Empreendedorismo

29 abril, 2020 • Empreendedorismo

Diante da nova realidade, empreendedores de MS criam novos negócios para enfrentar a crise

Não é novidade para ninguém que empresários de todos os setores têm sentido os efeitos da pandemia de coronavírus. Além dos decretos para fechamento de alguns estabelecimentos e medidas de biossegurança para aqueles que voltaram a abrir, as recomendações de distanciamento social mudaram o comportamento dos clientes, mas também fizeram surgir novas necessidades.

Foi da observação dessa nova realidade que surgiu a empresa Faz Minha Feira, uma iniciativa de três empresários de Três Lagoas que tem realizado um importante papel para o momento, entregando na casa das pessoas as compras que elas precisam e, ao mesmo tempo, gerando renda para os feirantes e pequenos produtores que tiveram sua fonte de renda prejudicada.

Alex Alonso é dono do RPM Centro Automotivo e da Maria Brasileira Serviços Domésticos e de Limpeza e sentiu a queda de quase 70% no movimento em ambas as empresas. Como ficar parado não é uma opção para ele, teve a ideia de disponibilizar o serviço de entrega.

“Comecei a pensar como poderia ajudar essas pessoas que não podiam sair ou queriam ficar em casa. Além disso, soubemos que os feirantes e os pequenos produtores estavam sofrendo por não terem renda e por estarem perdendo seus produtos que acabam estragando. Conversei com alguns amigos, o Ian Franco, que tem uma agência de comunicação, e a Amanda Djanikian, que já é minha sócia no Maria Brasileira, toparam. Foi tudo muito rápido, tive a ideia no dia 21 de março, nos reunimos no dia 23 e no dia 26 a plataforma já estava no ar”, conta Alex.

O negócio consiste em comprar produtos frescos direto dos produtores e levar até as pessoas que estão em casa. No início, os três empreendedores eram os responsáveis por tudo. O movimento foi aumentando aos poucos e hoje já são mais cinco funcionários entre operação interna e entrega.

Os resultados superaram as expectativas e em torno de 12 dias a empresa tinha vendido mais de R$ 10 mil reais. “A gente começou devagar e quando a gente validou a ideia, viu que realmente era uma necessidade e foi sentindo também que não era só uma necessidade do momento, os clientes começaram a perguntar se a gente vai continuar quando as coisas voltarem ao ‘normal’. Ao que tudo indica, vamos sim”, comenta.

Viagens, turismo e doces

Formada em nutrição, Thayana Grance trabalhou por 8 anos na área e então resolveu tirar um período para viajar. Quando retornou, não queria mais voltar a atuar no contexto institucional e começou a fazer doces para vender, mas com diferenciais: produtos plant-based, também chamados de veganos, e releituras de clássicos como Oreo, Ferrero Rocher e Snickers.

Em março do ano passado, surgiu a oportunidade de trabalhar com sua segunda paixão: viagens! E por um tempo ela levou o trabalho na agência de turismo e a Cozinha da Thay ao mesmo tempo. Até que surgiu a oportunidade de comprar a agência e se tornar dona do negócio, o que ela fez em setembro do ano passado e passou a se dedicar totalmente.

Foto: Marina Pacheco

Mas a pandemia trouxe alguns desafios para Thayana. “O turismo foi um dos setores que mais sentiu o impacto. Quando começou a quarentena, foi como se o chão abrisse sob meus pés: eu estava fechando três grupos de intercâmbio com escolas. Mas eu esfriei a cabeça e, por coincidência, o meu único funcionário pediu demissão por questões pessoais e eu decidi não ter mais o custo do aluguel e das contas do espaço onde a agência funcionava”, conta.

Com a agência funcionando em casa para dar suporte para alguns clientes, Thayana aproveitou o tempo livre e fez um curso on-line de banoffee, avisou os amigos e os clientes que já conheciam seus doces voltaram a fazer pedidos. Pronto, a Cozinha da Thay estava de volta!

