Empreendedorismo

13 março, 2020 • Empreendedorismo

Especial mulheres: A realização profissional de uma arquiteta autônoma

O Brasil possui atualmente 167.060 arquitetos e urbanistas ativos e registrados no Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), sendo 63,10% arquitetas, de acordo com o relatório do Sistema de Informação e Comunicação do CAU (SICCAU) de 2019. Ainda de acordo com a pesquisa, em Mato Grosso do Sul, as estatísticas não são tão diferentes do âmbito nacional, com o total de 3.042 profissionais registrados no estado, 60,8% são arquitetas.

Mesmo com a grande representatividade feminina no setor, as mulheres ainda são minoria em posições de destaque profissional. Por isso uma das alternativas para atuar no ramo é abrindo o próprio negócio, mesmo que o serviço não conste nas relações de atividade permitidas pelo MEI, conforme lista disponível no Portal do Empreendedor.

Isso porque a profissão depende da formação e regularização legal do CAU, que não permite que atuem como MEI. Mas é possível regularizar a sua empresa apenas com CPF, mantendo uma carga tributária mínima, assim como fez a arquiteta, Thaís Helena Ferreira.

O início de tudo

Como uma boa parcela dos jovens brasileiros, Thaís também não sabia o que fazer de faculdade e recorreu ao teste vocacional para verificar qual curso era mais compatível com ela. Eis que o resultado deu arquitetura e ela foi na cara e na coragem, chegou a pensar em desistir no 3º anos da faculdade, mas seguiu. 

Assim que formou, em 2013, começou a atuar no ramo para uma outra arquiteta autônoma, depois foi para lojas de piso, também trabalhou em uma loja de jardinagem e até mesmo no Sebrae. Atualmente ela não se arrepende dessa trajetória e confessa que se encontrou e se apaixonou pela profissão quando abriu o seu negócio em 2017.

“Eu brinco que sou 30% arquiteta e 70% empreendedora e no final é recompensador, porque eu queria trabalhar para mim, para criar e transformar espaços comuns em ambientes especiais. E como meus projetos são como filhos, amo o que faço e decidi abrir meu próprio escritório”, relata Thaís.

 

Thaís Helena Arquitetura

Como o principal foco do seu negócio é entregar projetos exclusivos e personalizados, de acordo com o gosto e estilo dos clientes, sempre pensando em como pode agregar valor em cada ambiente. Até hoje ela trabalha sozinha e confessa que no início era mais difícil e que aprendeu “na raça” muitas coisas.

“A faculdade não te prepara para o mercado, então aprender sobre marketing, gestão, técnica para elaborar projetos e como cobrar pelo meu serviço é difícil até hoje”, relata Thaís.

Nesse sentido, para aprender ainda mais sobre como tocar o próprio negócio, em 2019 decidiu mandar um vídeo para participar do processo seletivo do Programa Mulheres de Negócios do Sebrae MS.

Mesmo com a probabilidade baixa de ser chamada, porque o programa oferta 200 vagas, sendo 150 para quem atua com CNPJ e apenas 50 com CPF, ela foi selecionada para participar para aprender principalmente sobre finanças e redes sociais.

Ao longo do ano, participou ativamente de todas as oficinas e mentorias do programa, e o maior aprendizado que levou do programa para sua vida pessoal, profissional e empreendedora foi saber como elencar suas prioridades.

“Uma das coisas que aprendi foi ter foco em apenas uma coisa. Antes do programa eu queria aprender de tudo, desde a parte da gestão, finanças e até mesmo de marketing, para dar conta de tudo, e no final, acabava aprendendo pouca coisa e consequentemente não colocando nada em prática”, comenta Thaís.

Agora em 2020, ela já aplicou o que aprendeu no Programa no seu Instagram, que está crescendo aos poucos, mesmo com pouco tempo para administrar tudo o que envolve o seu empreendimento. Mas de acordo com ela, os planos para este ano é contratar uma estagiária para ajudá-la nos projetos e uma agência para ajudar com o marketing do seu escritório.

