Marketing e Vendas

12 outubro, 2020 • Marketing e Vendas

Como iniciar uma revolução em marketing e vendas na sua empresa

Se você é empreendedor, já deve não só ter lido e ouvido falar sobre as mudanças que a pandemia de coronavírus tem causado para os negócios, mas provavelmente está vivenciando e sentindo na pele essa onda de transformação.

Para ajudar empreendedores de todos os segmentos, o Sebrae/MS reuniu dois grandes especialistas para orientar aqueles que querem começar uma verdadeira revolução em marketing e, consequentemente, nas vendas de suas empresas, mas não sabem exatamente como nem por onde começar. Lucia Haracemiv (DNA de VENDAS) e Gabriel Junqueira (InfoVarejo) dão dicas valiosas para quem quer aproveitar o último trimestre do ano para aumentar o faturamento e fechar 2020 – que, sabemos, não tem sido fácil – com bons resultados.

Antes de ser especialista, Lucia é também empreendedora e sabe que boa parte dos empresários vive um momento atípico, em que é difícil pensar em fazer investimentos. “Esses empreendedores tiveram que utilizar recursos financeiros (que tinham guardado) para manter a operação, pagar as contas e seguir em frente. Eu até entendo que alguns não consigam nem possam fazer grandes investimentos agora, mas isso não significa fazer nenhum. Com pouco investimento e criatividade é possível geral resultados. Nesse momento de distanciamento social, o empreendedor precisa se comunicar, mas não tem como estar presente pessoalmente. Então é preciso investir em marketing digital para atrair clientes e recompor o caixa”, explica.

Sobre as mudanças que veem ocorrendo, Gabriel Junqueira afirma que a agenda da transformação digital é uma agenda de liderança. “Quem achava que essa ainda era uma realidade distante foi pego desprevenido mesmo. Mas quem já estava preparado, começando a mexer alguns canais digitais, preparando conteúdos, estabelecendo relacionamentos, viu a pandemia como um intensivão, como um catalisador”. Junqueira também faz um alerta: “Mas também não adianta acelerar demais e acabar frustrando a experiência do cliente porque isso vai acabar fazendo com que você tenha algum tipo de prejuízo em relação à imagem da empresa”, afirma.

Alerta que Lucia também reforça, pois acredita que fazer essa transição de forma rápida, mas não pensada, pode ser perigoso. “Muitas empresas funcionam bem no físico e quando vão pro digital dão algumas tropeçadas. E quando eu falo digital é desde um restaurante que entra para um aplicativo de entrega de comida até um varejo de calçados ou de roupa que entra em um marketplace ou abre o seu próprio e-commerce. As pessoas têm que ter em mente que o canal digital é uma filial onde as coisas acontecem de forma muito mais dinâmica. A expectativa do cliente é de muita precisão e muita agilidade e o cliente digital insatisfeito faz um barulho muito grande”, comenta.

Estoque pra quê te quero

Pelos anos de experiência, Lucia afirma que o principal problema da empresas que começam a operar também em canais digitais é basicamente o mesmo: estoque. “É importante o empreendedor pensar que, enquanto loja física, ele atende aquela cidade, talvez aquele estado, mas enquanto loja virtual, alcança o país todo, então seu mercado expande, e isso pode gerar uma demanda que não está preparado para atender. Mas se você vendeu, você tem que entregar”, aponta.

Para ajudar a solucionar esse problema, Gabriel Junqueira aposta em duas fichas: integração de estoque e inventário. E, sim, ele sabe que fazer inventário não é a coisa mais legal do mundo.

”Fazer inventário exige muita energia, é trabalhoso, mas se o estoque está bagunçado ou desatualizado, não tem muita solução, a solução é contar. Preenchendo o sistema de estoque integrado com informações corretas e atuais, é possível tomar as melhores decisões para tocar a operação”, afirma.

Junqueira defende que inventário deva ser uma prática regular, mas não acredita que seja preciso fechar a loja e deixar de vender para fazer os famosos “balanços”, como se via antigamente. “A solução está no balanço rotativo, ou seja, se divide a loja em departamentos e faz um ciclo de três meses pra passar por tudo. O inventário feito de forma regular garante que o estoque você está vendo no sistema é a quantidade real. Até porque, com o tempo, é natural haver perdas, alguma coisa perde, estraga…”, explica.

E Lucia complementa: “Se você tem um produto, mas não sabe que tem, o dinheiro tá ali parado, fora que você pode perder o cliente, porque se ele não consegue comprar o que ele quer com você, ele vai no concorrente”.

Tecnologia não substitui pessoas

Apesar da tecnologia ser cada vez mais necessária e estratégica, ela continua sendo um meio. São as pessoas que fazem tudo fazer sentido. Lucia explica que, nesse cenário de retomada da economia, as equipes provavelmente estão mais enxutas, então essa equipe tem que ser multiuso, o que exige novas competências, as quais ela destaca:

– Resiliência, porque a gente vai fazer um esforço muito maior, mas sem um resultado imediato como se espera, a gente tem trabalhado muito mais e lucrado muito menos, mas é preciso se manter firme para sobreviver e chegar ao final disso e começar a colher os frutos da retomada.

– Criatividade, algumas ideias e alternativas funcionaram bem no começo da pandemia, mas depois acabaram ficando saturadas; é preciso sempre olhar algo novo e diferente.

– Energia, porque não existe resposta certa muito menos definitiva para o que estamos vivendo; ninguém sabe o que o que vem por aí, mas a gente sabe que não vai ser fácil.

