Empreendedorismo

21 outubro, 2020 • Empreendedorismo

Hotelaria e do Turismo: expectativa para a alta temporada e cenários futuros

A interrupção no fluxo da atividade turística por conta da pandemia provocou mudanças muito rápidas no mercado, despertando nas empresas do setor a necessidade de mudanças em seus modelos de gestão e de adaptação aos protocolos de biossegurança e também às novas necessidades dos turistas.

Para entendermos um pouco melhor o cenário atual, as expectativas e ações fundamentais para os empresários do setor se prepararem para a alta temporada, convidamos a empresária Fernanda Maia, especialista em Turismo de Experiência, o administrador Idevaldo Junior, com know how na Gestão do Empreendimento Turístico, e a sócia proprietária GO Consultoria e Presidente HSMAI Brasil, Gabriela Otto, que traz as perspectivas para o setor de hotelaria.

O cenário atual

O mercado está retomando gradativamente e os turistas começam a viajar à medida que se sentem mais seguros com relação à pandemia.

O turismo de lazer é uma forte tendência para o turismo regional, por serem viagens mais curtas e que podem ser realizadas em veículos próprios. São destinos que oferecem atrativos ao ar livre e de contato com a natureza e com menos aglomeração,.

É preciso reavaliar custos mais de perto, refazer processos, investir em biossegurança e, finalmente, priorizar a venda direta. Ponto positivo para quem tem um pequeno negócio, pois a prestação de serviço pode ser ainda mais exclusiva, o que é um diferencial e agrega valor para o cliente.



 

O que agrega valor para os clientes atualmente?

De acordo com a especialista em Turismo de Experiência, Fernanda Maia, o que as pessoas estão buscando neste novo cenário inclui: segurança, conexão humana, simplicidade, autenticidade, sustentabilidade, cantinhos analógicos e valorização do tempo. 

“Conseguir levar conhecimento através dos cinco sentidos, fazer com que o cliente deixe de ser um mero observador e passe a ser o protagonista, ter empatia, uma abordagem one-to-one e gerar conexão. O caminho é longo, exige sensibilidade, mas as possibilidades são infinitas. Transformar todo o potencial de uma empresa em experiência é um desafio que tem que ser compartilhado e conquistado em conjunto. Colaboradores, gestores e comunidade têm que se envolver para conseguir desenvolver esse caminho sustentável para os negócios”, explica.

Como garantir mais segurança no seu negócio?

Para ofertar seus produtos e serviços com mais segurança, é necessário implantar mecanismos de fiscalização e comunicar amplamente ao mercado, por meio das mídias digitais.

Os protocolos de biossegurança com certeza afetam não só as atividades de turismo, mas o cotidiano das pessoas, seja em casa, no trabalho ou nas atividades de lazer e viagens, porém são necessários para a proteção de consumidores, trabalhadores, comunidades e municípios visitados.

De acordo com o especialista em Gestão do Empreendimento Turístico, Idevaldo Junior, investir em segurança aumenta os custos do empreendimento, mas são necessários.

As regras de distanciamento social por si só aumentam o custo dos empreendimentos, uma vez que o investimento realizado atenderá menos clientes por metro quadrado de construção. A necessidade de investimentos em adaptações e os custos operacionais também são influenciados, mas as empresas que buscam competitividade precisam entendê-los como uma necessidade”, explica.

Como agregar valor ao seu empreendimento

De acordo com Fernanda Maia, o turismo de experiência deve unir gastronomia e cultura, esporte e lazer, religião e entretenimento, além de ressaltar a história de um povo, proporcionando sensações que agregam valor e criam conexão emocional.

Por isso é preciso colocar em prática esse conceito em gerar conexão com os seus clientes, transformando serviços e produtos em experiências.

Minha dica é que os gestores aproveitem este momento para buscar o propósito dos seus negócios, conectem-se aos seus colaboradores, parceiros, fornecedores e clientes. Entendam que as pessoas não compram o que nós fazemos, elas compram o porquê fazemos”, explica.

Para o setor de hotelaria, Gabriela Otto dá as seguintes dicas:

  • Oferecer benefícios extras ao invés de baixar tarifa.
  • Parcerias com serviços locais.
  • Entender que tipo de público é mais sensível a preço e qual segmento está disposto a pagar pelo que você entrega. Vamos valorizar esse último nos períodos de alta.

Qual a expectativa para a alta temporada?

Pesquisa do Ministério do Turismo mostra que quase 30% dos brasileiros pretendem viajar na alta temporada. Destes, mais de 80% pretendem viajar dentro do país e descobrir atrativos nacionais.

