Finanças

07 dezembro, 2020 • Finanças

Provisionamento de despesas: comece agora!

O fim do ano se aproxima e, nesta época, é comum que os empresários que não constituíram uma reserva financeira ao longo dos meses anteriores se percebam em situações difíceis.

A partir de agora, as despesas aumentam significativamente com o pagamento de 13º salário, férias, encargos e contas como IPTU e IPVA. Para poder arcar com esses gastos, um planejamento financeiro bem estruturado faz toda diferença.

Para auxiliar os empresários a se organizarem, preservando a sobrevivência financeira de suas empresas nesses meses de instabilidade, conversamos com Cássio José Rodrigues, que é Contador e Consultor do Sebrae/MS e trouxe algumas dicas que farão a diferença na hora de começar o ano com as contas no azul.

Confira!

Uma boa administração financeira é feita todos os dias

É comum que as vendas na reta final do ano melhorem, mas a margem extra obtida com esse aumento de receita pode ir embora se as finanças da empresa não forem bem administradas – não só neste período, mas durante todo o ano.

“Das lições que o ano de 2020 trouxeram, talvez a mais importante seja zelar pela saúde, tanto a física como a financeira”. Cássio explica que uma empresa também precisa estar saudável para que possa enfrentar os imprevistos de forma tranquila, sem que sua existência seja colocada em risco.

Segundo ele, o funcionamento do corpo empresarial pode ser comparado ao humano: quando saudáveis, retêm mais energia (dinheiro) do que o gasta, conseguindo manter um fluxo que os possibilita avançar em velocidades mais ou menos constantes em função do ambiente externo. Desta forma, as “sobras” desta energia devem ser armazenadas para serem usadas no momento de necessidade. Essa “gordura de segurança” é o que chamamos de reservas.

Guardar dinheiro, principalmente em momentos de crises e incertezas, não é fácil, mas necessário. Criar e manter reservas financeiras, além de proporcionar mais segurança na gestão do negócio, representa um fator estratégico de crescimento, já que perdemos ótimas oportunidades quando não pagamos à vista, por exemplo, por certas mercadorias ou insumos, já que a prática costuma render bons descontos.

Esses abatimentos representam maior ganho nas vendas finais, melhorando a margem de lucro. “Em suma, vale a máxima: dinheiro faz dinheiro”, explica.

Cássio

Planeje com base na sazonalidade do seu mercado

Para ter sucesso em qualquer atividade empresarial, o segredo é planejar-se financeiramente, prevendo recebimentos e gastos mensais com a maior exatidão possível, levando em conta as sazonalidades do mercado onde a empresa está inserida e as margens de lucros desejadas.

A dica é começar hoje mesmo: coloque no papel todos os seus gastos que terá em 2021, mês a mês, como reposição de mercadorias, água, luz, telefone, folha de pagamento, impostos, empréstimos e lembre-se que em alguns meses os gastos são maiores – como no fim do ano. “Faça uma soma e veja quanto sua empresa precisa vender mensalmente para que possa, pelo menos, sobreviver – chamamos este valor de ponto de equilíbrio. O montante que venderem a mais que isso, formará sua reserva”, orienta Cássio.

Além disso, considera que os valores de reserva devem ser colocados em uma conta à parte ou, se possível, em aplicações de curto prazo, com o compromisso dos administradores de não utilizar os recursos, apenas em situações de emergência. “Caso essas emergências não ocorram, essas reservas se transformam em lucros e podem ser retiradas pelos sócios com base em uma análise do planejamento, para que não prejudique o fluxo financeiro futuro do empreendimento”.

Reveja sempre o modelo do seu negócio

Para que o orçamento anual seja fielmente executado, é importante que todos os sócios estejam comprometidos com o propósito de zelar pela organização financeira da empresa.

Como exemplo, Cássio cita as empresas do ramo de turismo, que operam em temporadas de ocupação. Nesses casos, as reservas financeiras constituídas nas altas temporadas devem ser suficientes para cobrir as despesas da baixa temporada, permitindo que a empresa permaneça “viva” quando há menor receita.

Mas, se depois de analisar e estudar cada fase anual do negócio, for verificado que não está sobrando verba para as reservas ou que as vendas não estão suprindo os custos e despesas mensais, é necessário que o modelo seja revisto e corrigido com urgência.

“Não é natural que uma empresa não gere lucro suficiente para, pelo menos, constituir uma sobra de recursos financeiros”. Nesse caso, Cássio recomenda que todos os processos da empresa sejam reavaliados.

Os erros podem estar em muitos lugares, mas com antecipação e persistência, é possível identificá-los e corrigi-los a tempo de recuperar as reservas. “Se as vendas precisarem ser alavancadas, você pode optar por ações de marketing, além de observar se não há desperdício de matéria-prima ou se o ponto comercial pode ficar mais atrativo, por exemplo”, finaliza.

