Empreendedorismo

13 janeiro, 2018 • Empreendedorismo

Eles também vão de brechó

Não é de hoje que os brechós vêm conquistando os brasileiros: em cinco anos, o setor cresceu 210%. Só em 2015, surgiram cerca de 13,2 mil negócios especializados no comércio de produtos usados em todo o país.

Roupas, calçados, acessórios, bolsas… é só dar uma volta em um brechó para perceber a quantidade de roupas femininas e infantis, já que as mulheres descartam peças com mais frequência e as crianças perdem roupas com facilidade. Mas… e o público masculino?

Segundo Nathália Grabowski, empresária no Itinerante Brechó, a dificuldade é encontrar pessoas desapegando de roupas masculinas. “São mais difíceis de achar para revender porque os homens, em sua maioria, não ligam muito para moda, tendência, e não descartam roupas com facilidade. Homem compra e usa a peça até gastar”, comenta.

Juliana Amâncio, acadêmica de pedagogia que há dois anos administra um grupo numa rede social chamado Brechó de Roupas Masculinas, também afirma que a dificuldade para encontrar roupas para vender é maior do que a de ter pessoas para comprar. “Muitos homens não veem necessidade de comprar roupas novas e muitos deles não vendem o que já possuem, jogam fora”, afirma. Ela percebeu que seu público procura roupas, principalmente, para trabalhar. “A maior demanda é por calças jeans, botas e camisetas. Apesar de ter pouca entrada, a procura só cresce”, conta.

A ideia do negócio surgiu para atender uma demanda pessoal. “Precisei me desfazer das roupas do meu filho e também já tinha procurado um brechó para o meu marido. Mas nada de encontrar. Conversando com outras pessoas, percebi que tinham o mesmo problema e que esse poderia ser um nicho interessante. Assim, pensei na possibilidade de abrir um brechó online para vender e trocar peças masculinas”, conta.

E se Nathália e Juliana encontram dificuldade em comprar os produtos para os seus brechós, a Beto Veste Bem impressiona pela quantidade de peças masculinas expostas em suas araras. “Eu trabalho com uma média de 1.500 calças penduradas no mostruário; no depósito tem cerca de 3.000 calças masculinas e camisas. Temos que repor todo dia porque vende muito. É engano do pessoal falar que roupa de homem não vende! O problema é não ter onde comprar. Porque homem gasta sim muita roupa”, conta Gilberto de Souza, proprietário do brechó.

Há 26 anos trabalhando somente com roupa usada, Gilberto também percebeu que a maior dificuldade era encontrar as roupas masculinas para comprar e revender. Foi aí que um dia, andando pelas ruas de Curitiba, veio uma ideia: passar de casa em casa trocando brinquedos por roupas.

Apesar das dificuldades, o empresário viu nas trocas um meio de fazer o seu sonho acontecer. “As pessoas não dão muita credibilidade. Minha família mesmo foi a primeira a falar que não daria certo, que eu passaria fome”, conta. Mas ele insistiu, e hoje tem equipes passando de kombi e trocando brinquedos por roupas no Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.

Bem acolhido em Campo Grande-MS, Gilberto expandiu seu negócio e já possui três lojas. O progresso aconteceu com muito esforço. “Procurei alguns bancos para financiar, mas não encontrei muita ajuda. Quando falava de roupa usada eles não queriam investir. Não valorizavam nosso trabalho e eu acabei montando tudo sozinho e com ideias da minha própria cabeça”, conta.

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