“Teremos a oportunidade de ‘apresentar’ o Brasil para os brasileiros. Essa é uma ótima oportunidade para impulsionar o mercado e ao mesmo tempo gerar conhecimento e amor próprio. Valorizar o que está perto e é nosso é um processo importante de mudança que futuramente irá refletir no aumento do fluxo turístico”, finaliza Fernanda Maia.

Já para Idevaldo Junior, a expectativa para a alta temporada permite às empresas do setor, recuperarem parte das perdas ocasionadas pela pandemia e que todo o planejamento deve considerar que a ela ainda é uma realidade, assim como deve ser considerado o cenário de risco de uma nova onda de contaminação.

É importante a união de empresários, comunidades e governos para desenvolverem planos estratégicos de promoção dos destinos, com responsabilidade, permitindo a recuperação do setor e a criação de um cenário de crescimento, prevendo novos investimentos”, defende.

–       No setor de hotelaria

A hotelaria corporativa cresce lentamente, pois muitas empresas têm procedimentos rígidos de biossegurança para seus viajantes, e estão autorizando somente viagens essenciais. De acordo com Gabriela Otto, antes da vacina, a recuperação desse segmento será lenta.

Com relação aos hotéis de lazer, a demanda está enorme, e muitos já estão sem disponibilidade para final do ano e início das férias de verão. Mas é importante lembrar que muitas cidades ainda não têm a liberação de ocupação 100%, as férias escolares estão com períodos diferentes, além dos dias da semana ainda estarem com baixa demanda.

Segundo Gabriela, o foco agora é aguardar a liberação gradativa da ocupação por parte dos estados e cidades, além de saber precificar de forma inteligente e assertiva.

Nos meses que passaram, os hotéis negociaram (ou deveriam ter negociado) custos operacionais e de distribuição. O momento agora é colocar toda sua expertise na melhor estratégia de venda, levando em consideração preços dinâmicos e flexibilidade no pagamento e cancelamento. E o principal de tudo: agregar valor e não diluir sua diária média em promoções desnecessárias”, explica.

Crises geram oportunidades e o Sebrae possui soluções que podem ajudar as micro e pequenas empresas a superar esse momento com foco no crescimento do setor. No Sebrae Orienta, você tem acesso a consultorias gratuitas de quatro horas para segmentos do turismo, temas como “Gestão do Empreendimento Turístico”, “Aprimoramento da Experiência Turística”, “Estratégia Hoteleira – Vendas, Marketing e Distribuição pós pandemia”, assim como para gestão financeira.

A interrupção no fluxo da atividade turística por conta da pandemia provocou mudanças muito rápidas no mercado, despertando nas empresas do setor a necessidade de mudanças em seus modelos de gestão e de adaptação aos protocolos de biossegurança e também às novas necessidades dos turistas.

Para entendermos um pouco melhor o cenário atual, as expectativas e ações fundamentais para os empresários do setor se prepararem para a alta temporada, convidamos a empresária Fernanda Maia, especialista em Turismo de Experiência, o administrador Idevaldo Junior, com know how na Gestão do Empreendimento Turístico, e a sócia proprietária GO Consultoria e Presidente HSMAI Brasil, Gabriela Otto, que traz as perspectivas para o setor de hotelaria.

O cenário atual

O mercado está retomando gradativamente e os turistas começam a viajar à medida que se sentem mais seguros com relação à pandemia.

O turismo de lazer é uma forte tendência para o turismo regional, por serem viagens mais curtas e que podem ser realizadas em veículos próprios. São destinos que oferecem atrativos ao ar livre e de contato com a natureza e com menos aglomeração,.

É preciso reavaliar custos mais de perto, refazer processos, investir em biossegurança e, finalmente, priorizar a venda direta. Ponto positivo para quem tem um pequeno negócio, pois a prestação de serviço pode ser ainda mais exclusiva, o que é um diferencial e agrega valor para o cliente.



 

O que agrega valor para os clientes atualmente?

De acordo com a especialista em Turismo de Experiência, Fernanda Maia, o que as pessoas estão buscando neste novo cenário inclui: segurança, conexão humana, simplicidade, autenticidade, sustentabilidade, cantinhos analógicos e valorização do tempo. 

“Conseguir levar conhecimento através dos cinco sentidos, fazer com que o cliente deixe de ser um mero observador e passe a ser o protagonista, ter empatia, uma abordagem one-to-one e gerar conexão. O caminho é longo, exige sensibilidade, mas as possibilidades são infinitas. Transformar todo o potencial de uma empresa em experiência é um desafio que tem que ser compartilhado e conquistado em conjunto. Colaboradores, gestores e comunidade têm que se envolver para conseguir desenvolver esse caminho sustentável para os negócios”, explica.

Como garantir mais segurança no seu negócio?