O fim do ano se aproxima e, nesta época, é comum que os empresários que não constituíram uma reserva financeira ao longo dos meses anteriores se percebam em situações difíceis.

A partir de agora, as despesas aumentam significativamente com o pagamento de 13º salário, férias, encargos e contas como IPTU e IPVA. Para poder arcar com esses gastos, um planejamento financeiro bem estruturado faz toda diferença.

Para auxiliar os empresários a se organizarem, preservando a sobrevivência financeira de suas empresas nesses meses de instabilidade, conversamos com Cássio José Rodrigues, que é Contador e Consultor do Sebrae/MS e trouxe algumas dicas que farão a diferença na hora de começar o ano com as contas no azul.

Confira!

Uma boa administração financeira é feita todos os dias

É comum que as vendas na reta final do ano melhorem, mas a margem extra obtida com esse aumento de receita pode ir embora se as finanças da empresa não forem bem administradas – não só neste período, mas durante todo o ano.

“Das lições que o ano de 2020 trouxeram, talvez a mais importante seja zelar pela saúde, tanto a física como a financeira”. Cássio explica que uma empresa também precisa estar saudável para que possa enfrentar os imprevistos de forma tranquila, sem que sua existência seja colocada em risco.

Segundo ele, o funcionamento do corpo empresarial pode ser comparado ao humano: quando saudáveis, retêm mais energia (dinheiro) do que o gasta, conseguindo manter um fluxo que os possibilita avançar em velocidades mais ou menos constantes em função do ambiente externo. Desta forma, as “sobras” desta energia devem ser armazenadas para serem usadas no momento de necessidade. Essa “gordura de segurança” é o que chamamos de reservas.

Guardar dinheiro, principalmente em momentos de crises e incertezas, não é fácil, mas necessário. Criar e manter reservas financeiras, além de proporcionar mais segurança na gestão do negócio, representa um fator estratégico de crescimento, já que perdemos ótimas oportunidades quando não pagamos à vista, por exemplo, por certas mercadorias ou insumos, já que a prática costuma render bons descontos.

Esses abatimentos representam maior ganho nas vendas finais, melhorando a margem de lucro. “Em suma, vale a máxima: dinheiro faz dinheiro”, explica.

Cássio

Planeje com base na sazonalidade do seu mercado

Para ter sucesso em qualquer atividade empresarial, o segredo é planejar-se financeiramente, prevendo recebimentos e gastos mensais com a maior exatidão possível, levando em conta as sazonalidades do mercado onde a empresa está inserida e as margens de lucros desejadas.

A dica é começar hoje mesmo: coloque no papel todos os seus gastos que terá em 2021, mês a mês, como reposição de mercadorias, água, luz, telefone, folha de pagamento, impostos, empréstimos e lembre-se que em alguns meses os gastos são maiores – como no fim do ano. “Faça uma soma e veja quanto sua empresa precisa vender mensalmente para que possa, pelo menos, sobreviver – chamamos este valor de ponto de equilíbrio. O montante que venderem a mais que isso, formará sua reserva”, orienta Cássio.

Além disso, considera que os valores de reserva devem ser colocados em uma conta à parte ou, se possível, em aplicações de curto prazo, com o compromisso dos administradores de não utilizar os recursos, apenas em situações de emergência. “Caso essas emergências não ocorram, essas reservas se transformam em lucros e podem ser retiradas pelos sócios com base em uma análise do planejamento, para que não prejudique o fluxo financeiro futuro do empreendimento”.

Reveja sempre o modelo do seu negócio

Para que o orçamento anual seja fielmente executado, é importante que todos os sócios estejam comprometidos com o propósito de zelar pela organização financeira da empresa.

Como exemplo, Cássio cita as empresas do ramo de turismo, que operam em temporadas de ocupação. Nesses casos, as reservas financeiras constituídas nas altas temporadas devem ser suficientes para cobrir as despesas da baixa temporada, permitindo que a empresa permaneça “viva” quando há menor receita.

Mas, se depois de analisar e estudar cada fase anual do negócio, for verificado que não está sobrando verba para as reservas ou que as vendas não estão suprindo os custos e despesas mensais, é necessário que o modelo seja revisto e corrigido com urgência.

“Não é natural que uma empresa não gere lucro suficiente para, pelo menos, constituir uma sobra de recursos financeiros”. Nesse caso, Cássio recomenda que todos os processos da empresa sejam reavaliados.

Os erros podem estar em muitos lugares, mas com antecipação e persistência, é possível identificá-los e corrigi-los a tempo de recuperar as reservas. “Se as vendas precisarem ser alavancadas, você pode optar por ações de marketing, além de observar se não há desperdício de matéria-prima ou se o ponto comercial pode ficar mais atrativo, por exemplo”, finaliza.


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