Inovação e Tecnologia

17 janeiro, 2018 • Inovação e Tecnologia

Colaborativo em novos formatos

A ideia de reunir profissionais de diferentes áreas em um único espaço não é nova. Há pelo menos 10 anos, os chamados coworkings vêm conquistando adeptos pelo mundo todo e se tornando uma tendência vantajosa de negócio. O Brasil, inclusive, já é o líder latino-americano nesse tipo de iniciativa, que deixa de lado o conceito da pura concorrência e acredita que “a união faz a força”.

Essa realidade não está distante dos campo-grandenses. A capital de Mato Grosso do Sul conta com diferentes modelos de coworkings e tem muito mais iniciativas surgindo.

Moda, consumo consciente e resistência

Inaugurado em outubro deste ano, o ateliê colaborativo Frida-se é o refúgio de quatro mulheres que já possuíam seus projetos individuais quando o destino e a falta de grana decidiu uni-las. “No começo, a gente decidiu se juntar basicamente por motivos financeiros. Estava difícil manter um espaço sozinha”, conta Renata Dias, designer de lingeries.

Além da Renata, que faz peças íntimas e roupas sob medida da sua marca “Papoula Ateliê”, o espaço conta com a designer de bijuterias Rafaela Carretoni e seus “Achados da it’s” e com a social media Gabi Dias, que também é dona do brechó Baú Moderno.

Unir o talento dessas mulheres foi tarefa da designer de bolsas Nara Leite, que, após outras pessoas deixarem o espaço, precisava de parcerias para ajudar na gestão. “Eu tinha esse espaço enorme e nada melhor do que um lance colaborativo para gerir tudo isso”, explica.

Nara é categórica ao afirmar que a parceria só traz vantagens. “O cliente de uma pode ser de outra também. Rola uma troca e o valor agregado é o ambiente de diversidade”, defende.

A casa não tem horário fixo, o diferencial é o atendimento personalizado de cada marca. Uma vez por mês são realizados eventos que unem o trabalho das meninas e várias outras formas de arte.

Para Nara, o Frida-se não se trata apenas de um negócio bem sucedido de economia colaborativa, mas também de uma forma de empoderamento. “É uma questão de ocupar um espaço e resistir nele como mulher”, completa Nara.

 “O coletivo funciona muito melhor do que a unidade

Há cerca de 20 anos, esse é o lema de Bia Barros. Do hobby ao trabalho profissional, a artista está à frente da Associação dos Artesãos de Mato Grosso do Sul (ARTEMS), lutando pelo fortalecimento da classe artesã de Mato Grosso do Sul.

Por meio dessa instituição e com o apoio do Sebrae/MS, o artesanato sul-mato-grossense chegou até os shoppings da cidade. Hoje é possível encontrar peças de mais de 100 artesãos nos Shoppings Norte Sul Plaza, Bosque dos Ipês e no Pátio Central Shopping (que fica no centro da cidade).

“Quando tem uma loja vazia, eles nos chamam. Assim que a loja é alugada, se houver alguma outra vazia, nós vamos pra lá; se não, ficamos esperando até que surja a oportunidade”, explica.

A loja colaborativa reúne peças de diversos artistas e funciona no esquema de revezamento: a cada dia, dois artistas são escalados para vender tanto o seu trabalho quanto o dos outros colegas. As despesas com as lojas também são divididas e o cargo de gerência é rotativo; a cada três meses uma pessoa diferente assume a responsabilidade.

Proposta alternativa

Com a proposta de unir arquitetura, moda, design, fotografia e gastronomia em um só lugar, o designer Kenzo Minata buscou parceiros que acreditassem em sua ideia ousada e tirou a plataforma colaborativa Brava do papel.

O sistema é o mesmo das outras empresas: todos dividindo despesas e cooperando, apesar de desempenhar atividades distintas e independentes. Mas, ao contrário da boa aceitação que as meninas do Frida-se tiveram, Kenzo viu dificuldade em se firmar no mercado. “Foi difícil fazer os clientes acreditarem no profissionalismo de uma proposta tão alternativa”, afirma.

Hoje, o espaço conta com a marca de roupas Ludic, os serviços da tatuadora Liuana Domingues, e a Don Menegazzo, uma hamburgueria artesanal. Kenzo também organiza exposições de design gráfico e pinturas a fim de tornar o espaço uma opção de lazer cultural.