“Estou me dividindo entre as duas funções, duas paixões que dependem exclusivamente de mim para superar essa fase”, finaliza.

Não é novidade para ninguém que empresários de todos os setores têm sentido os efeitos da pandemia de coronavírus. Além dos decretos para fechamento de alguns estabelecimentos e medidas de biossegurança para aqueles que voltaram a abrir, as recomendações de distanciamento social mudaram o comportamento dos clientes, mas também fizeram surgir novas necessidades.

Foi da observação dessa nova realidade que surgiu a empresa Faz Minha Feira, uma iniciativa de três empresários de Três Lagoas que tem realizado um importante papel para o momento, entregando na casa das pessoas as compras que elas precisam e, ao mesmo tempo, gerando renda para os feirantes e pequenos produtores que tiveram sua fonte de renda prejudicada.

Alex Alonso é dono do RPM Centro Automotivo e da Maria Brasileira Serviços Domésticos e de Limpeza e sentiu a queda de quase 70% no movimento em ambas as empresas. Como ficar parado não é uma opção para ele, teve a ideia de disponibilizar o serviço de entrega.

“Comecei a pensar como poderia ajudar essas pessoas que não podiam sair ou queriam ficar em casa. Além disso, soubemos que os feirantes e os pequenos produtores estavam sofrendo por não terem renda e por estarem perdendo seus produtos que acabam estragando. Conversei com alguns amigos, o Ian Franco, que tem uma agência de comunicação, e a Amanda Djanikian, que já é minha sócia no Maria Brasileira, toparam. Foi tudo muito rápido, tive a ideia no dia 21 de março, nos reunimos no dia 23 e no dia 26 a plataforma já estava no ar”, conta Alex.

O negócio consiste em comprar produtos frescos direto dos produtores e levar até as pessoas que estão em casa. No início, os três empreendedores eram os responsáveis por tudo. O movimento foi aumentando aos poucos e hoje já são mais cinco funcionários entre operação interna e entrega.

Os resultados superaram as expectativas e em torno de 12 dias a empresa tinha vendido mais de R$ 10 mil reais. “A gente começou devagar e quando a gente validou a ideia, viu que realmente era uma necessidade e foi sentindo também que não era só uma necessidade do momento, os clientes começaram a perguntar se a gente vai continuar quando as coisas voltarem ao ‘normal’. Ao que tudo indica, vamos sim”, comenta.

Viagens, turismo e doces

Formada em nutrição, Thayana Grance trabalhou por 8 anos na área e então resolveu tirar um período para viajar. Quando retornou, não queria mais voltar a atuar no contexto institucional e começou a fazer doces para vender, mas com diferenciais: produtos plant-based, também chamados de veganos, e releituras de clássicos como Oreo, Ferrero Rocher e Snickers.

Em março do ano passado, surgiu a oportunidade de trabalhar com sua segunda paixão: viagens! E por um tempo ela levou o trabalho na agência de turismo e a Cozinha da Thay ao mesmo tempo. Até que surgiu a oportunidade de comprar a agência e se tornar dona do negócio, o que ela fez em setembro do ano passado e passou a se dedicar totalmente.

Foto: Marina Pacheco

Mas a pandemia trouxe alguns desafios para Thayana. “O turismo foi um dos setores que mais sentiu o impacto. Quando começou a quarentena, foi como se o chão abrisse sob meus pés: eu estava fechando três grupos de intercâmbio com escolas. Mas eu esfriei a cabeça e, por coincidência, o meu único funcionário pediu demissão por questões pessoais e eu decidi não ter mais o custo do aluguel e das contas do espaço onde a agência funcionava”, conta.

Com a agência funcionando em casa para dar suporte para alguns clientes, Thayana aproveitou o tempo livre e fez um curso on-line de banoffee, avisou os amigos e os clientes que já conheciam seus doces voltaram a fazer pedidos. Pronto, a Cozinha da Thay estava de volta!

“Estou me dividindo entre as duas funções, duas paixões que dependem exclusivamente de mim para superar essa fase”, finaliza.


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