Mercado e Vendas

08 dezembro, 2017 • Mercado e Vendas

Aberta a temporada para contratações extras

Impulsionadas pelo comportamento do consumidor no fim de ano, muitas empresas fazem contratações extras. Mais vendas, novas oportunidades para os trabalhadores. Olha que são cerca de 13 milhões de desempregados em todo o país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase cinco vezes a população de Mato Grosso do Sul.

Por aqui, a contratação de temporários atrasou: comerciantes esperaram a Lei 13.467, que altera a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), entrar em vigor, de acordo com o presidente da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), João Carlos Polidoro.

“Essas contratações geralmente acontecem no início de novembro, mas com a lei entrando em vigor no dia 11 e trazendo várias alterações, comerciantes acharam mais seguro esperar a nova legislação e fazer essas contratações a partir da segunda quinzena de novembro”, afirma.

Outro fator que também influencia as contratações é o pagamento do 13º salário. O proprietário da loja de roupas Dotz, por exemplo, já contratou um funcionário para cada loja. São três contratações extras, no total. “Agora devo esperar para saber como as pessoas vão gastar a 1ª parcela do 13º. Se o recurso servir para movimentar o comércio, daí contrato mais um vendedor para cada loja”, analisa Orlando Pedro Filho.

Em algumas lojas de grandes redes, o processo seletivo também já começou; porém, de forma tímida. Para a loja do centro da Hering Store foram contratados dois trabalhadores, de acordo com a gerente Priscila de Oliveira Souza.

Em meio aos revérberos da crise, contratar um temporário para atender à demanda momentânea passa a ser uma boa e viável solução.

“Se há incremento nas vendas, é possível financeiramente contratar um funcionário por tempo determinado. O negócio é que o empresário ainda não tem confiança na recuperação da economia”, afirma o consultor do Sebrae, Werner Dreyer, ao avaliar o cenário.

Um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa da Fecomércio-MS (IPF-MS) aponta que o comércio do Estado deve gerar 5.125 empregos temporários neste fim de ano, número 2,5% maior que em 2016. Dos 93 empresários ouvidos, 48,39% têm a intenção de contratar pelo menos um funcionário a mais.

Em todo o país, a previsão da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem), é de que sejam abertas 115 mil vagas até o fim de 2017, 5,5% a mais do que o ano passado.

Como visto, a realidade já confirma os números da pesquisa. Mas novas possibilidades de abertura de vagas devem vir com a reforma trabalhista em vigor.

Procura-se funcionário para trabalho intermitente

O novo regime trabalhista permite que o profissional trabalhe apenas alguns dias da semana ou algumas horas por dia. O texto aprovado também estabelece que o valor da hora de trabalho não pode ser menor que o valor horário do salário mínimo e nem inferior a de outros funcionários da empresa. Garante ainda os benefícios como férias e 13º salário calculados de maneira proporcional.

Orlando Pedro Filho, da Dotz, anuncia que deve contratar mais por conta das facilidades da nova legislação. “Minha maior demanda é quinta, sexta, sábado e domingo e então devo adotar essa modalidade de jornada de trabalho”, estuda.

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Um Comentário

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