Se você é empreendedor, já deve não só ter lido e ouvido falar sobre as mudanças que a pandemia de coronavírus tem causado para os negócios, mas provavelmente está vivenciando e sentindo na pele essa onda de transformação.

Para ajudar empreendedores de todos os segmentos, o Sebrae/MS reuniu dois grandes especialistas para orientar aqueles que querem começar uma verdadeira revolução em marketing e, consequentemente, nas vendas de suas empresas, mas não sabem exatamente como nem por onde começar. Lucia Haracemiv (DNA de VENDAS) e Gabriel Junqueira (InfoVarejo) dão dicas valiosas para quem quer aproveitar o último trimestre do ano para aumentar o faturamento e fechar 2020 – que, sabemos, não tem sido fácil – com bons resultados.

Antes de ser especialista, Lucia é também empreendedora e sabe que boa parte dos empresários vive um momento atípico, em que é difícil pensar em fazer investimentos. “Esses empreendedores tiveram que utilizar recursos financeiros (que tinham guardado) para manter a operação, pagar as contas e seguir em frente. Eu até entendo que alguns não consigam nem possam fazer grandes investimentos agora, mas isso não significa fazer nenhum. Com pouco investimento e criatividade é possível geral resultados. Nesse momento de distanciamento social, o empreendedor precisa se comunicar, mas não tem como estar presente pessoalmente. Então é preciso investir em marketing digital para atrair clientes e recompor o caixa”, explica.

Sobre as mudanças que veem ocorrendo, Gabriel Junqueira afirma que a agenda da transformação digital é uma agenda de liderança. “Quem achava que essa ainda era uma realidade distante foi pego desprevenido mesmo. Mas quem já estava preparado, começando a mexer alguns canais digitais, preparando conteúdos, estabelecendo relacionamentos, viu a pandemia como um intensivão, como um catalisador”. Junqueira também faz um alerta: “Mas também não adianta acelerar demais e acabar frustrando a experiência do cliente porque isso vai acabar fazendo com que você tenha algum tipo de prejuízo em relação à imagem da empresa”, afirma.

Alerta que Lucia também reforça, pois acredita que fazer essa transição de forma rápida, mas não pensada, pode ser perigoso. “Muitas empresas funcionam bem no físico e quando vão pro digital dão algumas tropeçadas. E quando eu falo digital é desde um restaurante que entra para um aplicativo de entrega de comida até um varejo de calçados ou de roupa que entra em um marketplace ou abre o seu próprio e-commerce. As pessoas têm que ter em mente que o canal digital é uma filial onde as coisas acontecem de forma muito mais dinâmica. A expectativa do cliente é de muita precisão e muita agilidade e o cliente digital insatisfeito faz um barulho muito grande”, comenta.

Estoque pra quê te quero

Pelos anos de experiência, Lucia afirma que o principal problema da empresas que começam a operar também em canais digitais é basicamente o mesmo: estoque. “É importante o empreendedor pensar que, enquanto loja física, ele atende aquela cidade, talvez aquele estado, mas enquanto loja virtual, alcança o país todo, então seu mercado expande, e isso pode gerar uma demanda que não está preparado para atender. Mas se você vendeu, você tem que entregar”, aponta.

Para ajudar a solucionar esse problema, Gabriel Junqueira aposta em duas fichas: integração de estoque e inventário. E, sim, ele sabe que fazer inventário não é a coisa mais legal do mundo.

”Fazer inventário exige muita energia, é trabalhoso, mas se o estoque está bagunçado ou desatualizado, não tem muita solução, a solução é contar. Preenchendo o sistema de estoque integrado com informações corretas e atuais, é possível tomar as melhores decisões para tocar a operação”, afirma.

Junqueira defende que inventário deva ser uma prática regular, mas não acredita que seja preciso fechar a loja e deixar de vender para fazer os famosos “balanços”, como se via antigamente. “A solução está no balanço rotativo, ou seja, se divide a loja em departamentos e faz um ciclo de três meses pra passar por tudo. O inventário feito de forma regular garante que o estoque você está vendo no sistema é a quantidade real. Até porque, com o tempo, é natural haver perdas, alguma coisa perde, estraga…”, explica.

E Lucia complementa: “Se você tem um produto, mas não sabe que tem, o dinheiro tá ali parado, fora que você pode perder o cliente, porque se ele não consegue comprar o que ele quer com você, ele vai no concorrente”.

Tecnologia não substitui pessoas

Apesar da tecnologia ser cada vez mais necessária e estratégica, ela continua sendo um meio. São as pessoas que fazem tudo fazer sentido. Lucia explica que, nesse cenário de retomada da economia, as equipes provavelmente estão mais enxutas, então essa equipe tem que ser multiuso, o que exige novas competências, as quais ela destaca:

– Resiliência, porque a gente vai fazer um esforço muito maior, mas sem um resultado imediato como se espera, a gente tem trabalhado muito mais e lucrado muito menos, mas é preciso se manter firme para sobreviver e chegar ao final disso e começar a colher os frutos da retomada.

– Criatividade, algumas ideias e alternativas funcionaram bem no começo da pandemia, mas depois acabaram ficando saturadas; é preciso sempre olhar algo novo e diferente.

– Energia, porque não existe resposta certa muito menos definitiva para o que estamos vivendo; ninguém sabe o que o que vem por aí, mas a gente sabe que não vai ser fácil.


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