O Brasil possui atualmente 167.060 arquitetos e urbanistas ativos e registrados no Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), sendo 63,10% arquitetas, de acordo com o relatório do Sistema de Informação e Comunicação do CAU (SICCAU) de 2019. Ainda de acordo com a pesquisa, em Mato Grosso do Sul, as estatísticas não são tão diferentes do âmbito nacional, com o total de 3.042 profissionais registrados no estado, 60,8% são arquitetas.

Mesmo com a grande representatividade feminina no setor, as mulheres ainda são minoria em posições de destaque profissional. Por isso uma das alternativas para atuar no ramo é abrindo o próprio negócio, mesmo que o serviço não conste nas relações de atividade permitidas pelo MEI, conforme lista disponível no Portal do Empreendedor.

Isso porque a profissão depende da formação e regularização legal do CAU, que não permite que atuem como MEI. Mas é possível regularizar a sua empresa apenas com CPF, mantendo uma carga tributária mínima, assim como fez a arquiteta, Thaís Helena Ferreira.

O início de tudo

Como uma boa parcela dos jovens brasileiros, Thaís também não sabia o que fazer de faculdade e recorreu ao teste vocacional para verificar qual curso era mais compatível com ela. Eis que o resultado deu arquitetura e ela foi na cara e na coragem, chegou a pensar em desistir no 3º anos da faculdade, mas seguiu. 

Assim que formou, em 2013, começou a atuar no ramo para uma outra arquiteta autônoma, depois foi para lojas de piso, também trabalhou em uma loja de jardinagem e até mesmo no Sebrae. Atualmente ela não se arrepende dessa trajetória e confessa que se encontrou e se apaixonou pela profissão quando abriu o seu negócio em 2017.

“Eu brinco que sou 30% arquiteta e 70% empreendedora e no final é recompensador, porque eu queria trabalhar para mim, para criar e transformar espaços comuns em ambientes especiais. E como meus projetos são como filhos, amo o que faço e decidi abrir meu próprio escritório”, relata Thaís.

 

Thaís Helena Arquitetura

Como o principal foco do seu negócio é entregar projetos exclusivos e personalizados, de acordo com o gosto e estilo dos clientes, sempre pensando em como pode agregar valor em cada ambiente. Até hoje ela trabalha sozinha e confessa que no início era mais difícil e que aprendeu “na raça” muitas coisas.

“A faculdade não te prepara para o mercado, então aprender sobre marketing, gestão, técnica para elaborar projetos e como cobrar pelo meu serviço é difícil até hoje”, relata Thaís.

Nesse sentido, para aprender ainda mais sobre como tocar o próprio negócio, em 2019 decidiu mandar um vídeo para participar do processo seletivo do Programa Mulheres de Negócios do Sebrae MS.

Mesmo com a probabilidade baixa de ser chamada, porque o programa oferta 200 vagas, sendo 150 para quem atua com CNPJ e apenas 50 com CPF, ela foi selecionada para participar para aprender principalmente sobre finanças e redes sociais.

Ao longo do ano, participou ativamente de todas as oficinas e mentorias do programa, e o maior aprendizado que levou do programa para sua vida pessoal, profissional e empreendedora foi saber como elencar suas prioridades.

“Uma das coisas que aprendi foi ter foco em apenas uma coisa. Antes do programa eu queria aprender de tudo, desde a parte da gestão, finanças e até mesmo de marketing, para dar conta de tudo, e no final, acabava aprendendo pouca coisa e consequentemente não colocando nada em prática”, comenta Thaís.

Agora em 2020, ela já aplicou o que aprendeu no Programa no seu Instagram, que está crescendo aos poucos, mesmo com pouco tempo para administrar tudo o que envolve o seu empreendimento. Mas de acordo com ela, os planos para este ano é contratar uma estagiária para ajudá-la nos projetos e uma agência para ajudar com o marketing do seu escritório.


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