A ideia de reunir profissionais de diferentes áreas em um único espaço não é nova. Há pelo menos 10 anos, os chamados coworkings vêm conquistando adeptos pelo mundo todo e se tornando uma tendência vantajosa de negócio. O Brasil, inclusive, já é o líder latino-americano nesse tipo de iniciativa, que deixa de lado o conceito da pura concorrência e acredita que “a união faz a força”.

Essa realidade não está distante dos campo-grandenses. A capital de Mato Grosso do Sul conta com diferentes modelos de coworkings e tem muito mais iniciativas surgindo.

Moda, consumo consciente e resistência

Inaugurado em outubro deste ano, o ateliê colaborativo Frida-se é o refúgio de quatro mulheres que já possuíam seus projetos individuais quando o destino e a falta de grana decidiu uni-las. “No começo, a gente decidiu se juntar basicamente por motivos financeiros. Estava difícil manter um espaço sozinha”, conta Renata Dias, designer de lingeries.

Além da Renata, que faz peças íntimas e roupas sob medida da sua marca “Papoula Ateliê”, o espaço conta com a designer de bijuterias Rafaela Carretoni e seus “Achados da it’s” e com a social media Gabi Dias, que também é dona do brechó Baú Moderno.

Unir o talento dessas mulheres foi tarefa da designer de bolsas Nara Leite, que, após outras pessoas deixarem o espaço, precisava de parcerias para ajudar na gestão. “Eu tinha esse espaço enorme e nada melhor do que um lance colaborativo para gerir tudo isso”, explica.

Nara é categórica ao afirmar que a parceria só traz vantagens. “O cliente de uma pode ser de outra também. Rola uma troca e o valor agregado é o ambiente de diversidade”, defende.

A casa não tem horário fixo, o diferencial é o atendimento personalizado de cada marca. Uma vez por mês são realizados eventos que unem o trabalho das meninas e várias outras formas de arte.

Para Nara, o Frida-se não se trata apenas de um negócio bem sucedido de economia colaborativa, mas também de uma forma de empoderamento. “É uma questão de ocupar um espaço e resistir nele como mulher”, completa Nara.

 “O coletivo funciona muito melhor do que a unidade

Há cerca de 20 anos, esse é o lema de Bia Barros. Do hobby ao trabalho profissional, a artista está à frente da Associação dos Artesãos de Mato Grosso do Sul (ARTEMS), lutando pelo fortalecimento da classe artesã de Mato Grosso do Sul.

Por meio dessa instituição e com o apoio do Sebrae/MS, o artesanato sul-mato-grossense chegou até os shoppings da cidade. Hoje é possível encontrar peças de mais de 100 artesãos nos Shoppings Norte Sul Plaza, Bosque dos Ipês e no Pátio Central Shopping (que fica no centro da cidade).

“Quando tem uma loja vazia, eles nos chamam. Assim que a loja é alugada, se houver alguma outra vazia, nós vamos pra lá; se não, ficamos esperando até que surja a oportunidade”, explica.

A loja colaborativa reúne peças de diversos artistas e funciona no esquema de revezamento: a cada dia, dois artistas são escalados para vender tanto o seu trabalho quanto o dos outros colegas. As despesas com as lojas também são divididas e o cargo de gerência é rotativo; a cada três meses uma pessoa diferente assume a responsabilidade.

Proposta alternativa

Com a proposta de unir arquitetura, moda, design, fotografia e gastronomia em um só lugar, o designer Kenzo Minata buscou parceiros que acreditassem em sua ideia ousada e tirou a plataforma colaborativa Brava do papel.

O sistema é o mesmo das outras empresas: todos dividindo despesas e cooperando, apesar de desempenhar atividades distintas e independentes. Mas, ao contrário da boa aceitação que as meninas do Frida-se tiveram, Kenzo viu dificuldade em se firmar no mercado. “Foi difícil fazer os clientes acreditarem no profissionalismo de uma proposta tão alternativa”, afirma.

Hoje, o espaço conta com a marca de roupas Ludic, os serviços da tatuadora Liuana Domingues, e a Don Menegazzo, uma hamburgueria artesanal. Kenzo também organiza exposições de design gráfico e pinturas a fim de tornar o espaço uma opção de lazer cultural.


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