Gestão de Pessoas

28 janeiro, 2019 • Gestão de Pessoas

Como a diversidade pode ajudar um negócio a evoluir

Aprendemos desde crianças que é preciso respeitar as diferenças, que todos merecem ter as mesmas oportunidades. Quando crescemos e, principalmente, quando entramos no mercado de trabalho, percebemos que, na prática, não é bem assim que acontece.

O cenário empresarial brasileiro ainda é pouco diverso, seja de gêneros ou cores. Mas há esperança: de acordo com estudos recentes, a diversidade tem sido mais visada como fator competitivo e que pode melhorar, e muito, a performance das empresas dentro do mercado.

Para a McKinsey & Company, empresa de consultoria empresarial americana, uma empresa com mais diversidade étnica, cultural e de gênero apresenta uma performance financeira de alto nível. Por exemplo, empresas que possuem equipes com maior diversidade étnica ou mistura de etnias tem 33% mais chances de lucrar do que a média nacional.

No Brasil, segundo uma pesquisa feita pelo Instituto Ethos, apenas 4% das empresas nacionais possuem negros em seu corpo de direção, sendo as mulheres negras ainda menos representadas, somando apenas 1% dos cargos de direção executiva.

Entretanto, mesmo que lentas, as iniciativas de inclusão e diversidade estão acontecendo. Existem empresas preocupadas não apenas com a justiça social ao diversificar seu quadro de funcionários, mas com a evolução dos negócios para uma realidade mais competitiva e lucrativa.

Realidade sul-mato-grossense

Nada melhor do que exemplos para poder dar força ao que estamos falando. Procuramos por histórias de empresas de Mato Grosso do Sul que apostaram na diversidade e alcançaram melhores resultados. Encontramos a Digix. De acordo com a psicóloga Miriam Gomes, do departamento de Recursos Humanos e que atua com recrutamento e endomarketing, a mudança na cultura da empresa – ao abrir espaço para pessoas diferentes – traz não apenas benefícios na produtividade e entrega de resultados, como torna o ambiente de trabalho mais rico.

“Valorizar a diversidade é muito importante para o crescimento da empresa, para a inovação, para a quebra de paradigma. Lidar com a diversidade é também o estímulo para a saída da zona de conforto. Basta imaginar como seria promover inovação ou resolver um problema se não houvesse formas de pensar diferentes, se não houvesse a multiplicidade”, aponta Miriam.

Para Miriam a diversidade deve ser vista mais como o prestar atenção no potencial da pessoa, e não na sua cor, classe social ou gênero. “Hoje somos uma empresa com um quadro feminino bem maior que o masculino, inclusive na gestão, e lidamos muito bem com isso”, finaliza.

Outra empresa que também resolveu deixar a desigualdade de lado foi a AEGEA, empresa de saneamento que engloba a Águas Guariroba de Campo Grande. Por meio do programa de diversidade e igualdade racial “Respeito dá o tom”, a AEGEA decidiu aumentar a divulgação e o acesso a vagas de emprego para a população negra, abrindo as portas da empresa para essa comunidade. “Não se trata de privilégio, nem cota”, afirma o texto do projeto disponibilizado para esta matéria.

O programa foi lançado em 2017 e tornou obrigatória a participação de profissionais negros em todos os processos seletivos. Etapas de recrutamentos começaram a acontecer dentro das comunidades negras e também foram criados projetos de trainees e jovens aprendizes direcionados à essa população. Para garantir que isso aconteça, foi fundado um comitê que garante a representatividade e empoderamento dos funcionários negros e negras dentro da empresa.

“O foco é a diversidade étnica e racial. O programa está aberto para a inclusão indígena também”, informou a assessoria.

Igualdade na hora de escolher o roteiro da viagem

Diversificar o quadro de funcionários não é a única solução para as empresas. Há aquelas que decidiram focar inteiramente seus negócios em uma fatia do mercado. Como o caso do Guilherme Soares, jornalista sul-mato-grossense fundador da empresa Blackbird Viagem, que tem como objetivo fomentar o turismo negro no Brasil. “A Blackbird é uma plataforma que pretende falar sobre viagem e representatividade para inspirar pessoas negras a viajar e para levar as pessoas a viajarem para lugares que valorizam a cultura e história negra”, explica.

A ideia surgiu após Guilherme fazer um mochilão em 2016 por 25 países. “Enquanto viajava, frequentei restaurantes chiques e eu não só era a única pessoa negra, como os olhares eram de estranhamento. Mais do que isso, em todas as fronteiras em que passava, eu tinha uma revista mais apurada do que as outras pessoas. Era muitas vezes o único escolhido ‘aleatoriamente’ numa fila para ser revistado”, conta Guilherme.

Foi vivenciando situações como estas que Guilherme foi entendendo do que se tratava realmente a discriminação e preconceito dentro do turismo, sua “ficha foi caindo”. E ao mesmo tempo em que idealizou a empresa Blackbird, decidiu compartilhar suas experiências de viagem em um blog chamado Guia Negro, que também oferece dicas de locais da cultura negra.

Quando questionamos Guilherme a respeito da diversidade dentro das empresas, ele afirmou que programas específicos para aumentar o percentual de negros no meio corporativo é uma solução que só pode trazer benefícios. Ele acredita que mostrar à população negra que ela pode entrar no mercado de trabalho e galgar degraus até chegar a postos de liderança, é um grande agente de mudança.

Aprendemos desde crianças que é preciso respeitar as diferenças, que todos merecem ter as mesmas oportunidades. Quando crescemos e, principalmente, quando entramos no mercado de trabalho, percebemos que, na prática, não é bem assim que acontece.

