Empreendedorismo

20 novembro, 2020 • Empreendedorismo

Soft Skills e comportamento: a nova era das empreendedoras

Empreender é um processo desafiador. Quando o assunto é empreendedorismo feminino, então, os desafios se multiplicam: além da jornada dupla – que a maioria das mulheres precisa enfrentar ao dividir seu tempo entre empreendimento, cuidado com a casa e filhos – ainda precisa lidar com o descrédito que parte de diversas direções, motivado apenas pela sua condição de mulher.

Investidores, instituições bancárias e os próprios companheiros acabam tornando-se os maiores questionadores da capacidade feminina de liderar e levar seu negócio a outros níveis. Diante de uma sociedade ainda muito machista, para uma mulher persistir na ideia  de empreender, é preciso coragem.

A construção do “espírito empreendedor”

O mito que permeia a sociedade e faz as pessoas acreditarem que o espírito empreendedor é algo inerente a algumas pessoas têm caído por terra dia após dia. Maristela França, Diretora Técnica do Sebrae MS e idealizadora do Mulheres de Negócios do Sebrae, defende que ninguém nasce com espírito empreendedor, mas que é algo adquirível e totalmente treinável. “Ele nasce de uma necessidade ou de uma oportunidade”.

Durante o período de pandemia que enfrentamos, muitos empresários precisaram mudar suas relações com a internet, o que resultou na antecipação de um avanço que levaria anos. Nesse cenário, foi notável o preparo das mulheres que não demoraram a buscar alternativas para se adaptarem e tornarem possível a sobrevivência e, até mesmo, o crescimento de suas empresas em um cenário tão instável.

Valéria Aleixo

Valéria Aleixo, que é sócia de 12 empresas e embaixadora da Jeunesse no Brasil, entende que o primeiro passo para uma mulher alavancar um empreendimento e obter sucesso é estar preparada para acreditar no próprio potencial.

Por terem mais humildade de aprendizado e facilidade em enxergar os benefícios da caminhada conjunta, mulheres que se unem com o propósito de estabelecer relações de confiança para seus negócios têm mais chances de conquistar seus objetivos.

“Uma pessoa pode sair da média e se tornar extraordinária. O que difere uma da outra é a decisão. Se ela decide sair do lugar, dar a cara a tapa. Se decide dar certo”, afirma.

Inove no relacionamento

Em um momento no qual não se pode ter proximidade física com o cliente, buscar alternativas para se aproximar é fundamental para que uma empresa se diferencie e se destaque.

São muitas as formas de inovar. Seja na entrega, oferecendo além do que o cliente espera ou em uma interação mais próxima, as empresas que estavam preparadas para enfrentar esse momento tiveram seu relacionamento com os clientes fortalecidos.

Por ser uma estratégia baseada nas tendências de comportamento, essa aproximação do empreendimento com os clientes, principalmente pela internet, com interações mais atenciosas, ganhará uma grande força no período pós-pandemia, por criar laços.

Mesmo diante das incertezas, a busca por alternativas para manter o negócio fomentado deve partir de observações de comportamento do consumidor, assim como suas possibilidades e em qual momento se encontram.

A colaboração é o caminho

Para que as mulheres conquistem cada vez mais a autoridade correspondente a suas atuações, existe a necessidade de “educar” clientes e fornecedores, juntamente com a mão de obra, a enxergarem e respeitá-las em qualquer que seja o espaço ocupado.

Paula Callegari, que é sócia da Priorize Engenharia e embaixadora da Rede Mulher Empreendedora de Três Lagoas, acredita que, no mundo dos negócios, para a mulher ser realmente ouvida, precisa saber se comunicar com clareza e se fazer ser respeitada. “A gente tem que se mostrar duas vezes mais competente e capacitada. Se posicionar, falar com propriedade, para fazer as pessoas entenderem que sabemos do que falamos”.

O caminho da comunicação em um ambiente ainda dominado pelo masculino só será mudado a partir da união feminina. É pela troca experiências entre empresárias que a inspiração surge e cria-se a capacidade de incentivar outras mulheres a empreender.

Coletiva e compartilhada: assim precisam ser as lideranças no cenário onde as mulheres dominam o mercado e seguem transformando-o em um lugar mais amigável às futuras empreendedoras. Com o exercício da capacidade de perceber as diferentes realidades se colocando no lugar de outras pessoas, o empreendedorismo feminino pode se tornar uma grande rede de contatos e apoios.

Empreender é protagonizar

A liderança feminina é altamente desafiadora. É preciso muito incentivo para que possamos ver cada vez mais mulheres ocupando grandes postos no mundo dos negócios. A mulher precisa lutar, mas também precisa se empoderar e dominar os espaços que já têm para alcançar novos patamares.

Fortalecendo outras empreendedoras, principalmente as que vivem em situação de menos privilégios, é possível crescer e alavancar os dois lados, tornando o caminho menos árduo.

Para se destacar no mundo dos negócios, é necessário que as mulheres estejam prontas para não se intimidarem. Por isso, segundo Maristela, a capacitação é o melhor caminho para, com conhecimento e aplicação das estratégias corretas, transformar essa realidade. “Uma empreendedora de sucesso eleva e leva todas as outras”, finaliza.

