produtos infantis costuma ser a mais acertada para pequenos empreendedores que avaliam o momento certo e a pertinência de começar a vender também na internet. “Antes de tudo, é preciso saber que uma loja online é um novo negócio e não apenas uma extensão da loja física. Ela demanda um planejamento detalhado, uma nova equipe e nova estrutura operacional”, observa.

O empresário que deseja partir para o ambiente online, possibilitando que a venda seja finalizada diretamente no site, precisa considerar os custos com cartão de crédito, operações, logística e marketing, por exemplo, além de pessoas para cuidar do negócio, que não serão as mesmas das lojas físicas. “Muito mais do que um novo canal de vendas, será uma operação inteiramente nova, que necessitará de investimento próprio e que, sendo para atender o público local, geralmente não compensa”, acrescenta Edgar.

Intenção de compra

“Todo mundo precisa estar na internet”. Para o consultor do Sebrae, esta é uma regra básica no atual mundo dos negócios, mesmo para as lojas físicas que atuam nos segmentos mais tradicionais. Isso porque as práticas de consumo atualmente envolvem muita pesquisa e comparação de produtos e preços na internet. “Não significa, no entanto, que todo mundo precisa vender online. Se a estrutura não for adequada para isso, o resultado poderá ser negativo”, acrescenta.

Nesse sentido, Edgar recomenda que o pequeno comerciante mantenha um bom site institucional, que servirá como um portfólio da loja, com um botão “Tenho interesse”, por meio do qual o cliente poderá demonstrar a intenção de compra, deixando os dados para que o lojista entre em contato e realize a venda assistida. Com relação à venda online convencional, o grande diferencial nesse tipo de venda será a rapidez na entrega do produto, que poderá ser retirado imediatamente na loja.

Priorizar as Lojas Físicas

Com uma estratégia de geração de intenção de compra no ambiente online, o foco do pequeno negócio deve permanecer, na opinião do especialista, na localidade ou regionalidade do raio de atuação da loja, não precisando competir com os grandes players do mercado em preço e condições de pagamento. O foco na atuação local permite ao lojista investir na relação de proximidade com o cliente, que é outro grande diferencial das lojas físicas.

“Antes de tentar vender na internet, invista no seu portfólio online e, principalmente, em marketing digital e publicidade nas redes sociais para tornar a sua loja física cada vez mais conhecida. Só depois de bem estruturadas e realizadas essas estratégias, comece a pensar nas vendas finalizadas online”, aconselha Edgar.

Mesmo depois de cumpridas essas etapas, ele sugere que o lojista procure testar a aceitação de seus produtos nos marketplaces, plataformas de comércio eletrônico nas quais, dentro de um único site, várias empresas podem vender seus produtos. Essas soluções minimizam os riscos e diminuem significativamente os custos operacionais de um pequeno empreendimento.

Para saber mais, procure o Sebrae.

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Um Comentário

  1. […] do Sebrae Josué dos Anjos, a pergunta não tem uma resposta simples e padrão. “A decisão por loja física ou virtual, ou as duas, depende do tipo de negócio e de como o mercado está reagindo ao seu negócio. O […]




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