Inovação

27 outubro, 2017 • Inovação

Compartilhando o espaço – e o sucesso

Há 10 anos, o primeiro foi criado. Em 2015 eles eram 238, em 2016, 378, e em fevereiro deste ano já eram 810 em todo o Brasil. Estamos falando dos coworkings, espaços de trabalho compartilhados por diferentes empresas e profissionais.

O novo modelo já é uma realidade fora do país e se tornou uma tendência por aqui. Em Campo Grande, apesar de crescer de forma tímida, esses espaços têm ganhado cada vez mais adeptos.

Considerado um dos pioneiros na capital sul-mato-grossense, o Conectivo Coworking inaugurou em janeiro de 2016 como uma alternativa para empresários e profissionais autônomos driblarem a crise, reduzindo custos com manutenção de escritório.

Ambiente climatizado, acesso à internet, salas de reuniões equipadas, copa. Toda a estrutura é compartilhada pelos mais de 25 clientes e tem quem fique o dia todo, tem quem fique meio período, tem quem use apenas a sala de reuniões de vez em quando. Tem arquiteto, tem fotógrafo, tem advogado, corretor de imóveis e profissionais de T.I. também.

“A grande jogada dos escritórios compartilhados é a praticidade. A pessoa paga um valor e não precisa se preocupar com condomínio, segurança, contas de água e energia. Aqui ele tem uma estrutura pronta para trabalhar, fazer reuniões, treinamentos, apresentações. Fora daqui, teria que montar tudo do zero, o que custa caro”, explica Pedro Monteiro, Gerente do Conectivo, que já adianta que, para 2018, o espaço deve ganhar uma nova sala para atender a demanda que só cresce.

 

Além do dinheiro

Apesar do atrativo econômico, o que fala mais alto em um espaço compartilhado é a troca de experiências. É o que afirma a gerente do Living Lab MS, Leandra Costa.

“Antes de qualquer vantagem de redução de custos, o DNA de um coworking está na riqueza que a troca de conteúdo gera, na possibilidade de construir juntos”, afirma.

Inaugurado em junho de 2016, o espaço é uma iniciativa do Sebrae MS em conjunto com 30 instituições públicas e privadas e foi criado para estimular o ecossistema de empresas que tenham como base inovação e tecnologia; promovendo modelos de negócios escaláveis (replicáveis facilmente e com baixo custo) e também aqueles com pretensões de solucionar problemas sociais.

 

Interação e facilidade

Quando questionado sobre a principal vantagem que um espaço de coworking pode proporcionar, a primeira resposta de Tiago Shigemoto é: interação.

Há cerca de um ano, Tiago e outros dois sócios sentiram a necessidade de empreender em algo novo e que trouxesse a oportunidade de conectar pessoas de diferentes profissões e especialidades, fazendo com que o volume de informação e a rede de contatos de todos fosse aumentada. Conseguiram: o Cocriativo Coworking funciona como se fosse uma comunidade, onde todo mundo se ajuda do jeito que pode.

Orientados pelos Agentes Locais de Inovação (ALI) do Sebrae, o trio formatou uma ideia, definiu algumas prioridades e hoje oferece um espaço bem localizado, adequado e aconchegante, com estacionamento para clientes e sem burocracia.

 

Conquistando outros setores

O conceito de compartilhamento não é uma exclusividade dos espaços de trabalho; eles fazem parte de uma tendência maior que abrange vários setores da economia e da vida. Uber e Airbnb estão aí para nos provar isso. O coworking é a escolha de quem acredita que o compartilhamento é o caminho do futuro.

O empresário Diogo Wendling é um dos que escolheu trilhar esse caminho e abriu em Campo Grande o Território Lab Gastronomia Colaborativa, a exemplo do que já existe em São Paulo, Nova Iorque e Paris.

Com arquitetura e design de cozinha industrial, o espaço foi idealizado para realização aulas de cozinha, cursos de vinho, drinques, cafés e gerenciamento de bares e restaurantes, tanto para profissionais da área quanto para o público. Além disso, funciona no espaço um empório com auto-serviço e uma incubadora e aceleradora de start-up para gastronomia.

 

 

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Comentários

  1. […] é um bom negócio para 2018, de acordo com o site Sage Empreendedor, que também enumerou os coworkings, as micro cervejarias artesanais, o desenvolvimento de apps e o mundo dos pets como outras fortes […]

  2. […] distante dos campo-grandenses. A capital de Mato Grosso do Sul conta com diferentes modelos de coworkings e tem muito mais iniciativas […]




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