Para ofertar seus produtos e serviços com mais segurança, é necessário implantar mecanismos de fiscalização e comunicar amplamente ao mercado, por meio das mídias digitais.

Os protocolos de biossegurança com certeza afetam não só as atividades de turismo, mas o cotidiano das pessoas, seja em casa, no trabalho ou nas atividades de lazer e viagens, porém são necessários para a proteção de consumidores, trabalhadores, comunidades e municípios visitados.

De acordo com o especialista em Gestão do Empreendimento Turístico, Idevaldo Junior, investir em segurança aumenta os custos do empreendimento, mas são necessários.

As regras de distanciamento social por si só aumentam o custo dos empreendimentos, uma vez que o investimento realizado atenderá menos clientes por metro quadrado de construção. A necessidade de investimentos em adaptações e os custos operacionais também são influenciados, mas as empresas que buscam competitividade precisam entendê-los como uma necessidade”, explica.

Como agregar valor ao seu empreendimento

De acordo com Fernanda Maia, o turismo de experiência deve unir gastronomia e cultura, esporte e lazer, religião e entretenimento, além de ressaltar a história de um povo, proporcionando sensações que agregam valor e criam conexão emocional.

Por isso é preciso colocar em prática esse conceito em gerar conexão com os seus clientes, transformando serviços e produtos em experiências.

Minha dica é que os gestores aproveitem este momento para buscar o propósito dos seus negócios, conectem-se aos seus colaboradores, parceiros, fornecedores e clientes. Entendam que as pessoas não compram o que nós fazemos, elas compram o porquê fazemos”, explica.

Para o setor de hotelaria, Gabriela Otto dá as seguintes dicas:

  • Oferecer benefícios extras ao invés de baixar tarifa.
  • Parcerias com serviços locais.
  • Entender que tipo de público é mais sensível a preço e qual segmento está disposto a pagar pelo que você entrega. Vamos valorizar esse último nos períodos de alta.

Qual a expectativa para a alta temporada?

Pesquisa do Ministério do Turismo mostra que quase 30% dos brasileiros pretendem viajar na alta temporada. Destes, mais de 80% pretendem viajar dentro do país e descobrir atrativos nacionais.

“Teremos a oportunidade de ‘apresentar’ o Brasil para os brasileiros. Essa é uma ótima oportunidade para impulsionar o mercado e ao mesmo tempo gerar conhecimento e amor próprio. Valorizar o que está perto e é nosso é um processo importante de mudança que futuramente irá refletir no aumento do fluxo turístico”, finaliza Fernanda Maia.

Já para Idevaldo Junior, a expectativa para a alta temporada permite às empresas do setor, recuperarem parte das perdas ocasionadas pela pandemia e que todo o planejamento deve considerar que a ela ainda é uma realidade, assim como deve ser considerado o cenário de risco de uma nova onda de contaminação.

É importante a união de empresários, comunidades e governos para desenvolverem planos estratégicos de promoção dos destinos, com responsabilidade, permitindo a recuperação do setor e a criação de um cenário de crescimento, prevendo novos investimentos”, defende.

–       No setor de hotelaria

A hotelaria corporativa cresce lentamente, pois muitas empresas têm procedimentos rígidos de biossegurança para seus viajantes, e estão autorizando somente viagens essenciais. De acordo com Gabriela Otto, antes da vacina, a recuperação desse segmento será lenta.

Com relação aos hotéis de lazer, a demanda está enorme, e muitos já estão sem disponibilidade para final do ano e início das férias de verão. Mas é importante lembrar que muitas cidades ainda não têm a liberação de ocupação 100%, as férias escolares estão com períodos diferentes, além dos dias da semana ainda estarem com baixa demanda.

Segundo Gabriela, o foco agora é aguardar a liberação gradativa da ocupação por parte dos estados e cidades, além de saber precificar de forma inteligente e assertiva.

Nos meses que passaram, os hotéis negociaram (ou deveriam ter negociado) custos operacionais e de distribuição. O momento agora é colocar toda sua expertise na melhor estratégia de venda, levando em consideração preços dinâmicos e flexibilidade no pagamento e cancelamento. E o principal de tudo: agregar valor e não diluir sua diária média em promoções desnecessárias”, explica.

Crises geram oportunidades e o Sebrae possui soluções que podem ajudar as micro e pequenas empresas a superar esse momento com foco no crescimento do setor. No Sebrae Orienta, você tem acesso a consultorias gratuitas de quatro horas para segmentos do turismo, temas como “Gestão do Empreendimento Turístico”, “Aprimoramento da Experiência Turística”, “Estratégia Hoteleira – Vendas, Marketing e Distribuição pós pandemia”, assim como para gestão financeira.


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