Empreender é um processo desafiador. Quando o assunto é empreendedorismo feminino, então, os desafios se multiplicam: além da jornada dupla – que a maioria das mulheres precisa enfrentar ao dividir seu tempo entre empreendimento, cuidado com a casa e filhos – ainda precisa lidar com o descrédito que parte de diversas direções, motivado apenas pela sua condição de mulher.

Investidores, instituições bancárias e os próprios companheiros acabam tornando-se os maiores questionadores da capacidade feminina de liderar e levar seu negócio a outros níveis. Diante de uma sociedade ainda muito machista, para uma mulher persistir na ideia  de empreender, é preciso coragem.

A construção do “espírito empreendedor”

O mito que permeia a sociedade e faz as pessoas acreditarem que o espírito empreendedor é algo inerente a algumas pessoas têm caído por terra dia após dia. Maristela França, Diretora Técnica do Sebrae MS e idealizadora do Mulheres de Negócios do Sebrae, defende que ninguém nasce com espírito empreendedor, mas que é algo adquirível e totalmente treinável. “Ele nasce de uma necessidade ou de uma oportunidade”.

Durante o período de pandemia que enfrentamos, muitos empresários precisaram mudar suas relações com a internet, o que resultou na antecipação de um avanço que levaria anos. Nesse cenário, foi notável o preparo das mulheres que não demoraram a buscar alternativas para se adaptarem e tornarem possível a sobrevivência e, até mesmo, o crescimento de suas empresas em um cenário tão instável.

Valéria Aleixo

Valéria Aleixo, que é sócia de 12 empresas e embaixadora da Jeunesse no Brasil, entende que o primeiro passo para uma mulher alavancar um empreendimento e obter sucesso é estar preparada para acreditar no próprio potencial.

Por terem mais humildade de aprendizado e facilidade em enxergar os benefícios da caminhada conjunta, mulheres que se unem com o propósito de estabelecer relações de confiança para seus negócios têm mais chances de conquistar seus objetivos.

“Uma pessoa pode sair da média e se tornar extraordinária. O que difere uma da outra é a decisão. Se ela decide sair do lugar, dar a cara a tapa. Se decide dar certo”, afirma.

Inove no relacionamento

Em um momento no qual não se pode ter proximidade física com o cliente, buscar alternativas para se aproximar é fundamental para que uma empresa se diferencie e se destaque.

São muitas as formas de inovar. Seja na entrega, oferecendo além do que o cliente espera ou em uma interação mais próxima, as empresas que estavam preparadas para enfrentar esse momento tiveram seu relacionamento com os clientes fortalecidos.

Por ser uma estratégia baseada nas tendências de comportamento, essa aproximação do empreendimento com os clientes, principalmente pela internet, com interações mais atenciosas, ganhará uma grande força no período pós-pandemia, por criar laços.

Mesmo diante das incertezas, a busca por alternativas para manter o negócio fomentado deve partir de observações de comportamento do consumidor, assim como suas possibilidades e em qual momento se encontram.

A colaboração é o caminho

Para que as mulheres conquistem cada vez mais a autoridade correspondente a suas atuações, existe a necessidade de “educar” clientes e fornecedores, juntamente com a mão de obra, a enxergarem e respeitá-las em qualquer que seja o espaço ocupado.

Paula Callegari, que é sócia da Priorize Engenharia e embaixadora da Rede Mulher Empreendedora de Três Lagoas, acredita que, no mundo dos negócios, para a mulher ser realmente ouvida, precisa saber se comunicar com clareza e se fazer ser respeitada. “A gente tem que se mostrar duas vezes mais competente e capacitada. Se posicionar, falar com propriedade, para fazer as pessoas entenderem que sabemos do que falamos”.

O caminho da comunicação em um ambiente ainda dominado pelo masculino só será mudado a partir da união feminina. É pela troca experiências entre empresárias que a inspiração surge e cria-se a capacidade de incentivar outras mulheres a empreender.

Coletiva e compartilhada: assim precisam ser as lideranças no cenário onde as mulheres dominam o mercado e seguem transformando-o em um lugar mais amigável às futuras empreendedoras. Com o exercício da capacidade de perceber as diferentes realidades se colocando no lugar de outras pessoas, o empreendedorismo feminino pode se tornar uma grande rede de contatos e apoios.

Empreender é protagonizar

A liderança feminina é altamente desafiadora. É preciso muito incentivo para que possamos ver cada vez mais mulheres ocupando grandes postos no mundo dos negócios. A mulher precisa lutar, mas também precisa se empoderar e dominar os espaços que já têm para alcançar novos patamares.

Fortalecendo outras empreendedoras, principalmente as que vivem em situação de menos privilégios, é possível crescer e alavancar os dois lados, tornando o caminho menos árduo.

Para se destacar no mundo dos negócios, é necessário que as mulheres estejam prontas para não se intimidarem. Por isso, segundo Maristela, a capacitação é o melhor caminho para, com conhecimento e aplicação das estratégias corretas, transformar essa realidade. “Uma empreendedora de sucesso eleva e leva todas as outras”, finaliza.


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