O cenário empresarial brasileiro ainda é pouco diverso, seja de gêneros ou cores. Mas há esperança: de acordo com estudos recentes, a diversidade tem sido mais visada como fator competitivo e que pode melhorar, e muito, a performance das empresas dentro do mercado.

Para a McKinsey & Company, empresa de consultoria empresarial americana, uma empresa com mais diversidade étnica, cultural e de gênero apresenta uma performance financeira de alto nível. Por exemplo, empresas que possuem equipes com maior diversidade étnica ou mistura de etnias tem 33% mais chances de lucrar do que a média nacional.

No Brasil, segundo uma pesquisa feita pelo Instituto Ethos, apenas 4% das empresas nacionais possuem negros em seu corpo de direção, sendo as mulheres negras ainda menos representadas, somando apenas 1% dos cargos de direção executiva.

Entretanto, mesmo que lentas, as iniciativas de inclusão e diversidade estão acontecendo. Existem empresas preocupadas não apenas com a justiça social ao diversificar seu quadro de funcionários, mas com a evolução dos negócios para uma realidade mais competitiva e lucrativa.

Realidade sul-mato-grossense

Nada melhor do que exemplos para poder dar força ao que estamos falando. Procuramos por histórias de empresas de Mato Grosso do Sul que apostaram na diversidade e alcançaram melhores resultados. Encontramos a Digix. De acordo com a psicóloga Miriam Gomes, do departamento de Recursos Humanos e que atua com recrutamento e endomarketing, a mudança na cultura da empresa – ao abrir espaço para pessoas diferentes – traz não apenas benefícios na produtividade e entrega de resultados, como torna o ambiente de trabalho mais rico.

“Valorizar a diversidade é muito importante para o crescimento da empresa, para a inovação, para a quebra de paradigma. Lidar com a diversidade é também o estímulo para a saída da zona de conforto. Basta imaginar como seria promover inovação ou resolver um problema se não houvesse formas de pensar diferentes, se não houvesse a multiplicidade”, aponta Miriam.

Para Miriam a diversidade deve ser vista mais como o prestar atenção no potencial da pessoa, e não na sua cor, classe social ou gênero. “Hoje somos uma empresa com um quadro feminino bem maior que o masculino, inclusive na gestão, e lidamos muito bem com isso”, finaliza.

Outra empresa que também resolveu deixar a desigualdade de lado foi a AEGEA, empresa de saneamento que engloba a Águas Guariroba de Campo Grande. Por meio do programa de diversidade e igualdade racial “Respeito dá o tom”, a AEGEA decidiu aumentar a divulgação e o acesso a vagas de emprego para a população negra, abrindo as portas da empresa para essa comunidade. “Não se trata de privilégio, nem cota”, afirma o texto do projeto disponibilizado para esta matéria.

O programa foi lançado em 2017 e tornou obrigatória a participação de profissionais negros em todos os processos seletivos. Etapas de recrutamentos começaram a acontecer dentro das comunidades negras e também foram criados projetos de trainees e jovens aprendizes direcionados à essa população. Para garantir que isso aconteça, foi fundado um comitê que garante a representatividade e empoderamento dos funcionários negros e negras dentro da empresa.

“O foco é a diversidade étnica e racial. O programa está aberto para a inclusão indígena também”, informou a assessoria.

Igualdade na hora de escolher o roteiro da viagem

Diversificar o quadro de funcionários não é a única solução para as empresas. Há aquelas que decidiram focar inteiramente seus negócios em uma fatia do mercado. Como o caso do Guilherme Soares, jornalista sul-mato-grossense fundador da empresa Blackbird Viagem, que tem como objetivo fomentar o turismo negro no Brasil. “A Blackbird é uma plataforma que pretende falar sobre viagem e representatividade para inspirar pessoas negras a viajar e para levar as pessoas a viajarem para lugares que valorizam a cultura e história negra”, explica.

A ideia surgiu após Guilherme fazer um mochilão em 2016 por 25 países. “Enquanto viajava, frequentei restaurantes chiques e eu não só era a única pessoa negra, como os olhares eram de estranhamento. Mais do que isso, em todas as fronteiras em que passava, eu tinha uma revista mais apurada do que as outras pessoas. Era muitas vezes o único escolhido ‘aleatoriamente’ numa fila para ser revistado”, conta Guilherme.

Foi vivenciando situações como estas que Guilherme foi entendendo do que se tratava realmente a discriminação e preconceito dentro do turismo, sua “ficha foi caindo”. E ao mesmo tempo em que idealizou a empresa Blackbird, decidiu compartilhar suas experiências de viagem em um blog chamado Guia Negro, que também oferece dicas de locais da cultura negra.

Quando questionamos Guilherme a respeito da diversidade dentro das empresas, ele afirmou que programas específicos para aumentar o percentual de negros no meio corporativo é uma solução que só pode trazer benefícios. Ele acredita que mostrar à população negra que ela pode entrar no mercado de trabalho e galgar degraus até chegar a postos de liderança, é um grande agente de mudança.


Continuar Lendo

Confira todos os conteúdos que o Sebrae MS disponibiliza para você!
Clique aqui e acesse diversos temas de empreendedorismo para guiar a sua jornada.







Um Comentário

  1. […] desde os anos 2000, a Lei da Acessibilidade, que busca estabelecer normas e critérios que garantam acessibilidade de todas as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida por meio da eliminação de obstáculos […]




Deixe seu Comentário